Maria Popova, curadora do site Brain Pickings, esteve na conferência da PopTech deste ano e contou que uma das melhores palestras a que assistiu foi a do psicólogo David DeSteno, diretor do Northeastern University’s Social Emotions Lab.
DeSteno falou sobre compaixão e resiliência humana – temas que sempre me interessam muito.
A compaixão que sentimos não é determinada pelos fatos objetivos. É determinada por quem está olhando. Não é a gravidade dos fatos de um desastre que nos motiva a sentir compaixão e ajudar – é se no vemos ou não entre as vítimas.
Vale muito perder 18 minutos do seu dia com este vídeo e repensar essas questões:
David DeSteno também é coautor do livro “Out of Character: The Psycolhology of Good and Evil”. Saiba mais aqui.
As escolas estão caducando. Se eu já sentia isso quando eu fiz o primário e tinha que copiar texto da lousa, imagina o que deve pensar essa geração hiperconectada e tecnológica que está surgindo.
Quer dizer, dá para ter uma ideia. Nas últimas semanas, uma estudante de 13 anos virou notícia justamente por mostrar no Facebook os problemas de sua escola. Vai dizer que ainda não ouviu falar da Isadora Faber? Ela estuda em uma escola pública em Florianópolis e resolveu criar o “Diário de Classe”, para registrar seu dia a dia escolar e apontar o que não ia bem.
A página ganhou grande repercussão e a garota chegou a ser hostilizada por colegas e professores. Chegaram a pressioná-la para retirar da página alguns vídeos. Mas parece que a persistência da estudante surtiu algum efeito. A escola de Isadora começou a ser reformada e alguns problemas já foram resolvidos.
Esse caso me lembrou muito a história de Martha Payne. Uma garota escocesa de 9 anos que criou um blog para registrar diariamente a merenda da escola. Ela tinha vários critérios para avaliar a comida, como nível de satisfação, garfadas, o quanto a comida era saudável e número de fios de cabelo encontrados.
Os primeiros posts mostravam um cardápio muito pouco nutritivo, com pouca comida e nada de vegetais. No início, a repercussão do blog enfureceu a diretoria, mas logo o lanche começou a melhorar.
a coisa tava feia
Fica nítido que as escolas estão ficando para trás. Não porque as crianças de hoje em dia transitam com naturalidade pelas redes sociais e as escolas não estão se adaptando às novas tecnologias. Nada disso.
O problema é que o modelo educacional atual não estimula o desenvolvimento de crianças questionadoras.
E questionar foi justamente o que fizeram Isadora e Martha. Se as escolas têm dificuldade de lidar com estudantes como elas, imagine então se as escolas têm condições de ajudar a formar gerações dotadas desse pensamento crítico.
Você sabia, por exemplo, que herdamos esse modelo de escola da Idade Média? Essa coisa hierárquica de ter um professor ensinando para vários alunos, os exercícios, a arguição, alguns conteúdos e até o processo avaliativo baseado em prêmios e castigos vieram dessa época. Idade Média, gente.
abram os cadernos pfv, vou dar o visto
O professor José Manuel Moran resumiu bem o que isso significa:
“Passamos anos demais, horas demais, para aprender coisas demais, que não são tão importantes, de uma forma pouco interessante, com resultados medíocres. E passamos pouco tempo no que é importante, significativo, que nos ajuda a aprender para toda a vida. (…) A escola está desfocada: insiste em modelos ultrapassados em uma sociedade em transformação.”
Então entra a história da terceira garota que eu queria que vocês conhecessem. Ela é Adora Svitak, uma americana de 15 anos que já publicou vários livros e é reconhecida como um talento prodígio desde os 6.
Nessa palestra para o TED, que eu recomendo MUITO que você veja, ela fala sobre as coisas que os adultos podem aprender com as crianças. E acho que isso também vale para as escolas. Dá o play.
“A aprendizagem entre adultos e crianças devia ser recíproca”, ela diz. “O objetivo não é transformar crianças em seu tipo de adulto, mas melhores adultos do que vocês têm sido, o que é um pouco difícil considerando suas credenciais, mas o progresso acontece devido às novas gerações que crescem, desenvolvem-se e tornam-se melhores do que as anteriores”.
Então talvez esteja na hora de, antes de ensinar as crianças do jeito que a escola tem feito há séculos, tentar aprender um pouco com elas, não?
A internet me tirou da frente da TV e agora é o TED é que tem me tirado da frente da internet, de volta pra TV. Quer dizer, já tirava, mas agora ficou uma baba.
Foi anunciado na semana passada, mas só dei de cara com essa maravilha ontem à noite: agora tem TED Talks no Netflix.
São quase 200 Talks, distribuídos em 14 categorias, perfeito para as maratonas Tediânicas com pipoca e massagem cerebral. Tudo legendado e com stream instantâneo, ficou mais fácil do que pela Apple TV. Parabéns ao Netflix que começou devagar, mas vem correndo bravamente atrás do atraso. Apesar de ainda pecar nos lançamentos, já tem muita coisa boa para assistir.
As categorias são:
- Feras, insetos & bio-confusões
- Beleza + Moda: Por trás das superficialidades
- Construindo maravilhas
- Mastigue isso
- Crime e castigo
- Ciber-êxtase
- Desafiando as doenças
- Ícones
- É coisa de homens
- Mudança de poder
- Sexo, segredos e amor
- Rindo com inteligência
- Jornada no espaço
- Magia de vídeo + foto
Hoje é dia de Think Infinite with Google 2012! Realizado em São Paulo, no escritório do Google, o evento têm foco em inovação e já está com as vagas presenciais esgotadas. Mas você pode assistir tudo free, bem aqui.
Com a proposta de ”agregar pontos de vista diferentes para, por meio do pensamento inovador, refletir sobre questões da sociedade atual”, a programação conta com palestrantes como Miguel Nicolelis, Dougald Hine, Russel Stevens (sócio da SS+K), além de, obviamente, prata da casa: Hugo Barra, Diretor de Engenharia do Android e Astro Teller, Diretor de Novos Projetos no Google. Já vale dar uma olhada na biografia dos participantes, deve vir coisa boa por aí.
A definição da Marvel foi a melhor que eu vi até agora. Reevolution é bem mais que evolução. Tem a ver com o coletar + transformar + combinar que o pessoal do Everything is a Remix comentou no dia anterior. Tem a ver com o ver até onde chega. Tem a ver como fazer com que 1+1 seja igual a 3, 4, 5.
Ontem a reevolution começou com o jeito Marvel de mais uma vez reinventar a experiência de interagir com o seu universo, que o Guga e o Gui Jotapê já contaram. Não é mais comics. Não é animação. Ver o Homem de Ferro literalmente saltando da capa e se exibindo para você é como ver acontecendo de verdade o que a gente imagina quando é criança. Quadrinhos + imaginação.
Passou pela reevolution nas formas de transação proposta por Seth Priebatsch (da SCVNGR) que brinca com a idéia de custo zero por transação adicionando a lógica de games (com tarefas, tempo e bônus) ao processo de pagamentos que a gente conhece hoje. Os players tradicionais assumem um papel específico. Entram novos players e novas ferramentas que incluem a popularização do mobile payment. Games + transação.
E terminou (o dia, não a discussão) com Operation: Ajax, uma graphic novel reinventada pela Cognito Comics com base em uma mistura de conceitos que partem de como as pessoas interagem com as graphic novels normalmente e aproveitam o que o digital tem para acrescentar nesta experiência. Graphic novels + interação.
Todo mundo que de verdade faz a diferença e muda o jogo tem um inconformismo extremo (a gente esta feliz com isso?) e consequentemente uma mania incontrolável de se questionar (e se a gente juntasse a+b?). E ainda bem que isso nunca acaba.
A importância de ter o UoD como um parceiro em nosso planejamento de mídia, é porque com ele conseguimos atingir um público segmentado, qualificado e formador de opinião que hoje são ativos perante os conteúdos propostos por um exército de insiders, causando reverberação e interação engajadora para outros públicos.
VICENTE VARELA Diretor de mídia da Fischer&Friends
Updaters - Alameda Mamoré, 535 Alphaville - Barueri - SP (11) 4166.5701
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