Os planos de crescimento de Steve Jobs (em Cupertino).

Steve Jobs foi convidado pelo City Council de Cupertino para apresentar os planos de crescimento da Apple dentro da cidade.  Neste vídeo ele fala sobre o crescimento da empresa e mostra o projeto para o novo complexo que pretende construir perto da sua atual sede.  O projeto é fenomenal mas o que me chamou atenção foi a preocupação dele com a área verde do local e sua postura em geral no que diz respeito aos impostos pagos ao município.  Aparentemente político é tudo igual.  Aos 13:20, a vereadora faz uma piadinha (jogando aquele verde básico) e pergunta se a Apple poderia dar Wifi pra toda cidade, repare na resposta dele.

Se os empresários brasileiros tivessem metade da postura dele esse país seriam bem diferente.

Rodrigo NeryDedicado a viver. E a parar de sobreviver.

Twitter | Novo Recurso

Ontem o Twitter lançou seu mais novo recurso. Na verdade, pelo menos o que eu tenho percebido é que eles olham o que os terceiros tem feito de bom e copiam ou compram (vide o Tweetdeck).

O novo recurso faz com que você suba vídeos e fotos diretamente na página do Twitter, sem a necessidade de aplicativos ou APIs de terceiros. Além disso vai ser possível fazer a busca entre essas fotos e vídeos.

Acredito que além do Trend Topics dos assuntos, vamos saber em tempo real quais são as Trend Photos ou os Trend Videos. Agora é esperar para ver qual seria o próximo “recurso” do Twitter, talvez uma bela quantidade de filtros para suas fotos, como o Instagr.am, ou filtros para os vídeos, como o Viddy. Comprando ou copiando.

Lorenzo Mendozaacredita que a gente está, não que a gente é. Está empreendedor.

Membro do conselho de administração da Disney enfrenta saia-justa

Sheryl Sandberg, executiva-chefe de operações do Facebook e membro do conselho de administração da Disney, estava tranquila falando sobre a web social na London School of Economics quando foi interpelada por uma pessoa da plateia, provavelmente sindicalista, sobre a intenção da Disney de acabar com os benefícios de seguro-saúde para os funcionários de seus hotéis. A executiva desconversou, pelo que entendi.

O significativo no vídeo é a cobrança, em público, de responsabilidade de um membros de board pelas decisões que uma empresa toma. Um chamado à corresponsabilidade mesmo, como deveria ser. No Brasil, não raro ser membro do board é: (1) apenas uma queda para cima (um modo de afastar alguém elegantemente do comando) ou (2) uma ação entre amigos, em que ninguém quer desagradar ninguém (para o conselheiro poder continuar a ganhar R$ 5 mil ou mais por participação em cada reunião).

Isso, apesar de a governança corporativa sã ter se tornado um diferencial importante dos papéis negociados na Bovespa.

Adriana Salles Gomessays what she means, means what she says and cuts everything else. (Yes, Hemingway. We, journalists, love these words.)

Música móvel mesmo: trilha sonora para turistas – em forma de app

O trabalho é apresentado como o primeiro álbum sensível a localização na história da música (location-aware album), mas podia ser chamado, talvez, de combo de iTunes com Foursquare, ou ainda de “soundtrack ambulante”, em que a música comenta o lugar visitado assim como uma trilha sonora comenta um filme. A autoria cabe a um duo que atende por Bluebrain e o lugar é o parque National Mall, em Washington, Estados Unidos, que fica entre o Lincoln Memorial e o Capitólio. O que viabiliza a mudança da música de acordo com a localização é o fato de o álbum ser um app de iPhone.

Segundo a Wired, os próximos projetos são do Prospect Park, de Nova York, e da Highway One, da Califórnia. O Bluebrain ambiciona reinventar a experiência de ouvir música, mas, para mim, eles estão reinventando também (ou até principalmente) a experiência de passear, visitar, fazer turismo.

Não sei se o resultado me encanta especialmente, mas acho que a ideia da “real mobile music” (partindo do pressuposto de que o iPod e, bem antes dele, o walkman já eram espécies de “mobile music”) abre janelas, portas e porteiras para muitas outras invenções.

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Cadeia alimentar | Quem é o predador?

O sapo come o besouro?

O besouro come o sapo?

Contém cenas de violência, e bem nojentas, mas pode funcionar como metáfora.

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Sobre ideias, coincidências, ética e malandragem

No mundo de hoje, onde as referências estão disponíveis a qualquer momento e em qualquer suporte, sem que – sequer – nos demos conta, passou por mim um momento de reflexão. Muitas são as razões sobre o que agora escrevo, muitos foram os catalisadores desta discussão que quero tornar pública. Não é algo de agora, mas o momento serve bastante.

Em verdade é que, há muitos anos, quase uma década (tenho 17 anos de mercado, mas isso pode ser uma discussão antiga para outros), algo me incomoda bastante na profissão de publicitário: como ser reconhecido por minhas ideias? Mais ainda, como ser remunerado decentemente por elas? E, por fim, como ter a segurança de que minhas ideias aconteçam na medida em que eu participe ou saiba de sua execução?

Acredito que, de cara, o termo “agência” de publicidade é algo muito ruim no negócio da comunicação, principalmente no século XXI. E ainda hoje existem aquelas que são apenas agências mesmo, no pior sentido que isto possa ter. Então, como ser um profissional que lida com ideias, que faz com que elas sejam executadas, ser o responsável por uma ideia se tornar o principal fator de venda de produtos e não ser remunerado por ela? Como aturar no mercado empresários da comunicação que abrem mão de ter sua criação remunerada em troca de comissão das TVs, rádios, jornais e revistas da vida?

Só vejo duas situações: 1 – quem não cobra pela criação / planejamento efetivamente não está dando a mínima para isso; 2 – quem não cobra pela criação / planejamento acha que o negócio da propaganda vai se sustentar, ad eternum, pelos comissionamentos e bv’s dos veículos de mídia tradicional. Os dois casos são, pra mim, gravíssimos. O primeiro caso por, deliberadamente, não entender que tudo acontece a partir de uma boa ideia. Quem pensa assim, não faz uma boa comunicação para seus clientes. O segundo caso, por não perceber a mudança brutal de paradigma que vivemos hoje (ontem, há anos!), onde o câmbio das plataformas de comunicação aponta para uma participação gradativamente menor da mídia tradicional e o aparecimento de novas estratégias (sejam de engajamento offline, de redes sociais, ou mesmo de emboscada) que têm sido eficazes e efetivas a um custo muito menor que o da mídia eletrônica do século passado.

A ideia, aquilo que diferencia o “nada” de “um começo”, aquilo que torna publicitários super-humanos para o público comum, aquilo que é condição sine qua nada acontece, tem sido relegada ao um plano perigoso e indigno de todos nós que nos dizemos publicitários. A ideia não pode ser apenas o começo. A ideia não pode ser um artefato que se possa cambiar sem razão ou ser usada como instrumento de barganha entre clientes, agências e veículos. A ideia tem que ser o começo, o meio e o fim de tudo que fazemos; pois, sem ela, só existem suportes, mídias, telas. É a boa ideia que sustenta as marcas na mente dos consumidores. É a ideia diferenciada que coloca marcas no coração deles. É uma puta idéia que determina uma virada na vida de marcas, produtos e serviços.

Eu quero que as ideias tenham o valor que elas merecem. Eu quero que as ideias sejam respeitadas desde sua origem até sua execução. Eu quero que o cliente pague bem pela ideia que eu tiver porque eu não quero depender de comissão ou bv – acho isso, antes de ser uma patologia grave, um sinal de imaturidade ou de dependência do mercado. Gostaria de saber qual a opinião dos nossos leitores sobre o tema e como, cada um em seu dia a dia, lida com as ideias, seu valor e a remuneração delas.

Daniel da HoraAssociate Creative Director @ DH,LO Creative Boutique

O sucesso na internet e as críticas à originalidade

A história já é conhecida. De repente, um “produto” bomba na internet e suas redes sociais e, ato contínuo, começam a chover insinuações sobre sua qualidade duvidosa e sua falta de originalidade. Algumas falsas questões são levantadas (preguiiiiiça destas), outras são questões reais, pertinentes, e precisamos conseguir separar joio e trigo.

Agora, está acontecendo de novo. O protagonista da vez é o clipe “Oração“; hoje choveram no Twitter brincadeiras sobre a chatice do clipe e sobre ele ser plágio. Eu pessoalmente nunca achei a ideia tão original assim. Mas, na maioria das vezes, a originalidade é mais suposta (percebida) do que efetiva. Vozes que se multiplicam remontam a Elis Regina ou antes; lugares de cantar se sobrepondo vêm, no mínimo, do Playing for Change. Garimparam, contudo, dois clipes de 2007 e 2009 que nos fazem pensar – e no lado procedente, acho.

Pode ser coincidência inocente – essas coisas acontecem de verdade, tem até explicação energética da física quântica (quando toquei “A Banda” -olhem o nome!– do Chico Buarque na Alemanha, nos anos 80, durante um intercâmbio, tive de ouvir que era plágio de uma música alemã; e não creio que o Chico tenha plagiado alguém.) Aí tudo bem. Mas se houve inspiração de fato, um crédito cairia bem. Até na era dos mashups e remixes. Ou não? O que vocês acham? (Ou será que deram crédito e não chegou até nós? Na descrição do clipe no YouTube, de 17 de maio, lê-se: “É que a gente adora Beirut mesmo”. É um tipo de crédito.) Enfim… vejam e julguem por si.

De 2007, Beirut:

De 2009, Hey Rosetta!

Eu reitero: gostei da banda curitibana, da doçura da música e da suavidade do clipe.

UPDATE- Uma sugestão a quem fizer os próximos candidatos a virais, caseiros/brincalhões/despretensiosos ou profissionais-da-gema, é pensar também na forma de dar visibilidade aos créditos, sejam eles de execução ou de inspiração. Há pelo menos quatro opções no mercado:

( ) no próprio vídeo, onde todo mundo poderá ver (comporta manutenção da irreverência e informalidade de uma piada interna);
( ) numa legenda do vídeo no site que o hospedar ou por meio de comentários dos autores em reportagens sobre o vídeo – o que pode, ou não, chegar às pessoas;
( ) mencionar reativamente, apenas mediante a lembrança de alguém;
( ) não mencionar simplesmente.

Adriana Salles Gomessays what she means, means what she says and cuts everything else. (Yes, Hemingway. We, journalists, love these words.)

Maquiavel está em toda parte (até em graphic novel online)

O Don MacDonald incorporou uma Suzana Flag (pseudônimo do Nelson Rodrigues para folhetins) de internet e está repassando numa graphic novel a biografia do Nicolau Maquiavel. Mais um sinal de que, pelo que se vem percebendo na mídia americana (e talvez no Brasil também), o diplomata italiano do século 15 anda sendo reabilitado, distanciado daquela imagem vilã de “encarnação do mal”.

Seus insights e ensinamentos sobre poder estão mais vivos do que nunca, ainda que com cores contemporâneas. Por exemplo, acabamos de entrevistar para a HSM Management o Jeffrey Pfeffer (será publicado na edição julho-agosto), uma das melhores cabeças de Stanford e dos caras mais respeitados no meio empresarial quando se quer tratar de poder e liderança. E me lembrei de Maquiavel em boa parte do tempo da entrevista.

Vou me atrever a dizer que, ao lado de Darwin, Maquiavel é “o” revival da hora, o cara que quem não leu devia ler, como já sugeriu aqui o Andreas Kisser. Ou ver na internet, em capítulos.

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Os templates (MBTI, Hoftstedt, Polti) e a diversidade real – uma especulação

Guardem três números: 36, 16, 25. Podem jogar na sena, se quiserem, mas a intenção não é essa.

TRINTA E SEIS. Outro dia escrevi aqui sobre o Georges Polti, um francês do século 19 para quem havia apenas 36 histórias a ser contadas. Depois falaram que seriam apenas 7 enredos arquetípicos e outros números inferiores a 36 surgiram na parada. Eu fico com 36, embora aprecie o exercício de síntese, e em breve me entenderão.

DEZESSEIS. Quem passou por processos de recrutamento e seleção de grandes empresas muito provavelmente já fez um teste denominado “Myers-Briggs Type Indicator”. É um teste de personalidade (questionário psicométrico) inspirado nos conceitos de Carl Jung e que analisa as pessoas como uma combinação de quatro dimensões (cada extremo designado por uma letra), para entender como tomam decisões e como percebem o mundo:

  • extroversão (E) x introversão (I)
  • sensação (S) x intuição (N)
  • razão (T de thinking) x emoção (E)
  • julgamento (J) x percepção (P)

Com esse teste, chega-se a 16 tipos de personalidade existentes, cada qual formado por 4 dessas letras com as quais vocês esbarram (ou esbarrarão) por aí. Eu já fiz, por exemplo, e deu ENTP (extroversão + intuição + razão + percepção).

VINTE E CINCO. Quem estudou administração de empresas, em especial mais recentemente, deve ter ouvido falar dos estudos que o antropólogo Geert Hofstedt fez no final dos anos 1970 na IBM em 53 países para tentar traçar as dimensões culturais de um país (ou de uma comunidade qualquer). Ele definiu cinco dimensões básicas, com dois extremos cada, extremos que descrevo a seguir nas minhas palavras (leiam o advérbio predominantemente antes de cada adjetivo):

  • cultura individualista x cultura coletivista
  • cultura masculina x cultura feminina
  • cultura cautelosa x cultura pró-incertezas
  • cultura de longo prazo x cultura imediatista
  • cultura hierárquica x cultura horizontal

Sem considerar o grau de ocorrência de cada coisa (cada uma das 5 dimensões tem variação de 0 a 100) e usando análise combinatória (se eu estiver errada, os craques da matemática me corrijam, por favor), cheguei a uma variedade potencial de 25 culturas nacionais. O Brasil, na classificação do Hofstedt, é cultura coletivista + cultura feminina (quase empate neste caso, com ligeira vantagem do feminino) + cultura cautelosa (desconfortável com incertezas) + cultura de longo prazo + cultura hierárquica.

Vocês concordam comigo que tudo isso são templates, embora de campos do conhecimento distintos? São templates de comunicação, templates de psicologia, templates de antropologia. São todos caixinhas rotuladas onde encaixamos o que vemos. Seria, em uma primeira análise, o estado da arte dos preconceitos.

Agora explico por que considero essa primeira análise sobre as caixinhas precipitada (e por que prefiro o número de 36 histórias do Georges Polti aos menores). Minha tese é: antes de pensar fora das caixas, precisamos aumentar o número de caixas. Acho que isso tem a ver com neurociência. Read More

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Vamos falar da maçã? | Inspiração

“The first video about inspiration, that you should not look until the end.”

São quase 18h e a ideia do começo do vídeo me soa muito convidativa. O vídeo foi produzido para o “Create or Else” da Ogilvy (concurso com o tema Inspiração, tem muita coisa boa por lá). Esse aí vem de Dusseldorf. É clichê? Talvez. Mas você ainda está aí, né?

Gustavo GiglioPublicitário. Sócio do UoD. Responsável pelo mkt, novos negócios e projetos. É da música e da Guinness.


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