Profissão: despertador

Um knocker-upper era um despertador em forma humana.

Antes da década de 40, despertadores eram artigos de luxo. E os poucos que existiam, não eram confiáveis. Foi assim que surgiu, em plena revolução industrial, a profissão do acordador profissional, em grandes centros urbanos como Manchester, na Inglaterra.
Se você não quisesse perder seu precioso e disputado emprego nas almejadas fábricas, o melhor era contratar alguém para garantir que você iria levantar da cama.
Um bom knocker-upper saia preparado: levava varas compridas para bater em portas e janelas. E dardos, para somprar ervilhas secas nas janelas dos andares mais altos. Só iam embora quando o cliente, descabelado e de cara amassada, fazia um sinal pelo vidro (nem sempre dos mais elegantes, imagino).

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Updaters “aprendendo a aprender” no MIT

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Ano passado estivemos com a Singularity University.

Este ano serão 6 meses com o Media Lab, do MIT.

Hoje fizemos a primeira aula do primeiro curso online (ao vivo, por stream) da história do MIT.

O curso é  o “Aprendendo a aprender criativamente”, sobre o processo de aprendizado informal e contínuo.

Com o microfone, o queridinho do queridinho do Piaget, Mitch Resnick (o “protegè” do Piaget é Seymour Papert, já com 84 anos e mentor de Resnick).

Como se isso não fosse o suficiente para colocar no CV, Resnick ainda pode se gabar de ser um dos responsáveis pela linha “Mindstorm” da Lego, aquela dos robôs. Fora os artigos para Wired, Business Week, Ted Talks, etc.

Estuda tecnologia e aprendizado há 30 anos, muito antes desse papo virar moda.

Bom, o balanço até agora é o seguinte: foram nada mais nada menos que 25 mil inscritos.

Desses, 6000 estão ativos na comunidade online.

Desses, uns 500 no grupo de brazucas, o 11191.

Desses, 67 no MIT/UoD.

A aula de introdução foi praticamente um preview do curso e a apresentação da tese: o jardim da infância como modelo ideal e conceitual de aprendizado (é em legal).

Se você não pode se inscrever, fique de olho, porque vamos compartilhar por aqui o material das aulas, como leituras, videos, dinâmicas, etc. Obviamente não temos a intenção de replicar o curso, mas pelo menos dar acesso ao que for possível em termos de conteúdo.

O que temos intenção sim é preparar nosso curso de PLE (Personal Learning Enviroment), provavelmente para o segundo semestre, e para isso vamos estudar, porque temos respeito à você leitor e não queremos oferecer mais uma arapuca pseudo-acadêmica baseada em trends, ministrada por alguma webceleb por aí (ouch).

Enfim, vamos ao que rolou:

01. Leitura recomendada, base da aula: All I really need to know I learned in Kindergarten

02. A aula:

03. Video curto sobre o Desafio Marshmallow (não confundir com aquele outro do prazer adiado, com as crianças, esse é outro)

04. Leitura complementar: Gears of my Childhood (Seymour Papert)

05. Biografia Seymour Papert (Wikipedia), o queridinho do Piaget.

Tá bom, se pintar mais alguma coisa durante a semana, eu trago. Vamos estudar.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Leia esse post até o final. Se você quiser.

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Os dados de 42 estudos de psicologia, abrangendo mais de 22.000 indivíduos sugerem que você pode dobrar suas chance de persuasão se utilizar uma técnica muito simples. A técnica envolve deixar claro que você reconhece o direito da outra pessoa de fazer o que bem entender. Em outras palavras, se o indivíduo A quer que o indivíduo B execute uma determinada tarefa, as chances do indivíduo A conseguir seu intento são duas vezes maiores se A deixar claro para B que sabe que B tem o direito de fazer o que bem entender e que não está sendo ameaçado ou pressionado.

Note que não importa o conteúdo da mensagem, nem as palavras exatas que você vai usar. Apenas reconheça o direito do outro fazer o que quer e priorize o contato face a face.

Claro que esta técnica não resolve todas as questões envolvendo persuasão. Mas em algumas situações, como lidando com crianças, pode ser muito útil.

E repare que, se você leu este texto até aqui, talvez tenha sido vítima exatamente desta técnica. Se duvida, releia o título do post.

NetoIf your children ever find out how lame you really are, they'll murder you in your sleep. - Frank Zappa

Message in a Bottle

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Image by Shutterstock

Disclaimer 01: O final deste post tem uma audio em inglês. É fácil de entender, mas se você não tem inglês nenhum, pule o post porque você vai ficar boiando.

Disclaimer 02: Esse tal audio tem alguns minutos. Se você está com pressa, volte neste post depois.

 

O mais legal de escrever um post, é não saber onde ele vai parar. Quem vai ler o que você escreveu.

Você digita, publica e fica torcendo para que ele chegue na pessoa certa, na hora certa.

É mais legal que o número de likes.

Assim como estamos agora, você e eu, ligados por esse texto, uma cumplicidade de estarmos exatamente na mesma letra, simultaneamente, mesmo que eu já tenha escrito essas palavras há muito tempo.

Nessa barrinha abaixo do post, deveria existir também um botão com um ícone de flechinha no alvo, que mostrasse quantas vezes você acertou a pessoa certa.

Essa sensação, de não saber com quem se está falando, não é nova. Provavelmente surgiu junto com o primeiro escritor. Livros são assim.

Mas de todas as formas de “blind date” entre escritor e leitor, acho que a mais maluca é a mensagem na garrafa.

Sempre imagino um post, pelo menos os mais autorais, como uma mensagem numa garrafa, jogada no mar.

 

BOIANDO PELOS MARES

Quando alguém coloca uma mensagem dentro de uma garrafa e a atira no mar, sabe que as chances são poucas. Mas se alguém encontrá-la, o efeito se inverte e fica a sensação de ganhar na loteria, de ter sido sorteado em alguma coisa muito pouco provável. Tem a barreira geográfica, tem a barreira do tempo.

A primeira garrafa que se tem notícia foi jogada ao mar pelo filósofo grego Theophrastus, em 310 AC, para provar que o mediterrâneo era inundado pelo Atlântico.

Depois, garrafas começaram a ser jogadas no mar pelos navegadores, para tentar entender as correntes marítimas. Sabiam onde tinham sido lançadas e se alguém as encontrassem, saberiam onde tinham chegado. E assim, iam mapeando as correntes. Cristovão Colombo uma vez se viu dentro de uma grande tempestade e jogou um recado para a rainha de castela, achando que naufragaria. No fim, chegou são e salvo antes da garrafa.

Em 1914, o soldado britânico  Thomas Hughes jogou no mar uma garrafa de cerveja com uma carta para sua esposa. Morreu dois dias depois, em uma batalha na França. Em 1999, 85 anos depois, um pescador a encontrou no Rio Tâmisa e, apesar da esposa do soldado ter falecido há 20 anos, ela foi entregue a filha do casal, então com 86 anos de idade e morando na Nova Zelândia.

Também em 1914, um cientista da Escola de Navegação de Glasgow, na Escócia, jogou 1890 garrafinhas ao mar para pesquisar correntes. Uma dessas garrafas foi resgatada no ano passado e ganhou o registro no Guinness como a garrafa que ficou mais tempo boiando por aí: 98 anos.

A MELHOR HISTÓRIA

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Image by Shutterstock

Mas uma das histórias mais legais envolvendo garrafas com mensagens aconteceu no final da Segunda Guerra Mundial.

Era dezembro, e o governo americano estava fazendo tudo o possível para trazer milhares de soldados para casa antes do Natal, em grandes navios cargueiros chamados de “Liberty Ships”.

Infelizmente, uma grande tempestade atrasou a viagem e ficou evidente que passariam o Natal no mar.

Em um desses navios (o  SS James Ford Rhodes), estava um jovem de 21 anos chamado Frank Hayostek.

Sentido-se um pouco solitário, ficou olhando o mar e lembrou-se de um filme em que o personagem jogava uma garrafa no mar. Foi então até a enfermaria e achou uma garrafinha de aspirina vazia. Resolveuque faria o mesmo.

Oito meses depois a garrafa foi encontrada por uma jovem de 19 anos, Breda O’Sullivan.

O que aconteceu depois, você descobre ouvindo esse documentário, produzido especialmente para Rádio. Uma história incrível.

Clique no link abaixo para ver as fotos enquanto escuta. E boa viagem.

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Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

EPA: O que é internet?

vozinha[NETO: Thomaz Rezende Gonçalves]

Vó, a Internet é um mundo virtual, onde as pessoas vão para fazer diversas coisas.

Se informar, conversar, trabalhar, se divertir, assistir vídeos, entre outras coisas.

Muitas das coisas que estão nesse mundo virtual, são a respeito ou interferem no mundo real também.

Por exemplo, essa minha explicação já está na Internet.

 

Esse post é um incentivo à leitura, para as crianças, avôs e avós e motoristas de táxi que querem genuinamente descobrir o mundo, mas não tem paciência com gente que gosta de falar difícil.

Mande seu EPA sobre qualquer tema para: contato@updateordie.com

Saiba mais sobre essa série depois do jump.

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Explicando para a AvóPara crianças e avós curiosas, mas que não têm paciência com gente que fala difícil.

MP3, Vinil ou Show? O que é melhor?

Eu até pensei em escrever um longo post sobre o tema, mas seria redundante em cima do que Mike Rugnetta fala neste genial Idea Channel. Ao invés de discutir os quesitos técnicos de cada um, ele fala do psicológico. Nós queremos que os shows sejam perfeitos como a música gravada e que a música gravada seja realista como o show.

Felipe PachecoUpdater mais jovem. Trabalhou com cinema e redes sociais. Gosta de viajar, séries e resolver problemas.

EPA: O que é Early Adopter?

selovoAs pessoas são muito ocupadas.

Elas trabalham o dia inteiro, ficam lá presas no trânsito, essas coisas que tomam tempo.
Quase não conseguem ver TV, ouvir o rádio, nem entrar na internet.

Aí, elas acabam conversando sempre com as mesmas pessoas lá do lugar onde elas trabalham.

Tudo o que elas ficam sabendo, acaba vindo das mesmas pessoas e dos mesmos lugares, o que é muito ruim.

Quando dá, assistem o mesmo jornal, lêem a mesma revista de sempre. Entram lá naquele bate-papo da internet.

Por isso inventaram os tais Early Adopters, que são umas outras pessoas que passam o dia inteiro descobrindo coisas e ideias novas, em todos os lugares do mundo. E acabam aprendendo a separar o que é legal e o que é chato.

Elas acham as coisas antes de todo mundo e escarafuncham essas coisas antes de todo mundo, só para poder ter o prazer de contar para o resto das pessoas depois, aquelas que não tem tempo nem paciência. As vezes se dão mal, é como ser o primeiro a experimentar um besouro frito, pra ver o gosto que tem.

Aí inventaram esse nome inglês, que significa “o cara que experimenta antes de todo mundo”, porque em inglês tudo é mais chique mesmo.

Esse post é um incentivo à leitura, para as crianças, avôs e avós e motoristas de táxi que querem genuinamente descobrir o mundo, mas não tem paciência com gente que gosta de falar difícil.

Saiba mais sobre essa série depois do jump.

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Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Curso online de creative learning, no MIT, junto com os Updaters. Topas?

Há muito tempo tentamos viabilizar uma aula sobre “aprender a aprender”.

A maioria das pessoas ainda acha que para aprender é preciso um professor, mas esquecem que esse professor pode ser ela mesma.

É fácil concordar, mas não é fácil por em prática. Apesar da informação estar disponível, é preciso criar um método, se organizar.

É que nem trabalhar em casa, você tem que criar sua própria rotina. Não dá para simplesmente entrar no Google na Wikipedia e pronto.

Enfim, o MIT acaba de criar um curso sobre isso.

Vai se chamar “Creative Learning” e vai ser o primeiro totalmente aberto para quem quiser. Basta um computador ligado a internet.

Eu já me inscrevi. E podemos ser colegas.
Mas precisa ser rápido porque o prazo está acabando, é só até sexta.

ATENÇÃO: Quem quiser fazer com a gente (updaters e leitores), use o código 11191 na hora da inscrição e assim ficaremos no mesmo grupo.

Os professores são excelentes e a programação idem. Uma oportunidade única que iremos desenvolver e oferecer em breve.

Vai ser uma experiência, vamos ver no que dá. Vamos nessa?

Para saber mais clique aqui.

Wagner BrennerProfissional de criação e fundador do Update or Die.

Mamá Lucchetti: Gangnam Style

Muito divertido este comercial criado pela Madre Buenos Aires para a campanha de Mamá Lucchetti. Inspirado no Gangnam Style, celebra a chegada de 2013:

Paula Rizzoé publicitária, mãe, curiosa e usa boa parte da sua energia fazendo a curadoria de inovação e inspirando gente na c

Toiletes ritmados da Personal

Todo ano, o festival de música Personal Fest, em Buenos Aires, atrai mais de 50 mil pessoas em cada edição. Das bandas à atmosfera, nas arquibancadas e até mesmo pela comunicação, Personal Fest é conhecido por todos na Argentina, oferecendo ao público uma experiência diferente. Apesar de ser um super festival, bastante organizado, havia um lugar sempre esquecido, que era tão desagradável como é em todos os festivais de música: os banheiros – aqueles, do tipo portáteis / químicos. Então, a TBWA BsAs veio com a ideia dos toiletes ritmados, onde cada cabine emite um som apenas quando está em uso. Na criação desta ação, que tem tudo pra levar um Titanium / Integrated Lions, tem a mente dos brazucas Igor Moura e Leo Rolim. Veja o video case:

Daniel da HoraAssociate Creative Director @ DH,LO Creative Boutique


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