Para promover sua nova rota China > Suécia, a Air China promoveu uma ação offline<>digital em Estocolmo. Aparceirou-se de três restaurantes orientais famosos por lá, tornando-os embaixadores de seus países-inspiração: Tailandia, China e Japão.

Ao sentar-se nos restaurantes, as pessoas eram encorajadas a fazer check-in [de geolocalização e não de voo] no restaurante, com a Air China. Esse check-in também era interpretado como um ‘like’ na fanpage da companhia aérea. Ao final de cada semana, o restaurante com o maior número de check-ins era premiado com duas passagens para a Ásia, para seus clientes. Os restaurantes conquistou mais clientes e a Air China, mais passageiros suecos.
Mais de um milhão de pessoas foram impactadas via Facebook.

[via Digital Buzz]

Depois de 12 anos, a Pinacoteca de SP vai mudar o seu acervo permanente. A mudança teve início no ano passado, e rolou uma divulgação com o filme Le Curiosism.

Além de uma série de ações de comunicação que envolviam instalações artísticas, empenas e folhetos, agora, a campanha do museu partiu para o digital. A exposição está prestes a ser aberta ao público, no dia 15/10. Por conta disso, para seguir alimentando a curiosidade dos amantes da arte, a Pinacoteca disponibilizou um gato-robô solto no segundo andar do prédio, onde fica o acervo fixo. Pela fanpage do museu, as pessoas podem comandar o gato e xeretar a montagem em tempo real. As investidas felinas rolam todos os dias, das 14 às 17 horas.

Acertar a mão nas promoções no Twitter tem sido um inferno pra muita gente.

Empresas, por lei, não podem fazer sorteio de prêmios sem registro do concurso na Caixa Econômica Federal (sim, minha gente, promo de RT é, na maioria das vezes, ilegal!), apenas concursos culturais. Concursos culturais envolvem o usuário “fazer” algo em troca do prêmio e, como a plataforma envolve uma certa agilidade e “fazer” alguma coisa leva tempo e dá trabalho, se o prêmio não é A oitava maravilha do mundo, há pouca adesão.

Vários testes têm sido feitos e alguns têm sido até bem sucedidos.

Hoje eu vi um uso bem legal da ferramenta pra promoção. O Twitter do Bob’s lançou o 50 dias sem controle. Na multiplataforma FanPage, HotSite e Twitter, eles vão dar, por 50 dias, 1.000 ingressos para o Rock in Rio.

Mas, a grande sacada – em minha opinião, é que tem gente se batendo por ingresso, as tarefas parecem ser bem simples mesmo e o usuário tem, no mínimo, cinquenta chances de participar. Quer dizer, mais fácil pro usuário, maior retorno pro Bob’s.

É um jeito, não necessariamente novo de usar a integração de multiplataformas, mas no mínimo bem interessante e inspirador.

Para a semana do Dia dos Namorados, Hot Pocket Sadia promoveu uma daquelas ações digitais bonitinhas.
Selecionou uma galera por meio de concurso de vídeos [declarações de amor enviadas para a fanpage], combinou com a banda Móveis Coloniais de Acaju e Leoni para fazer “serenatas cibernéticas”.
Os selecionados deram um jeito de deixar seus amados na frente do computador na hora combinada para que os cupidos cantantes ligassem e voilà.

O resultado virou o novo clipe da banda brasiliense, assinado por Steve ePonto, com direito a pedido de casamento e beijo gay, o qual já virou TOP10 na MTV Brasil.
Digitalmente, a efetividade pode até ser ansiosamente questionada, visto que poucos foram os vídeos envolvidos que passaram dos 1.000 views, além da fanpage no Facebook que registra apenas 1.260 até o momento. Mas ainda tem estrada pra ação crescer… fora que a ideia foi ótima, o conceito e a escolha da banda foram irrepreensíveis e a execução ficou primorosa!

Como começou:

No comecinho desse ano tirei merecidas férias e, precisando recarregar as baterias depois de um 2010 complicado, coloquei a mochila nas costas e parti para a Europa por 20 dias. Países escolhidos: Portugal, Espanha, Grécia e Turquia (Capadócia e Istambul).

Mas, não sendo isso uma redação escolar sobre as férias, só fiz essa introdução para (causar inveja em vocês) poder contar algumas coisas que fui observando aqui e acolá sobre o uso das mídias sociais do outro lado do Oceano Atlântico, e também entre turistas. Então, no melhor formato anotações mentais, cada ponto vai em um item:

- Fazia um certo tempo que não fazia viagens desse tipo e, ainda que seja uma observação óbvia, fiquei impressionado com o papel central da internet na vida de um turista, ainda mais um que não queira comprar pacotes prontos. O básico é a compra das passagens, que hoje em dia até minha mãe (uma senhora de quase 70 anos) faz pela internet. Mas, quando você vai para a Turquia, um país com uma cultura bastante diferente e turisticamente não muito conhecido (para nós), saber o que outros viajantes acharam do lugar, aonde recomendam ir e por quais perrengues passaram se torna vital! Para isso existe o ótimo TripAdvisor. E para os mochileiros que curtem ficar em albergues, seja pelo preço ou pela possibilidade de fazer conexões com gente do mundo todo, o HostelWorld é essencial.

- Juro que tentei pensar o menos possível sobre o lado profissional das coisas enquanto viajava, mas foi impossível não notar que em grande parte dos anúncios que via em outdoors, ônibus e outras mídias as empresas não mais colocavam o endereço do site, mas sim do Facebook! Comparando com a realidade brasileira, acho que ainda não temos muitos exemplos desse tipo, mas em compensação é cada vez mais comum as empresas daqui anunciarem suas contas no Twitter, uma rede que, hoje, é mais relevante aqui do que lá.

- Aqui a gente trata o mundo desenvolvido de forma muito idealizada: “ah, lá fora qualquer lugar tem wifi gratuito”. Bom, nos lugares por onde eu passei era praticamente impossível achar isso. Wifi em todo lugar sim. Gratuito não.

- Os únicos lugares onde era praticamente certo encontrar uma conexão de graça eram nos albergues. E no final da tarde, quando as pessoas voltam dos passeios e vão para o bar socializar, também era certo ver um monte de notebooks abertos sobre as mesas. Esse era o momento em que as pessoas davam notícias às famílias, respondiam e-mails e subiam as fotos para o Facebook. Foi-se o tempo em que uma viagem era um tempo de isolamento da realidade. Graças à tecnologia cada viajante se tornou um reality show ambulante para os amigos. E assim seus amigos acabam viajando um pouquinho com você.

- “Então, prazer em conhecê-lo. Aliás, você tem Facebook?”. Em outras palavras, Facebook is the new cartão de visita. :) Eu mesmo adicionei várias pessoas com quem fui tendo contato. O problema é que a maioria dessas relações são inférteis. Geralmente há uma troca de mensagens pós-viagem, e depois nunca mais.

- Por último, fica a dica do CouchSurfing, uma rede onde pessoas do mundo todo disponibilizam seus sofás para viajantes. Não dormi no sofá de ninguém, mas utilizei um outro recurso. Algumas pessoas topam tomar um café e eventualmente passear pela cidade com estrangeiros. Fiz isso duas vezes em Istambul, e a experiência de conhecer um lugar pelos olhos de alguém local deixa tudo mais rico e interessante. Fora que é uma possibilidade segura de conhecer lugares não-turísticos, sem risco de cair em roubada.

- Deixo uma pergunta: o que estamos fazendo, nesse sentido, para receber melhor os turistas que virão para cá entre 2014 e 2016?