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Tava sentindo falta de um novo bom case de produção de conteúdo relevante, nem que seja pela realidade cômica do texto? Pois é… mas isso é papo de publicitário xôxo mídia uoréva. Vamos à parada, que é o que importa.

Como falar de “lavar roupa” na internet e nas redes sociais? Esse foi o maior desafio encarado pela campanha Descubra Ariel. Como levantar esse tema entre um público [internético] que, via de regra, não é o público médio do produto em questão?

Realmente, ninguém fala sobre lavar roupa, máquina de lavar e muito menos sobre sabão líquido na rede. Mas se reclamar é um dos hobbies preferidos do tuiteiro brasileiro, pode-se dizer que “lavar a roupa suja” é um derivado e tanto dessa prática.

Foi daí que surgiu a ideia da webssérie Lavando Roupa Suja com Fernanda Torres em uma bela campanha de Facebook. A marca foi esperta em apostar num trio já consagrado e praticamente infalível: Fernanda Young, seu marido Alexandre Machado e a filha de Fernanda Montenegro. E por isso, o texto é sensacional e a atuação da Fernanda é daquelas que prende o espectador – ainda que na internet, ainda que com 4 minutos de duração. Ou melhor, 4 minutos de falatório feminino sobre “relacionamento sem manchas”, “dissolver mal-entendidos”, “amizades coloridas, “discussão que rende”… ãhn?! ãhn?! Captaram o trocadilho dos caras?

Com uma campanha de mídia online parruda, com espaços comprados em grandes portais e no próprio Facebook, a fan page da marca já é um sucesso. Com pouco mais de 15 dias no ar, o número de fãs/membros já ultrapassa a marca dos 10.000. No Twiter, e no YouTube, os números são mais tímido: 265 e média de 5.800 views/vídeo [o que só reforça o fato de que algumas marcas e seus conteúdos funcionam melhor em certas redes que em outras].

Abaixo, dos episódios que já saíram, o que eu mais ‘curti’:
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ndRBOOgnlqk[/youtube]

Se o maior desafio da marca, nesta ação, foi estabelecer uma base de contato e gerar diálogo, agora o próximo desafio será manter esse diálogo quando os web-episódios acabarem e os mais de 10.000 ainda assim estiverem lá.

Você já deve ter visto a nova campanha da Folha de S. Paulo, o “jornal do futuro”. Não? Então veja:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=tUk3jvf37xs[/youtube]

Pois bem…
A peça é parte da nova campanha do jornal dos Frias, elaborada pela África, para divulgar o novo projeto gráfico do diário.

A execução é inquestionável em sua simplicidade. A atuação da atriz é na medida. Mas conceitualmente…
Já na introdução, é dito que “enquanto discutem o futuro do jornal, a Folha fez o jornal do futuro”. Mas não soa um tanto contraditório uma propaganda de jornal impresso apresentar o seu novo projeto gráficoimpresso! – com linguagem digital? Com a linguagem visual e gestual que é a cara do iPhone e do iPad?!

O mais estranho é que enquanto os impressos perdem leitores e não sabem o que fazer com isso, o filme é assinado da seguinte maneira: “Não dá pra não clicar, acessar, receber [...]“.

Verdade seja dita, todo mundo sabe que reuniões e mais reuniões internas reafirmam pra todo mundo da Folha que o papel é seu principal produto, e “que a Folha.com deve vir sempre como complemento, suporte”; que nunca dará furos nem matérias exclusivas antes da sua versão impressa, coisetal…

Ousadia? Contradição?

Não deve ter sido à toa que, enquanto buscava no Google pelo vídeo acima, para ilustrar o post, cai num blog que publicou o mesmo vídeo e acrescentou a seguinte legenda: “Sei lá porque, mas deu uma PUTA VONTADE de comprar um iPad“. Hmm…

Tá que o iPad é uma das grandes apostas na categoria “salvação do mercado editorial”, não foi só eu que observei isso e cantei essa pedra quando o novo gadget da Apple foi anunciado. Mas ainda assim, é no mínimo estranho.

Bom, certos estavam os criadores do Book. Já viu o “keynote” de lançamento? :P

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=iwPj0qgvfIs[/youtube]