Se você é brasileiro e liga minimamente para política as chances de estar bastante incomodado com os resultados da votação de ontem são altíssimas. Correção. O problema está mais no processo do que na votação. Afinal, como é que esses candidatos, justo esses, chegaram até aí? Não tinha ninguém melhor não? Sério?

A sensação que fica é que a política brasileira precisa urgente de um update, e isso inclui o modo como se faz propaganda eleitoral. O vídeo acima nos ensina a usar (e detectar) todos os clichês possíveis, usados por 99% dos candidatos. Assista antes de votar.

via Felipe Gutierrez

Queria muito fazer um post sobre a palestra acima, do Dave Meslin, artista-ativista que falou no TEDxToronto. Encontrei-a no blog do Tarrask, que fez um belíssimo texto, curtinho, explicando do que se trata. Como não poderia fazer melhor, tomei a liberdade de copiá-lo. Segue:

A gente sempre pensa que só existem dois tipos de pessoas: nós e aquele povo ignorante que vota em troca de um par de sapatos, ou em quem o chefe mandou votar. Ou seja, os ignorantes que elegem aqueles políticos ladrões que terminam fodendo o nosso país.

#classemediasofre

Também há os paranoicos que acreditam que O Sistema é maligno e é impossível vencê-lo.

Aí você vê coisas como essa palestra do Dave Meslin, que a minha mãe mandou, e que explica que o mundo nem é tão preto-no-branco assim, mas uma mistura de tudo.

As pessoas não são apáticas. Elas até gostariam de se envolver mais com a sociedade. Mas é difícil. É complicado. Achar informação não ajuda. Tanto de direita quanto de esquerda, a comunicação política é feita de maneira semi-críptica, que pede voto, mas não pede opinião.

Vejam a coisa e me digam o que acham.

A campanha que você vai assistir abaixo está se espalhando muito rapidamente ao redor do nosso planeta.

A idéia é transformar Joseph Kony em um nome tão conhecido e odiado quanto Osama Bin Laden ou Adolph Hitler.

Com isso, um cidadão americano tenta, pela primeira vez na História, ativar e mobilizar a comunidade global para capturar Kony, um guerrilheiro que a 20 anos aterroriza o coração da África ao raptar, escravizar e militarizar crianças em prol da sua guerra pessoal contra a Humanidade.

Politicamente, existem muitos conceitos conflitantes na causa, como por exemplo até que ponto a verve intervencionista dos Estados Unidos deve ser alimentada. Ainda assim, a vitória sobre Kony seria um triunfo daqueles que acreditam na utópica comunidade global sem fronteiras ou países.

Quem sabe esse seja o caminho para que uma organização supra-governamental forte possa finalmente alcançar legitimação e que seu raio de influência não fique à margem dos interesses ligados ao mercado financeiro ou aos países mais poderosos?

Pelo sim pelo não, ‘bora ajudar a colocar Joseph Kony no radar?!

A gente fica achando que o homo sapiens sapiens desvirtua o “equilíbrio perfeito” da natureza, mas aí está a prova de que animais fofos também roubam de seus semelhantes. O ponto é que a sobrevivência individual as vezes conflita diretamente com a harmonia do grupo, e isso vale para a mãe que rouba o supermercado para alimentar os filhos, mas não vale para um monte de outras coisas que você vê por aí…

E já estou até meio arrependido de escrever esse post, pois vai que algum político lê isso e usa o argumento para se defender do próximo escândalo.

Impressionante como, aos olhos inocentes de uma criança, tudo fica mais simples.

Me pergunto o que aconteceria se colocassem crianças para resolver problemas complexos. Um israelense e um palestino negociando a paz, por exemplo. Terminariam brincando juntos.

http://www.youtube.com/watch?v=SbBtNVFjeDA

Tradução livre do site Novo Mundo, onde encontrei esse vídeo:

Maridos são meninos. Então vocês dois são maridos. Vocês casaram-se? Isso é engraçado! Estava acostumado a ver maridos e esposas, mas essa é a primeira vez que vejo marido e marido.

Então significa que vocês se amam.

Eu vou jogar ping-pong agora, vocês podem vir jogar se quiserem.

dica da @marianarrpp

Notas rápidas:

- Tive a oportunidade de trabalhar em uma das campanhas para presidente no ano passado e posso assegurar (infelizmente) que 3 meses antes das eleições os principais candidatos ainda não tinham suas estratégias completamente definidas, muito menos na parte digital.

- Muitos gurus de plantão colocaram as mídias sociais como o principal fator para Obama ter ganhado as últimas eleições, e muitos políticos brasileiros compraram essa idéia. Não nego a importância de uma estratégia digital bem construída, mas o contexto histórico e social do momento é muito mais importante. Em outras palavras, de nada adianta estar presente na internet se você não tem o que falar.

- O Obama tinha muito o que falar, mas chegou na hora de fazer e a coisa complicou um pouco. Estou ansioso para acompanhar as eleições de 2012 e observar até que ponto uma campanha bem feita pode reverter o quadro de baixa popularidade na qual o presidente americano se encontra agora.

- Mais informações aqui.

a dica, pra variar, é da @marianarrpp

Ou melhor dizendo a visão americana sobre o nosso país e sobre nós brasileiros. Não sei quanto a vocês mas dentre os conceitos positivos e negativos apresentados, fiquei feliz com o resultado final. Sempre tive orgulho de ser brasileiro, mesmo sendo eternamente frustado por isso. Mas depois de ver esse programa, fiquei mais orgulhoso e feliz em ver que podemos sim mostrar ao mundo um novo jeito ser potência global. Pra frente Brasil!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=DMM7OJ_Kj9I[/youtube]

Tks Diullie

Campanha da Juventude Socialista da Catalunha para estimular o voto nas eleições parlamentares. Se realmente fosse assim não teríamos mais de 20% de abstenções no segundo turno das eleições brasileiras.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=FuNk9mYIJ2I[/youtube]

via @bilaamorim

Tá rolando em Salvador [BA], até o dia 29, o I Seminário de Cultura de Moda do Brasil. Por lá, 150 representantes da produção de moda nacional [criativos, empresários e instituições] estão reunidos para traçar diretrizes para um “Plano Cultural” para o setor. Assim, para o MinC, a moda brasileira passa a ser vista definitivamente como uma “linguagem artística com potencial para revelar a identidade do País”, assim como a música, o cinema e o teatro.

Já era hora. O setor, além de ter crescido e se profissionalizado a olhos vistos, teve um faturamento [2009] de U$ 47 bilhões. No mundo todo, a moda absorve e influencia amplos setores da cultura. Por aqui, ainda não havia esse reconhecimento oficial. Na prática, diretrizes de uma política cultural irão valorizar a criação, a inovação e a experimentação. Mais que isso, a produção de moda nacional passará a contar com uma memória: registro das criações e dos fazeres do setor como patrimônio cultural.

Para acompanhar as discussões ao vivo, clique aqui.

[via à moda da casa]