Foto: Leandro Ogalha

As questões sobre políticas públicas e sociais sempre me interessaram. Em outros países, pude me deparar com soluções simples e revolucionárias para a melhoria da “vivência” social, muitas delas voltadas para a mobilidade e transporte público. Penso então o que faz com que essas soluções tenham tanto resistência para serem aplicadas aqui em SP?

A bike, por exemplo, é um instrumento de grande potencial para solucionar parte da questão do transporte e até de saúde pública. Iniciativas e movimentos por parte dos cidadãos não faltam, já engajamento político dos nossos representantes é um abismo entre nossas necessidades e a aplicação dessas soluções urbanas. Mas tem outro fator importante, o cultural. De fato, você respeita um ciclista ao dirigir seu automóvel pelas ruas? Dá passagem quando um pedestre quer atravessar? Muita gente não. Provavelmente nem eu (mas juro que estou me reeducando para isso).

Justamente na Semana do Ciclista (de 9 a 16/7), onde  acontecem vários eventos e palestras em defesa da bicicleta como meio de transporte, encontrei esta intervenção (foto) no local que virou um memorial pra turma das 2 rodas: a bike branca na calçada da Avenida Paulista (na altura da estação Trianon-Masp do Metrô) em homenagem à Marcia Prado, ciclista que perdeu a vida atropelada em 14 de janeiro de 2009 por um motorista de ônibus naquele local.

O que me chamou mais a atenção é que alguém pensou na ideia, produziu um stencil, correu o risco para pintá-lo e criou uma mensagem importante para todos que passam alí. Eu fui um deles, recebi a mensagem, tirei a foto, fiz este post e você está lendo. Isso faz parte de um processo de pequenas atitudes que juntas podem se tornar soluções para o coletivo.