Experimentos Sociais | Milgram’s Experiment (63)

Você é uma pessoa obediente? Até que ponto você acata uma ordem? Você seria capaz de matar alguém se uma outra pessoa mandasse? Provavelmente sua primeira reação é um “depende”. É uma questão de bom-senso. Mas será que este bom-senso está totalmente  sob o seu controle? Será que existe um limite claramente demarcado para a maioria das pessoas de quando parar de obedecer?  Em 1961, no julgamento de Nuremberg, os torturadores Nazistas alegaram estar apenas obedecendo ordens. Stanley Milgram, psicólogo da Yale, ficou com aquilo na cabeça e resolveu entnao criar uma experiência que depois acabaria virando um clássico da : o experimento Milgram.
Funcionava assim: ele contratava por 4 dólares, pelo jornal, pessoas dispostas a participarem de uma experiência sobre “memória”. Essa pessoa entrava numa sala com outro participante, que na verdade era um ator. Aparecia então um cientista que explicava que estavam testando os efeitos da punição no aprendizado humano. Um sorteio fajuto colocava o ator no papel de aluno e o participante no de professor. O aluno levaria choques crescentes cada vez que respondesse uma pergunta de forma errada. E quem dava esses choques era, obviamente, o professor. Os choques iam de 15 volts até uma carga letal de 450 volts.
Agora a pergunta para você responder aí nos comentários: na sua opinião, quantos por cento dos entrevistados chegaram a administrar a carga mortal?

http://www.youtube.com/watch?v=FeicKDaLLMw

O video original da experiência foi removido da internet em diversos sites por questões de direitos autorais da Universidade da Pensilvania (uma estupidez). Mas continuo procurando.

Esse é o primeiro post de uma série sobre o conformismo, com umas experiências malucas da década de 50 e 60. Mas que dizem muito sobre como ainda somos.

Obs: não entendo nada de psicologia e a chance de falar bobagem é grande. Mas acho que isso é menor, diante de uma experiência tão interessante e que, acredito, muitos ainda não conhecem. Se você souber mais sobre o assunto, por favor, economize o tempo das críticas, me erra e acerta no assunto do post. Sua participação é muito bem vinda.

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Wagner Brenner
Fundador e editor do Update or Die.

12 Comments

  1. Estou fazendo umas pesquisas sobre experimentos sociais e neuromarketing. (não me pergunte a relação)

    Existem outros além dos citados:

    Please Vote For Me http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&…
    Questiona a democracia e a crueldade do poder.

    Jane Elliot's A Class Divided http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&…
    Crueldade e preconceito.

    Publicidade:

    Heinz – Talk to the Plant http://www.talktotheplant.com/

    E o whooper freakout, claro.

    Existem alguns filmes relacionados como Battle Royale e Filmefobia.

    E alguns projetos mais antropológicos do que experimentos (por enquanto) na internet:
    Jonathan Harris http://www.number27.org/

    Yann Arthus-Bertrand. http://www.6billionothers.org

  2. Ruy Neto (Cultura/Ad
    Ruy Neto (Cultura/Ad

    Não sabia sobre esse experimento, mas acredito que tenha sido esse mesmo o resultado. Ter autoridade ou o ter poder sobre outras pessoas é o que muitos buscam em diversos níveis até como um ideal de vida. É uma coisa de louco. Mas esse assunto me lembrou o curta O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, disponível no Porta Curtas. Vale a pena rever esse filme já que está se falando desse assunto. A grande questão do Dorival diante da ordem que o proibia a tomar banho era simplesmente "Quem deu essa ordem?", o guarda responde: "foi o sargento". Dorival: "Então vai chamar o sargento!" Guarda: "não pode". Dorival: "Mas porque não pode?" Guarda: "porque são ordens". Fantástico.

  3. Mas que seria legal dar um choque na galiera, isso seria.

  4. Tem um filme sobre esse experimento de Stanford, não tem? Se não me engano vi pra vender nas Americanas, naquela balaião com DVDs a 10 reais. Era homônimo de um filme famoso, até.

  5. dos 6 graus também…ele é o cara que inventou de mandar os pacotes pra boston

  6. É Lorenzo, mais de 60%. O que fico pensando aqui é a quantidade de "figuras de autoridade" já passaram nas nossas vidas (pai, professor, padre, chefe, etc) e o quanto de conformismo temos. é interessdante tentar uma avaliação pessoal sobre o assunto.
    Liga um pouco com aquelas questões de neofobia e neofilia, de certo modo.

  7. Ah é? Da prisão eu tinha lido, dos 6 graus não sabia. Cidadão interessante esse.

  8. Milgram é o cara dos 6 graus de separação. E do lance de prisioneiros e carcereiros lá em Yale.

  9. Wagner, lembro que estudei na faculdade e o resultado foi de mais ou menos 60% dos que chegaram a carga mortal.

    Tem também um experimento que foi feito pelo pessoal da Stanford.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Experimento_de_apris

    Nele grupos de voluntários foram divididos entre prisioneiros e guardas. O experimento foi interrompido pois os níveis de crueldade dos guardas e submissão dos presos ficou inaceitável, ainda que fosse apenas um teste.

    Mais aqui: http://www.youtube.com/watch?v=mLrpq-iaTSU

  10. Bom, ainda sem revelar a resposta, posso dizer que uma das conclusões é que, diante de uma figura de autoridade, nossa tendência é achar que a responsabilidade é dela, independente do absurdo que a gente esteja fazendo. Neste caso achamos que somos "executores" ou "executivos" da ação. Puxa, "executivos"? Onde foi que eu já vi essa palavra antes?

  11. Acredito que mais de 80%, sendo que a maioria do restante eram de mulheres. E ai??? rsss

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