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Impressão 3D, a (velha nova) próxima fronteira

Alguns de vocês devem conhecer o desenho animado “Os Jetsons”. Quando Judy, Elroy ou George tinham fome, se vocês se lembram, Jane não ia para a cozinha; ela apertava uns botões numa espécie de forno-computador e do nada apareciam um frango assado ou um bife rolê. (Engraçado que evoluiu a tecnologia mas não evoluiu o papel da Jane Jetson, igualzinho ao da Vilma Flintstone.)

Bem, esse sonho parecia ter sido parcialmente realizado pelas vending machines. Parecia, mas, na real, não foi. Agora começa a nascer Uma tecnologia promete algo parecido, só que bem mais ambicioso, porque não com comida. Imaginem uma máquina em que você escaneia, digamos, uma panela, aperta o botão e outra panela daquelas sai ali, prontinha? Uma máquina que “imprime” objetos em 3D, como panelas etc.?

Se eu entendi direito, é esse o horizonte futuro de algo que começa a ser vem sendo experimentado (aparentemente, há duas décadas ou mais, porém talvez fosse cedo então e talvez seja agora a hora). Scott Summit, designer e professor de Stanford, fez uma palestra sobre o assunto na Singularity University no final de junho, que deixou todo mundo atônito, dando a entender que o “3D printing” vai mudar o mundo mesmo. E, aliás, ele deu um exemplo muito mais sério do que o da panela: próteses do corpo humano.

Leiam a história aqui e vejam o vídeo abaixo, em que um estudante do laboratório de inovação dessa universidade criou um modelo em 3D da cabeça de uma pessoa com o “3D printing” (mas o modelo não foi produzido efetivamente; é como se fizessem o pdf – as “máquinas/impressoras Jetson” serão provavelmente avanços das máquinas já existentes hoje no parque industrial ou da impressora 3D doméstica para objetos plásticos mencionada no comentário). O detalhe é que ele fez isso barato, quando padrão era o caro:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=a3YVjGCvl34[/youtube]

Sobre outros usos potenciais vocês podem ler depois do jump.

UPDATE: Os comentários do Ricardo Cavallini e do Duda, abaixo, sem desmerecer os outros, enriquecem MUITO o post. Por favor, não deixem de ler. Ah, e não deixem de visitar o blog indicado pelo Jorge Carvalho.


Outros usos potenciais são:

1) A possibilidade de trocar objetos pela internet com a facilidade com que hoje trocamos arquivos de texto, som e imagem (será o fim dos serviços de motoboy, por exemplo… imaginem que o sinal gráfico de ironia que o Ziraldo quer criar já foi criado e está aqui colocado.).

2) O conserto perfeito de objetos que quebram.

PS 1: Questão retórica e filosófica: será o início da customização máxima e o fim da indústria como a conhecemos? Claro que não teremos essas máquinas Jetsons dos mais diversos objetos em casa, por conta das matérias-primas; imagino, portanto, que, se a tecnologia vier para ficar, ela gere um novo tipo de indústria.

PS 2: Agora, além de falar “tinha de ser coisa dos japoneses”, podemos falar também “tinha de ser coisa da Singularity University“. Essa é a universidade criada no ano passado pelo Ray Kurzweil que apresenta como missão “reunir, formar e inspirar pessoas a entender e desenvolver tecnologias exponencialmente avançadas para lidar com os grandes desafios da humanidade”.

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Escrito por Guest Post

Série do UoD que traz sempre um convidado especial para fazer um update que vale por um upgrade.

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