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Poesia gráfica nos quadrinhos hermanos

A Argentina e o Uruguai são países com uma produção importante de histórias em quadrinhos. Quino, Maitena e Liniers talvez sejam os nomes mais conhecidos pelos brasileiros, mas a verdade é que a produção dos nossos vizinhos é vasta e bem interessante.

Gervasio TrocheE dois dos artistas contemporâneos mais bacanas destes países têm ganhado destaque no Brasil ultimamente. Ambos se inspiram na filosofia e trabalham com um estilo que tem se tornado conhecido como “poesia gráfica”.

O uruguaio Gervasio Troche faz humor mudo, de um quadro só, tudo em preto e branco. Quem está cadastrado em seu site recebe semanalmente seus desenhos na caixa de e-mail. Apesar da simplicidade, sua mensagem é profunda. “Meu humor não é como o do Brasil, é mais melancólico, como é o Uruguai. E, de repente, aos 37 anos, meu trabalho explode no Brasil. As pessoas devem se sentir identificar. É muito surpreendente”, diz. Em 2014, uma campanha de crowdfunding bem-sucedida o trouxe para uma turnê por oito cidades do Brasil para lançar seu livro “Desenhos Invisíveis”, da editora Lote 42. Hoje, ele publica semanalmente no jornal Folha de São Paulo e esteve em São Paulo no final de fevereiro para pintar o mural “Tecendo o Universo”. A obra, de 85m², pode ser visitada até o dia 23 de agosto, no Sesc Ipiranga.

Seus quadrinistas brasileiros preferidos são:
Fábio Zimbres
Laerte
Adão Iturrusgarai

E os uruguaios:
Maco
Fermín Hontou (Ombú)
Tunda Prada
Renzo Vayra

Troche - Sesc Pompéia

Já o argentino Kioskerman, pseudônimo de Pablo Holmberg, publica suas tiras na internet desde 2004 e faz sucesso com tiras que abordam questões universais por meio de cenas, personagens e elementos de um lugar mágico, o Éden. O artista estará em São Paulo esse final de semana para lançar o livro “Portas do Éden”, também pela Lote 42, na Banca Tatuí, e abrir uma exposição na galeria Epicentro Cultural. Esse é o segundo livro do argentino lançado no Brasil. O primeiro, “Éden” (2009), uma compilação de suas tiras, foi traduzido para o inglês, francês e português. Por aqui, foi editado pela Zarabatana Books. “O sucesso do livro foi uma surpresa para mim. Quando comecei a fazer quadrinhos, jamais imaginei que um dia seria publicado por uma editora”, conta.

Seus quadrinistas brasileiros preferidos são:
Lucas Gehre
Daniel Lafayette
Rafael Sica

E os argentinos:
Javier Velasco
Fede Pazos
Mariano Díaz Pietro
Cienperros

Kioskerman

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Escrito por Gabriela Borges

Jornalista e antropóloga, viciada em quadrinhos, viagens, leituras e cultura pop.

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