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Que beleza que é a série do Demolidor

Tanto que deu até vontade de escrever o post.

Acertaram como nunca tinham feito antes.

A série é sombria, violenta e correta. O elenco foi extremamente bem escolhido e dirigido. Tomadas longas, pancadaria doída, trilha ótima, fotografia cuidadosa e bem ousada (nos tons “quadrinisticamente” corretos – reparem como é tudo amarelo) e, inteligentemente, muito da escola “Breaking Bad” em arriscados takes, no mínimo, diferentes.

Além de indicar a série, deu vontade também de dividir algumas nerdices/fans services que, talvez, a maioria não conheça (lá no começo/meio dos anos 90 o anti herói não era muito popular, não publicaram muitas coisas no Brasil, era coisa de nerd até entre os nerds)… foi só quando o Frank Miller teve liberdade para fazer algo de verdade com as histórias que o personagem ganhou alguma relevância.

Aliás…

Frank Miller é a principal referência na série, está lá o tempo todo (ainda bem). A relação de Matt Murdock com a igreja, o seu apartamento e os vitrais, o “uniforme” preto, a violência, a raiva e toda a desgraça que acontece, tudo presente da mente criativa de Miller.

Matt não é um “herói” como os outros.

Sua força e agilidade não são sobrenaturais (cego, tem os sentidos super aguçados), então a mortalidade está presente o tempo todo. O cara apanha de verdade e muito (machuca). A série tem uma cara muito mais policial do que fantástica, é violenta, ele está lá para proteger a sua vizinhança e as pessoas de quem ele gosta.

A interação e o entrosamento do trio principal (Murdock, Nelson e Page) dá gosto de ver. E, escolheram contar a história do Rei do Crime de uma maneira excelente (excelente MESMO), com um dos melhores atores possíveis (não tem como não se envolver e não se assustar com a dualidade, brutalidade e desequilíbrio do personagem).

A demora e a razão para Matt mudar da roupa preta para o uniforme tático são muito bem colocados e você nem vai achar (tão) brega.

1demolidor-frank-miller

Interessante, também (em tudo o que a Marvel vem fazendo), são as ligações – neste caso bastante sutis – com todo o universo cinematográfico e o da TV.

Aqui o pouco do que peguei, deve ter mais um monte de coisas que logo soltam por aí (pode ler sem medo de spolers):

A máfia cita o tempo todo como a batalha e destruição de NY (em “Os Vingadores”) foi lucrativa, graças aos contratos com empreiteiras. Vemos citações sobre a “Roxxon Oil” (quem assistiu “Agent Carter” vai entender). Aparições de personagens “conhecidos” dos quadrinhos: o Gladiador (originalmente o alfaiate do Rei do Crime), a Enfermeira Noturna (que já teve um caso com Luke Cage, que também terá a sua série na Netflix), o Homem Absorvente (que luta com o pai de Matt e já apareceu no “Agents of SHIELD”), notícias de jornais sobre a invasão em “Os Vingadores”, o prédio da equipe nas artes da série, citação a uma garota grega (Elektra talvez?) e vemos de relance o escritório da “Atlas Invest.” (que foi o primeiro nome da Marvel Comics).

Sim, meu domingo foi bastante divertido.

Será interessante acompanhar as próximas produções Marvel/Netflix (Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro e depois todos eles juntos em “Os Defensores”).

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Escrito por Gustavo Giglio

Updater, sócio do UoD, diretor de marketing/novos negócios.

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