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Uma esperança para famílias de desaparecidos

Quando se ama alguém, há uma dor ainda maior do que a do luto. A morte é algo irreversível que acaba com todas as esperanças, obrigando-nos a empenhar nossa energia e sentimentos em aprender a lidar com um mundo sem aquela pessoa.

Mas o desaparecimento de alguém querido é, talvez, o maior de todos os pesadelos e uma dor sem tamanho por um motivo cruel: não tem fim. A dúvida e a esperança acompanham todos os pensamentos e atividades. É uma dor constantemente relembrada e revivida, onde somos traídos por aquela que deveria ser nossa maior aliada: a esperança.

O Brasil é um triste alvo do tráfico de pessoas no mundo: uma pessoa desaparece a cada 2 minutos no país. Sim, em um ano são cerca de 250 mil, sendo 40 mil crianças. Um dado ainda mais assombroso, embora não oficial: estima-se que 10% dessas pessoas são encontradas sem vida.

O mais importante nessa situação é agir rápido: a ONG Desaparecidos do Brasil apresenta dados que comprovam a necessidade de ação rápida: 60% de seus casos relatados com urgência são solucionados. Bem como na Rússia, o tempo é fundamental.

Como passamos grande parte do nosso tempo nas redes sociais, em especial o Facebook, porque não usar isso à favor dessas pessoas desaparecidas?

Essa é a ideia do Missing IDs, projeto que nasceu dentro da Miami Ad School de SP com os alunos Camilla Ciappina, Mariana Carvalho, Luiz Vouga e Yuri Saboya.

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O conceito é simples: geralmente procuramos o dono de documentos encontrados na rua e em outros locais públicos. Dificilmente não paramos para checar um RG perdido no chão. Oras, está aí a mídia perfeita para um projeto de ajuda à pessoas desaparecidas!

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“Recebemos contatos de famílias de outros estados todos os dias, pedindo que a gente publique o caso de seus parentes e que disponibilize os templates para que eles possam imprimir mais RGs e distribuir em suas cidades” diz Mariana Carvalho, uma das idealizadoras do projeto.

As imagens são bastante tristes, principalmente o desparecido é ainda bebê, mas é muito gostoso quando uma imagem de “Encontrado” aparece na página.

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Ah, e não foi só gente que já foi encontrada!

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É uma coisa complicada a busca por pessoas desaparecidas: dificilmente andamos por aí tentando reconhecer pessoas e talvez cruzemos todo dia com pessoas que são procuradas pela família e em nos damos conta.

Ah, o projeto foi lançado pouco mais de um mês antes de uma outra campanha que usa documentos perdidos para falar de pessoas desaparecidas, mas todo esforço é sempre bem vindo quando o fim é benéfico.

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Escrito por Leonardo Amaral

Formado em uma coisa que ninguém nunca ouviu falar, acabei escrevendo.

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