O Napster não morreu. Iniciativas que vêm dando possibilidades aos músicos

napstermus

O Napster não morreu, só mudou de nome e formato.

Nunca se escutou tanta música no mundo. Mas essa frase é até lógica, pois acho que nunca se fez tanto de tudo no mundo, afinal somos 7 bilhões de pessoas. A lista não acaba: mais filmes, mais livros, mais revistas (pasmem), mais séries, mais eventos. Diz aí!

Um problema recorrente na industria da música e principalmente da música independente é a falta de canais, consequentemente formação de publico e receitas para bancar a brincadeira. A notícia boa é que isso vem mudando.

Com as novas tecnologias, artistas “business oriented”, empreendedores e produtores inovadores, esse cenário vem se transformando rapidamente. E não estou falando apenas do Spotify e iTunes, que são legais pra caramba. To falando de pequenas iniciativas que tomaram grandes proporções e aos poucos vem dando possibilidades de verdade para os músicos (não estou falando dos grande nomes aqui, mas eles também), viverem de música.

Dividi essas iniciativas em algumas vertentes. Abaixo vou me aprofundar em poucos exemplos de cada, espero assim criar uma faísca para vocês pesquisarem mais.

obs: Mesmo sabendo que a maioria dos projetos são multiplataforma, encaixei eles nas vertentes que acho que eles são mais forte.

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Canais de Vídeo

Gente muito boa e sem tempo de discutir os problemas da indústria criaram soluções bacanas pra manter a boa música no PLAY!

Música de Bolso – é um projeto audiovisual que faz música para ver e vídeos para ouvir. Que quer produzir uma apresentação “ao vivo” onde ela provavelmente não aconteceria – ou, se acontecesse, onde não haveria uma câmera para registrá-la.

No canal deles no youtube você encontra não só quantidade, mas qualidade em curadoria. São mais de 13 mil inscritos, 4 milhões de views e centenas de vídeos.

 

Empreendedores/Produtores Inovadores

Studio62 – No centro de São Paulo, próximo à efervescente cena musical da Rua Augusta, o fotógrafo e diretor de clipes, Rafael Kent clicou centenas de artistas em seu estúdio. Mas por que não registrar também aquilo que move a engrenagem do cenário musical? Por que não retratar a própria música? Assim surgiu o Studio62. Um projeto que convida artistas para uma experiência minimalista longe dos palcos. Vai lá e se surpreenda com versões inéditas do Riachão, Marcelo D2, Maria Gadú e muito mais.

Street Music Map – Já pensou em mapear todas as boas bandas de rua do Mundo? Pois é isso que o Daniel Bacchieri tem feito. Segue aí que eles tem um instagram bom para os ouvidos:

 

Experiências

Coletivo Missa – Projeto do qual participo, foi fundado por amigos como um sarau despretensioso e fechado. Esse encontro foi tomando forma e se tornou um dos eventos mais desejados da cidade, mesmo com seu conceito “please don’t tell” o Coletivo tem dado o que falar, nas poucas vezes que abriu suas portas e realizou uma festa aberta no Sírio atraiu 2 mil pessoas. O encontro de diversos talentos nesse ambiente tem gerado muitas parcerias produtivas e por vezes lucrativas. Clipes foram filmados, Cd’s lançados, Co-produções realizadas, novas empresas abertas e muito mais.

Video da festa aberta:

Um encontro fechado:

Sofar: Gigs secretos para a comunidade de musica. A Plataforma já está presente em diversos países.

 

Novos Festivais

Mais artistas bons + mais canais + mais publico = mais festivais. E quer saber vale a pena ir em todos!

Coala
Festival Path
Psicodália
Meca

 

Novas Tecnologias

Clapme: – É um palco virtual. Um site de transmissão de shows online para artistas se apresentarem ao vivo, de onde e quando quiserem, para qualquer pessoa do mundo poder ver. Além de visibilidade o artista também pode monetizar seu trabalho!

Queremos! – é uma plataforma inovadora que conecta fãs, artistas e produtores para promover shows.

Catarse – Não canso de falar em crowdfunding e o Catarse é o canal aqui no Brasil pra levantar recursos com amigos, fãs, comunidade criativa, interessados em música e até familiares.

 

Artistas mão na massa

Nunca bastou apenas ser bom musico para “bombar”, e hoje a regra é a mesma, mas a boa noticia é que o músico não depende mais dos intermediários. Quem quiser pode colocar a mão na massa e fazer dar certo. Viver de música com trabalho autoral no Brasil é uma realidade, para quem não tem medo de trabalhar basta um pouco de criatividade para chegar lá. Quem aí não ficou sabendo do case da Amanda Palmer? (vai lá agora https://goo.gl/NiomnT )

Ivo Mozart – Imagine um garoto talentoso, heavy user de internet de pirituba… Imaginou? esse é o Ivo Mozart, conseguiu que seu primeiro seu trabalho tivesse inicio na internet, passava horas comentando em feeds, mandando musica para pessoas aleatórias, trocando ideia com seus poucos fãs no tweet cam, até que um dia a música Vagalumes tomou o brasil e todas as paradas de sucesso. Hoje o Ivo mesmo famoso ainda é independente e claro, não vive de vender discos. Sua receita tem uma pizza bem fatiada. Faz acordo com marcas para projetos especiais, cria conteúdo para internet, faz diferentes modelos de shows, fala sobre felicidade em palestras motivacionais e muito mais. Sacou?

O resultado disso é uma carreira solida, crescente com milhões de fãs e oportunidade.
Olha aí o último trabalho dele patrocinado pela Logitech:

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Fabio Seixas
Empreendedor, agitador cultural, produtor criativo, diretor audiovisual, profissional de marketing e atleta. Atualmente em @jambucontent @festivalpath @educadeiras_ @culturacriativaoficial
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