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Robôs: Estamos realmente preparados?

Hiroshi Ishiguro, já é figurinha carimbada aqui no SXSW. No ano passado ele apresentou um robô dele mesmo, que tinha a capacidade de estabelecer uma conversa única. Este ano ele esteve aqui com seu colega Ryuichiro Higashinaka, da NTT (a maior empresa de telecomunicação do Japão) e juntos estão trabalhando num novo tipo de robô/inteligência que consegue dialogar com diversos tipos de interlocutores ao mesmo tempo e estabelecer argumentos e raciocínios.

A capacidade de estabelecer relações cognitivas é o que fez o Homo-Sapiens prevalecer perante outros Homos. E esse novo tipo de inteligência é mais um passo em direção ao desenvolvimento de robôs mais parecidos com os humanos. Mas o mais interessante é que durante a conversa com os robôs surgiu um tópico que tinha a ver com a diferença entre rôbos e humanos. No inicio da discussão parecia que era claro que haviam várias diferenças, mas conforme a conversa foi evoluindo, os robôs filosoficamente comprovaram que não há muitas diferenças e sim pontos de vista diferentes.

Num determinado momento o robô pergunta para a apresentadora se o que diferencia os humanos dos robôs é a importância que os humanos têm com outros humanos, a apresentadora obviamente diz que sim.  Então o robô pergunta: E por que vocês fazem guerras e continuam se matando o.O

Segundo Richard Yonck, o autor do livro Our future in a world of Artificial inteligence, em 2050 os robot pensaram da mesma forma que os humanos, ou seja, é logo ali…a grande questão é: será que a sociedade estará preparada para um mundo os robôs poderão ter interações reais com pessoas e principalmente tomarão o emprego de muita gente???

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Escrito por Christian Faria

Head of Design da Dentsu Brasil, na eterna busca pela inovação.

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