Cannes

O que Dana White e David Droga têm em comum?

Já no bom chá de aeroporto nosso de cada fim de festival, fico pensando a respeito do conteúdo que Cannes Lions trouxe para alimentar o mercado criativo, principalmente numa fase em que tudo esta sendo rediscutido. Por exemplo, se pegarmos duas das principais palestras que aconteceram no Palais, temos uma mensagem comum, que nada tem a ver especificamente sobre técnica que empregam em seus trabalhos.

Dana White foi, como de costume, direto. “Fui julgado como louco ao investir num esporte sem perspectiva, mas eu assistia boxe e via inúmeras falhas. Sentia que poderia fazer espetáculos muito melhores, com mais experiência, com mais paixão e foi este sentimento que despertou a atenção de investidores para o nosso negócio”. O presidente do UFC seguiu: “Fiz e faço questão de olhar tudo que envolve os eventos, desde a escolha das lutas, passando por todas as negociações com cada lutador, cada patrocinador, cada fornecedor e tudo mais que envolve o UFC”, registra. O empresário foi ainda mais enfático ao dizer que sempre é questionado sobre como deu conta de tudo, nesta transformação da marca, cujo valor deu um salto de U$ 2 milhões para U$ 2 bilhões e que a resposta é uma só: “ache o que você ama e cuide de cada mínimo detalhe, sem preguiça, se dedique 7 dias por semana e 365 dias por ano”, completa. Para finalizar, o golpe: “quanto mais sucesso você tiver, mais gente vai ter para tentar de derrubar, então se antecipe e bata primeiro, sempre”.

Já David Droga, que merecidamente recebeu o Leão de São Marcos após conquistar quase 200 leões na história do Festival, começou sua fala lembrando da infância humilde e da dificuldade que enfrentava para ir para a escola todo dia. Falou sobre os desafios de quem empreende e decide ser uma agência independente, no meio de gigantes e destacou que hoje percebe que esta falta de estrutura e respaldo financeiro fez toda a diferença na sua trajetória, já que aprendeu lutar redobrado, em como ter ideias mais inusitadas, que se sobressaíssem e, claro, como viabilizá-las. Droga ressaltou que essa inquietude o faz percorrer caminhos que outros perdiam pela falta de iniciativa e que assim aprendeu que a ideia nem sempre está em campanhas publicitárias, mas em qualquer coisa que possa provocar experiência e/ou reflexão.

O fato é que quem foi às duas palestras procurando racionalidade, encontrou paixão e provocação, dentro de uma mesma mensagem: vence quem luta sem preguiça, sem olhar para o relógio, sem hesitar em fazer o seu melhor, com absoluto comprometimento com o refinamento da entrega.

E você, qual nível de comprometimento tem empregado para a geração de valor do seu negócio?


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