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The Future 100: as tendências para 2018 divididas em 10 categorias

A J. Walter Thompson Intelligence realiza todos os anos um compilado de tendências para ficar de olho no ano que está por vir, o The Future 100. Por meio do site deles, o conteúdo pode ser baixado gratuitamente, em PDF.

As tendências para 2018 são divididas em dez tópicos: Cultura, Tecnologia e Inovação, Viagem e Hospitalidade, Brands e Marketing, Comida e Bebida, Beleza, Varejo, Saúde, Luxo e Lifestyle.

A conclusão principal do estudo é um rápido ritmo de inovação tecnológica e cultura digital, que está criando mudanças significativas na forma como trabalhamos e vivemos. Em relação às marcas, os consumidores estão mais exigentes do que nunca, buscando novas experiências e aperfeiçoamento em todos os aspectos de suas vidas.

Nas próximas duas semanas, vou destacar aqui no UoD o que achei de mais interessante em cada uma das categorias – tanto para o bem quanto para o mal – começando por Cultura. Vamos nessa?

 

O olhar feminino

O compilado de tendências na área começa com o tópico “O olhar feminino”, que é – ainda bem! – uma tendência internacional. Após o sucesso do longa da Mulher Maravilha, por exemplo, que foi protagonizado e dirigido por uma mulher, os olhares para produção cultural feminina – ou seja, diretoras, escritoras, produtoras – se ampliou.

O olhar feminino continua em alta

Um exemplo de projeto bacana na área é o Girlgaze, da fotógrafa inglesa, que também é atriz e apresentadora, Amanda de Cadenet. A ideia é ser “a primeira plataforma multimídia comprometida em apoiar meninas atrás das câmeras”.

O Girlgaze tem como objetivo ajudar mulheres a entrar na indústria da fotografia. Além de Amanda, ele possui curadores como a modelo Amber Valletta e a fotógrafa Inez van Lamsweerde. Pam Grossman, diretora de tendências visuais na Getty Images, explica que o ponto principal é representar a nuance do olhar feminino. Para ela, uma diretora mulher tem uma visão diferente, uma perspectiva diferente, que leva em consideração a ambição feminina, desejo, fantasia e outros lados da fotografia.

O site do projeto tem maiores explicações do tema, além de um link para comprar online do livro do Girl Gaze e inúmeras vagas de trabalho para meninas que querem trabalhar com ele!

As novas carreiras dos millenials

Que os ideais de trabalho da geração millenial são completamente diferentes, isso a gente já sabe. Hoje, eles rejeitam tradições no local de trabalho e estão, por conta própria, criando novas carreiras – coisa que não teria sido possível dez anos atrás.

A cultura das mídias sociais, em especial, tem contribuido para isso – estão aí os YouTubers e influenciadores digitais que não nos deixam mentir. Eles seguem em ascensão, trazendo para as marcas novos e potentes aliados. Na maioria das vezes, esses influencers têm tomado o lugar das celebridades nas propagandas, como forma de atender a um público que deseja transparência e quer ouvir opiniões mais “reais” sobre os produtos anunciados na mídia.

Junto com os influenciadores estão outros novos profissionais: os “on-demand personal videographer“, na definição do The Future 100. São aquelas pessoas pagas para registrar o dia a dia – dos influenciadores, blogueiros, youtubers – em tempo real, como se eles fossem personagens de um reality show, através de fotos, vídeos e conteúdos para Instagram.

A verdade é que o influenciador carrega consigo vários outros profissionais, como os produtores, editores de imagem, assessores de imprensa, mídias sociais e até estrategistas de carreira.

Kid influencers

Por fim, o artigo fala dos “kid influencers“, ou seja, crianças na faixa dos três ou quatro anos que estão sendo preparadas para serem influenciadoras digitais. Os KidToyTesters, por exemplo, cinco irmãos de Omaha que têm entre 2 e 14 anos, estão ganhando muita grana testando produtos da Nintendo e da Wicked Cool Toys. Em 2017, eles faturaram US$140 mil com seu canal do YouTube.

A publicação acredita que esses influenciadores seguem um caminho natural, uma vez que nasceram num ambiente de inteligência tecnológica e fácil acesso aos dispositivos, num mundo onde a fronteira entre o físico e o digital é praticamente inexistente. Já eu sigo achando tudo isso um grande exagero – crianças devem ser crianças, e não mais uma janela para as marcas que não sabem mais como inovar na publicidade e divulgar os seus produtos. A longo prazo, fico em dúvida de qual efeito que colecionar tantos seguidores e ganhar tanto dinheiro logo na infância pode gerar na mente dessas crianças quando elas chegarem à adolescência e depois à idade adulta…

Os próximos temas, Tecnologia e Inovação, Viagem e Hospitalidade, Brands e Marketing, Comida e Bebida, Beleza, Varejo, Saúde, Luxo e Lifestyle, serão discutidos em futuros posts! 

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