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The Future 100: As tendências em beleza

A J. Walter Thompson Intelligence realiza todos os anos um compilado de tendências para ficar de olho no ano que está por vir, o The Future 100. Por meio do site deles, o conteúdo pode ser baixado gratuitamente, em PDF.

As tendências para 2018 são divididas em dez tópicos: Cultura, Tecnologia e Inovação, Viagem e Hospitalidade, Brands e Marketing, Comida e Bebida, Beleza, Varejo, Saúde, Luxo e Lifestyle.

Nas próximas duas semanas, vou destacar aqui no UoD o que achei de mais interessante em cada uma das categorias – tanto para o bem quanto para o mal. Abaixo, seguem as tendências na área de Beleza.

 

Celebridades empreendedoras

Hoje, não é suficiente para uma celebridade ser o rosto oficial de determinada marca de beleza. O que espera-se dela vai muito além disso: tem a ver com desenvolvimento, marketing e venda.

Kylie Jenner, celeb do clã das irmãs Kardashian-Jenner que domina o mundo da moda e a internet, é um exemplo disso: em 2015, a jovem lançou a linha Kylie Cosmetics em parceria com a empresa Seed. De lá pra cá já foram mais de 420 milhões de dólares em lucro, graças à popularidade dos batons que prometem atingir efeito igual aos lábios da garota. Kim Kardashian também foi por aí, lançando uma própria linha de produtos para contorno do rosto, sua marca registrada no quesito maquiagem. Segundo estimativas da Forbes, foram 14,4 milhões de dólares lucrados no dia do lançamento do produto, em julho de 2017. “Depois de 10 anos fazendo essa mesma maquiagem diariamente, decidi que era hora de colocar esse conhecimento em ação e transformá-lo em produto”, disse à Forbes.

O legal dessa tendência é que o fato do produto lançado ter relação direta com a celebridade escolhida para fazer a propaganda do mesmo o deixa mais próximo do consumidor – o papel do rosto que ilustra a campanha da marca vai além do visual.

 

Do It Yourself

Produtos cada vez mais personalizados e específicos para determinado consumidor são uma tendência não só no segmento da beleza. Mas, falando nele, a ideia aqui é convidar as pessoas a misturarem e criarem suas misturas próprias, desenvolvendo assim produtos adaptados às suas necessidades de cuidados com a pele ou cor dos seus cabelos.

A marca Bleach London foi pioneira nessa questão, lançando em 2010 protetores solares e tintas de cabelo em tons candy color. Em 2017, expandiu seus produtos para maquiagem com uma coleção de paletas de sombras vendidas vazias ao lado de opções infinitas de cores, para que os clientes possam fazer sua própria seleção.

Em maio de 2017, a alemã Essence abriu uma loja pop-up em Berlim onde os clientes podiam desenvolver seu próprio brilho labial e cor de esmalte. Na loja, o público devia usar óculos de proteção e avental ao criar suas fórmulas de produtos escolhendo entre opções de cor, brilho e aroma para o brilho labial. Já para os emaltes, as mulheres podiam escanear imagens de uma cor qualquer – de um sapato ou de uma peça de roupa, por exemplo – e fazer, em apenas três minutos, seu próprio tom de esmalte com essa cor.

Pra mim, essa tendência é bacana porque cria uma relação intimista entre marca e consumidor – você obtém um produto exclusivo e dificilmente vai abrir mão de usá-lo por um bom tempo. Reforça a identidade da marca e a do consumidor também.

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Escrito por Mariana Toledo

Jornalista por vocação e atriz por paixão. Tenho como sonho publicar um livro de crônicas e como objetivo de vida conhecer todos os restaurantes de São Paulo - cidade onde nasci, cresci e amo. Mas bem que às vezes tenho vontade de jogar tudo pro alto e fugir para a praia...

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