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Uber Health pode mudar (para melhor) o sistema de saúde

O sistema de saúde americano tem diversas falhas (não tantas como estamos acostumados), mas uma delas talvez possa ser solucionada com o uso da tecnologia. Pelo menos é o que duas das maiores empresas de transporte privado, Uber e Lyft, defendem.

De acordo com elas, cerca de 3,5 milhões de americanos perdem consultas médicas todos os anos por diferentes motivos: esquecimento, falta de planejamento, ausência de estrutura e afins.

Enxergando ali uma oportunidade de negócio, a Uber anunciou há poucos dias o serviço Uber Health, uma aba especial que permite aos planos de saúde ou consultórios médicos o agendamento de corridas para os seus clientes.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, a Lyft já estabeleceu parcerias importantes com hospitais e clínicas para oferecer transporte não-emergencial a seus pacientes, e o resultado é questionável.

Uma amostragem com 800 pacientes de um determinado plano, na Filadélfia, mostrou que o agendamento gratuito de corridas para consultas primárias não fez diminuir o número de “no-show”, que é quando o cliente não comparece ao encontro marcado.

Ao mesmo tempo, uma outra prestadora de serviço ligada à área da saúde refuta essa pesquisa, revelando, por experiência própria, que a popularização desses serviços tornou as viagens para os consultórios mais fáceis, convenientes e baratas, e isso reduziu significativamente o número de pacientes que perdem consultas.

Todas essas informações foram e são levadas em contas pelas empresas de transporte privado, que passam a entender melhor como, onde e porque serviços como o Uber Heatlh funcionam melhor.

Por fim, as companhias destacam que o pagamento das corridas variam de acordo com os planos de saúde e prestadores de serviço: há casos em que o paciente desembolsa o valor da tarifa, e outros em que o transporte é uma cortesia da clínica, hospital ou seguradora — e isso é algo que pode mudar bastante a lógica do negócio, uma vez que o sistema evita fraudes comuns em reembolso, o que pode significar uma economia generosa às empresas.

Para além da redução dos gastos, o fato desta iniciativa poder facilitar o acesso médico a quem precisa é, por si, uma razão boa o suficiente para colocar serviços semelhantes em prática.


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Escrito por Gustavo Giglio

Updater, sócio do UoD, diretor de marketing/novos negócios.

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