La Casa de Papel une nove personagens para a execução do “maior assalto do século”, nas palavras do Professor, o líder e arquiteto de todo o roubo à Casa da Moeda da Espanha. A série espanhola é um sucesso em todo o mundo, porque além de te agarrar desde o primeiro episódio, é uma aula de planejamento estratégico e você pode aprender muito com ela, como por exemplo:

(*Atenção: este post pode conter spoilers)

É preciso escolher o time certo, com o perfil adequado

O Professor selecionou oito perfis para montar sua equipe, todos com antecedentes criminais e cada um com uma característica diferente. A equipe era formada por pessoas com habilidades de liderança, com conhecimentos em informática, em armas, em escavação, com força bruta entre outras habilidades.

Ter um forte propósito

Quando há um propósito bem pensado, com princípios e valores, a estratégia se sustenta melhor e o empenho dos envolvidos é outro. O Professor vendeu o plano como um roubo que poderia ser o último da vida dos ladrões, e ele enfatizava que haveria uma ética por trás da execução do “maior assalto do século”, porque como eles estariam fabricando o seu próprio dinheiro, em teoria não estariam roubando ninguém.

Se você prever as situações, você ganha vantagem

O Professor tinha tudo calculado e previa as situações que poderiam acontecer em relação aos reféns, a polícia, e os recursos necessários para seguir com o plano adiante. Ao fazer isso, ele ganhava tempo e vantagem em relação à polícia e não deixava que as coisas saíssem (muito) do controle.

É preciso saber liderar e saber aceitar as ordens

Tóquio é uma personagem destemida, isso não há como negar, mas ela não é nada paciente. Em muitos momentos, coloca em risco o plano e a vida dos seus colegas por não ter paciência e não aceitar as ordens. Quando existe uma crise, há que ser resistente e aguardar até o último momento antes de tomar medidas radicais. Nairobi, no entanto, tinha uma grande capacidade de resiliência, e se mantinha forte e focada nos momentos mais difíceis, com capacidade de motivar às pessoas e conquistar a confiança até dos reféns.

Dinheiro é “só” papel

As pessoas envolvidas no roubo têm objetivos que vão além de ter dinheiro. Se você reparar bem, o amor uniu muitos personagens e deu rumo para a vida deles. Gosto muito da cena quando o professor rasga uma nota de 50 euros e diz: “isso é só papel” explicando que os bancos imprimem milhares de notas todos os anos sem explicar uma boa razão. É nesse momento que ela se dá conta sobre o suposto “bem” e o “mal” que a polícia acaba se dividindo.

As cidades e a Síndrome de Estocolmo

La Casa de Papel também nos faz buscar no mapa onde estão localizadas grandes cidades do mundo: Tóquio, Denver, Oslo, Helsinque, Berlim, Moscou, Rio e Nairobi. Além de explicar sobre a Síndrome de Estocolmo, que é uma reação psicológica quando um refém se apaixona pelo sequestrador, criando assim uma relação de cumplicidade e forte vínculo entre eles.

La Casa de Papel é sem dúvidas uma ótima série, com grandes reviravoltas, que põe uma luz nas contradições que envolvem bandidos e mocinhos e como essa ideia pode de alguma maneira ser deturpada. Afinal, há como um assalto ter intenções nobres?

As duas temporadas de La Casa de Papel estão disponíveis na Netflix.


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