De acordo com cálculos da ONU, a geração anual de lixo eletrônico passa de 40 milhões de toneladas e o mercado global de resíduos, desde a coleta até a reciclagem, mas se você acha que este é um número impressionante, saiba que apenas 20% — ou 8,9 milhões de toneladas — do montante descartado é reciclado. Detalhe: o Brasil recicla apenas 2% de seu e-lixo, mesmo tendo sido o primeiro país da América do Sul a criar, em 2010, uma lei para regulamentar o setor.

Esse mesmo estudo estima que todo o lixo eletrônico produzido em 2016 poderia gerar US$ 55 bilhões em valor de materiais reaproveitáveis. Não à toa a Apple investiu em seu mais novo robô, carinhosamente conhecido como Daisy, cujo objetivo é a reciclagem de iPhones, com capacidade de desmontar 200 telefones por hora para recuperar materiais valiosos e metais que são armazenados em cada aparelho.

Daisy substitui um robô de recuperação mais antigo do iPhone, conhecido como Liam, e inclusive foi montada com alguns de seus restos reutilizados.

Espie:

(Os dados citados são do Global E-waste Monitor 2017, relatório internacional elaborado pela Universidade das Nações Unidas em parceria com União Internacional das Telecomunicações e a International Solid Waste Association).