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PowerPoint: o começo do fim?

Quem nunca? Não é mesmo?

2018 e muita gente ainda recorre ao PowerPoint para conduzir uma reunião. E tudo bem, né? – quer dizer, depende. Esse cenário pode mudar muito em breve, porque mais empresas devem seguir o exemplo de Jeff Bezos, CEO da Amazon, e banir o programa de qualquer encontro.

O veto de Bezos foi formalizado há pouco, e acompanhado de uma explicação que é uma aula por si só: narrativas bem estruturadas fazem mais sentido e são mais eficazes que tópicos insípidos em um slide.

Logo, nada a ver com o programinha e sim o conteúdo (óbvio).

Portanto, a partir de agora, toda reunião da Amazon começa com os presentes sentados em silêncio por cerca de 30 minutos, que seria o tempo suficiente para ler um memorando de seis páginas recheado com sentenças completas, cheias de verbos e substantivos. Só depois de mergulhar nestes detalhes é que a discussão começa, partindo do pressuposto que, agora, todos estariam inteirados do assunto.

Ótimo.

Essa mudança, claro, vai pedir alguma adaptação e provavelmente causar algum choque, mas Bezos está confiante no sucesso da manobra revolucionária.

Enquanto aguardamos as primeiras análises de eficiência da modalidade, alguns especialistas se mostram particularmente entusiasmados, como Carmine Gallo, um grande defensor do poder da narrativa para os negócios.

Segundo ele, nosso cérebro é programado para acompanhar histórias; nós acompanhamos nossa própria trajetória como um roteiro bem detalhado.

Depois, Gallo lembra que narrativas são altamente persuasivas – e isso pode ser vital para o bom desenrolar de uma reunião de trabalho.

Por fim, o especialista reforça o coro de que tópicos são estéreis, pois eles não inspiram a nada e nem a ninguém. Tanto que é cientificamente comprovado que não conseguimos reter informações “quebradas” em bullet-points. Deve ser por isso que empresários do ramo da tecnologia, do calibre de Elon Musk e Richard Branson também abominam o PowerPoint – e talvez seja hora da gente aposentar também.


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Escrito por Gustavo Giglio

Updater, sócio do UoD, diretor de marketing/novos negócios.

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35 Comments

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  1. Como posto no texto, de nada adianta banir o software se o peopleware não prepara o conteúdo.
    Vejo que tem se colocado culpa no software por uma ineficiência de colocar as ideias organizadas e inteligíveis.
    A boa e velha matéria de Língua Portuguesa de anos atrás: interpretação de texto… ficou pra história.

  2. Culpar o programa pela ineficiência de uma apresentação é péssimo. Seria como culpar um martelo por uma obra mal executada. Muito me admira uma pessoa neste nível hierárquico de uma empresa pensar tão superficialmente assim, a ponto de mudar toda a cultura da empresa. Vou cancelar a internet, ela é a culpada por notícias como essa, rs

  3. se o povo soubesse usar ppt seria lindo… agora, pra apersentar uma página inteira de texto que não diz nada, gráfico que não explica lhufas naquele fundinho de textura de papiro, realmente nào serve pra nada mesmo

  4. Achei meio bosta. E ainda que esses caras parem de usar o PP, como.pode dizer que será o fim dele?
    Jovens usam para trabalhos ainda, pessoas usam em palestras, é usado para explicar coisas de forma muito mais clara e sucinta para as pessoas, de modo que quem souber conduzir uma apresentação dinâmica e com participação do público eles sim conseguem reter essa informação, sei disso porque já passei por isso várias vezes. Então nao, tá longe do fim de usar o PP.

  5. “Será o começo do fim das apresentações enormes”
    eu sou do tempo que nao existia PP e as apresentacoes em reunioes eram enormes,
    sempre serao enormes , enquanto o “ser” enquanto “humano” nao for direto no assunto
    “vai dar merda”
    “deu merda”
    ” nao insista nao DA”
    etc

    • Parece que teve essa ideia ao tentar buscar foco e objetividade. Ele não deve ser visual… as pessoas com inteligência visual mais desenvolvida, certamente não gostaram. E você Rob o que pensa?

    • Marcelo Lagrotta Sanches sim, eu entendi. Ele fala de stotytelling. Acho q o video é um fotmato promissor ja que esta cada vez mais acessivel e self done!

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