Toda tecnologia que cresce exponencialmente acaba, invariavelmente, gerando um efeito de pushback. Não necessariamente uma negação do novo, mas uma reflexão sobre elementos do modelo anterior que possam, inclusive, agregar valor a este novo.

Por exemplo, imagine, nos dias de hoje, receber uma carta escrita a mão. A onipresença da comunicação via bits e bytes não faria com que você pensasse que o remetente é avesso à tecnologia, mas, sabendo que ele poderia ter enviado aquela mensagem de forma mais rápida/fácil, ao invés disto colocou mais esforço e cuidado para produzi-la. O mesmo com convites escritos por um calígrafo chegando até às cervejas artesanais. O esforço adicional se traduz em qualidade e/ou em maior atenção e dedicação ao outro. Neste momento de ultraconectividade, tal efeito pode ser visto no uso do digital para gerar reflexos no mundo tangível/físico.

Na CES – Consumer Electronic Show – no início deste ano, foi apresentado o Joto, este robô/quadro/moldura que faz desenhos a partir de um aplicativo, permitindo não só modificar a decoração enquanto você está em casa mas, graças à sua conectividade, mandar mensagens à distância do seu celular para qualquer quadro Joto que você controle.

Este vídeo explica como funciona este robô quadro: