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17/11/2019
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Deus, o diabo e os super-heróis no país da corrupção

O autor Fernando Fontana, em seu romance de estreia, imaginou um Brasil com meta humanos super poderosos. Mais do que isso, criou um país no qual vemos essas criaturas com poderes coexistindo em meio ao cenário corrupto que assola o território brasileiro.

No olho da tempestade, temos um detetive decadente questionando a existência desses seres e tentando resolver um mistério envolvendo um poderoso super-herói.

Com linguagem ágil, Fontana vai misturando o panorama atual do Brasil imerso no caos com a fantasia dos clássicos quadrinhos de heróis, no entanto, completamente ajustada para o cenário brazuca.

É legal demais ver autores saindo dos cenários estereotipados desse tipo de trama e trazendo essas narrativas para um ambiente mais próximo de nós.

Olha só um trechinho da trama:

Após um evento traumático, o detetive Lucca Carrara deixa o Departamento de Crimes Supranormais (DCS), e se transforma em um homem amargurado, com um passado questionável, vivendo em um país onde os assuntos do momento são o futebol, a corrupção e os super-heróis. Seus maiores amigos são o cigarro, a cerveja e o falecido escritor Charles Bukowski, com quem ocasionalmente conversa em seus delírios. Com a conta sempre no vermelho, e sem alternativa, ele aceita investigar um possível caso de adultério, envolvendo o Patriota, o maior e mais famoso super-herói do país, árduo defensor da moral e dos bons costumes, amado por muitos e protegido por um governo atolado em um mar de lama.

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