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Criatividade é uma coisa, Inovação é outra. Mas qual é a diferença?

Hoje em dia é comum ver a Criatividade e a Inovação andando juntas. São como melhores amigas que não se largam; aonde uma vai, a outra vai atrás. Por causa disso, as pessoas normalmente tem dificuldade em distingui-las ou identificar as características de cada uma.

Só para termos uma ideia, uma definição bem resumida de ambas já nos mostra a diferença: 

  1. Criatividade é o ato de criar novas ideias, pensamentos e possibilidades.
  2. Inovação é introduzir algo novo e efetivo no mercado. 

Além disso, podemos ver aqui uma relação de dependência. A Inovação depende da Criatividade para acontecer, enquanto o inverso não acontece. Ou seja, não há como ser inovador sem ser criativo, mas podemos ser criativos sem sermos inovadores. Capiche?

Não? Ok, vamos às outras diferenças significativas. 

A Inovação, de certa forma, visa o lucro. É um processo produtivo, que consequentemente envolve gastos e riscos, e por isso é passível de ser mensurada e quantificada. 

A Criatividade é livre, independente. É um processo imaginativo, um exercício mental feito pelo criador a fim de (re)pensar o mundo a sua volta e, ao contrário do que muitos pensam, não é mensurável.  

Para explicar melhor, a Criatividade só pode ser medida se possuir uma base de comparação. Podemos medir a atividade cerebral, o número de associações por minuto ou os processos relacionados à cognição. Entretanto, para ter uma medida ou escala da Criatividade como um todo é necessário considerar diversos elementos, o que por enquanto é impossível. 

Já na Inovação há diversas dessas bases, e por isso podemos medi-la.  Por exemplo, podemos comparar com outros produtos e empresas no mercado. Outra maneira de medi-la é através da Curva da Difusão da Inovação, de Everett Rogers.

Para Rogers, a inovação segue um percurso de aceitação. Os primeiros a dar as boas vindas são os Inovadores, aqueles que acampam na porta da loja só para serem os primeiros a comprar; depois é a vez dos Primeiros Adeptos, que são os que pelo menos esperaram a loja abrir para comprar. Após estes darem os reviews e feedbacks, vem o resto que estava esperando para ver se vale a pena. Por ultimo são os que preferem o celular de teclas. Assim, produtos ou ideias altamente inovadores são rapidamente aceitos e incorporados no mercado.  

Para concluir e não restar dúvidas, as diferenças ficam assim:

Se ainda há dúvidas ou se interessou pelo assunto, quer colocar alguma questão ou simplesmente participar da discussão e trocar ideias, aqui é o lugar: CRIATIVIDADE A SÉRIO Seja bem-vind@!

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Written by Felipe Zamana

Mestre em Criatividade e Inovação pela Universidade Fernando Pessoa em Portugal. É também Designer, Consultor, Professor e Palestrante TEDx Internacional. Criador do Criatividade a Sério, atualmente se dedica a explorar a Criatividade aplicada à Educação e ao Desenvolvimento Pessoal.

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