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Jogando vidro no ventilador.

Se você ainda não viu “Glass (Vidro)”, o novo filme de M. Night Shyamalan, é melhor colocar sua venda no estilo “Bird Box” porque nas próximas linhas tá vindo aquele monstro maroto chamado “Spoiler”. 

Decidiu continuar sem a venda? Ótimo. Vamos lá.

De uns anos pra cá, o famoso diretor indiano mostrou que gostou bastante de histórias dentro do tema HQ e fez com que seus últimos heróis e vilões se juntassem neste último filme. Na trama, eles vão parar dentro de um manicômio e conhecem uma doutora que tem uma missão bem clara: provar pra eles mesmos que seus super poderes não passam de uma brisa forte dos seus neurônios debilitados. 

Obviamente, nós, que estamos sentados na poltrona e já cansamos de cair nas pegadinhas de Shyamalan em um passado não muito distante, começamos automaticamente a rebobinar as cenas mentalmente para nos certificar de que eles tem esse borogodó todo ou não.

No fim, o diretor mostra que a doutora faz parte de uma associação (que tem um trevo como marca) cujo objetivo é acabar com os poucos e pontuais super heróis que estão começando a pipocar pelo mundo para que isso não encoraje aqueles que ainda tem seus poderes adormecidos e o treco tome uma proporção escabrosa. 

Ok? Agora vamos sair da fantasia e ir pra indústria de entretenimento.

Os super heróis são, na sua maioria, administrados por duas gigantes: Marvel e DC. E, se você for tomar um café com alguma delas, provavelmente vai sacar que nenhuma dessas empresas está interessada em disputar um dos mercados mais lucrativos do mundo com um “novo entrante”. Portanto, esta “organização” do filme é uma crítica clara de Shyamalan às duas gigantes do ramo que estão dispostas à qualquer coisa para silenciar movimentos indies.

Por fim, quando o jogo parecia ganho por parte da doutora, uma tacada de mestre do Mr. Glass (personagem de Samuel L. Jackson) faz com que a informação de que os heróis e seus respectivos super poderes existem de verdade seja viralizada pelo mundo. E, obviamente, esta notícia se espalha através da internet e não por salas de cinema. 

Agora é aguardar pelos próximos capítulos da franquia X-Men Night Shyamalan.
Que a guerra seja infinita.

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Escrito por Rodolfo Barreto

Criativo, autor, fotógrafo e roteirista.

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