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Pela primeira vez, o SXSW terá programação de painéis voltada à arte

O SXSW, que acontece em março, em Austin – Texas, terá pela primeira vez uma programação específica voltada ao mundo das artes.

Batizada de “Art Series of Sessions”, a agenda, que será realizada ao longo de dois dias de festival, tem como objetivo analisar em profundidade o impacto da tecnologia na arte contemporânea e na comunidade criativa por meio de conversas e painéis.

A ideia é abordar os principais tópicos do mundo das artes, criando assim discussões dinâmicas entre curadores, instituições, startups, especialistas em tecnologia, designers e artistas visuais. A série acontecerá dentro da Design Track nos dias 11 e 12 de março, segunda e terça-feira.

Entre os temas dos painéis, estão “Humanizando inovação através de residências artísticas”, “400 anos de desigualdade”, “O papel das mulheres nas artes em mudança” e “Atos de compartilhamento: como a arte promove a empatia”. 

Além disso, o SXSW também acaba de anunciar as sete instalações de arte a serem exibidas em seu terceiro “Art Program” anual. A lista inclui obras de arte visuais experimentais e conceituais que aplicam tecnologias emergentes em ambientes imersivos para estimular a descoberta, a inspiração e a conexão. 

Por meio do anúncio oficial, Hugh Forrest, diretor de programação, declarou: “O Art Program do SXSW 2019 destaca seis artistas vindos de diferentes partes do mundo cujo trabalho vai ressoar com nosso público de profissionais criativos. Essas instalações são representações físicas de muitos dos assuntos que estão sendo discutindo ao longo dos dias de conferência, como o impacto da tecnologia no espírito humano, na tradição cultural e no meio ambiente”.

Entre as obras, estão instalações desenvolvidas por artistas já consagrados e também por nomes emergentes. A equipe de curadores do SXSW escolheu a seleção de 2019 junto com um grupo de consultores criativos aclamados incluindo Suhair Khan, Ben Vickers, Kim Cook, Mia Locks e Patton Hindle.

Confira a programação: 

1. “Apparatum”

por panGenerator – Krzysztof Cybulski, Krzysztof Goliński, Jakub Koźniewski 

O projeto foi inspirado na herança do estúdio polonês de rádio experimental – um dos primeiros estúdios do mundo a produzir música eletroacústica. A instalação utiliza geradores de som analógicos baseados em fita magnética e componentes ópticos controlados por uma partitura gráfica – esta, composta por interface digital. Este trabalho é apoiado pelo Adam Mickiewicz Institute.


2. “Arctic Passage”

por Louie Palu 

O premiado fotógrafo levará ao evento uma série de fotografias em formato grande congeladas em blocos de gelo – elas ficarão na praça do Harry Ransom Center, na Universidade do Texas, a partir das 10h da manhã de terça-feira, dia 12 de março. As imagens foram produzidas no Ártico ao longo de três anos, período no qual Palu estava na região por conta de um trabalho para a National Geographic. O projeto explora a situação em evolução relacionada à geopolítica do Ártico, sua história e mudanças climáticas.


3. “Pertences”

por John-Paul Marin, Matt Smith, Patrick Abboud, Chá Uglow e Kirstin Sillitoe

A obra compartilha histórias e experiências de pessoas que deixaram sua terra natal e quase tudo que possuíam em busca de uma nova vida na Austrália. A instalação reúne diversas experiências pessoais por meio de um fio em comum: bens preciosos e participantes compartilhando as histórias por trás desses objetos carregados de significados. 

4. “Blooming”

por Lisa Park 

Lisa Park é uma artista com origens coreanas e americanas que usa aparatos biométricos, como sensores de frequência cardíaca e ondas cerebrais, para criar ambientes íntimos que exploram estados emocionais ocultos, como vulnerabilidade, intimidade e confronto. Blooming destaca a importância da presença e conexão física em nossas vidas. A instalação, que assume a forma de uma flor de cerejeira em tamanho natural, responde ao contato físico entre dois a quatro participantes – quando eles se postam diante da árvore e dão as mãos ou se abraçam, a árvore floresce; quando eles se soltam, ela entra em estado pré-florescente. O trabalho de Park foi aprimorado por uma pesquisa avançada no Nokia Bell Labs em tecnologia de sensores que permite a detecção e a determinação do contato entre pessoas. “Blooming” foi desenvolvido durante o programa de Residência Artística Experimental em Arte e Tecnologia de 2017-2018 no Nokia Bell Labs em colaboração com a NEW INC, programa do New Museum.

5. “Every Thing Every Time”

por Naho Matsuda Producer: FutureEverything 

O projeto transforma dados urbanos em poesias apresentadas em uma tela mecânica de grande escala. Os textos são baseados em fluxos de dados gerados pelos eventos que acontecem diariamente em Austin – os presentes podem ver como a poesia é escrita em tempo real e revelada em uma tela com abas separadas. A obra investiga conceitos da “cidade inteligente”, questionando noções de privacidade, uso e o papel que os dados têm em nossas vidas. O trabalho faz parte do programa Future Art and Culture no SXSW, apresentado pela British Underground e apoiado pelo Arts Council England. 

6. “hash2ash”

por panGenerator – Krzysztof Cybulski, Krzysztof Goliński, Jakub Koźniewski 

A instalação aborda a cultura da selfie e o medo que temos de perder os registros digitais de nossas vidas por conta de falhas técnicas, da impermanência do armazenamento de dados ou simplesmente por conta de determinados formatos de arquivo ficarem obsoletos. A instalação consiste em uma tela que solicita que você tire uma selfie no seu telefone, que renderiza em partículas digitais em uma tela grande de 1mx1m. Então, logo depois, seu rosto se dispersa e se desfaz, aí um cascalho preto começa a cair na parte inferior da tela em perfeita sincronia com a simulação digital. Gradualmente, um monte escuro se acumula ao pé da construção. O trabalho também é apoiado pelo Adam Mickiewicz Institute.


7. “Semeion”

por Circuit Circus 

A instalação de luz e som em constante evolução explora a inteligência artificial do ponto de vista estético e humanístico. Em “Semeion”, a IA se manifesta em grandes estruturas minimalistas, que individual e coletivamente respondem à presença humana. Em sua forma abstrata, evoca a relação humana por meio de seu comportamento. O espectador é convidado a suspender suas predisposições sobre inteligência artificial e se envolver com ele de uma maneira exploradora e curiosa. O trabalho é apoiado por Catch, Roskilde Festival e pelo Ministério da Cultura da Dinamarca.


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Escrito por Gustavo Giglio

Updater, sócio do UoD, diretor de marketing/novos negócios.

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