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Número de likes e comentários ainda quer dizer alguma coisa?

A resposta é não. Mas foi bom ter ouvido a discussão. 

“Influencer Marketing in 2025: The Future Of Human Media” foi um dos painéis do SXSW que debateram a atual cultura das redes sociais e o marketing de influenciadores que elas geraram. Ryan Berger, da Hypr; Sarah Flynn, da Thirty Five Venture; e Courtney Spritzer, da Socialfly, foram os nomes que comandaram o bate-papo que basicamente girou em torno da afirmação de que, hoje, não adianta nada “só” ter um número alto de likes ou comentários em seus perfis se você não souber de onde está vindo toda essa audiência. 

Isso explicaria porque de uns tempos pra cá muito tem se debatido a respeito dos microinfluenciadores, que têm no mínimo mil seguidores, no lugar dos megainfluenciadores, que colecionam milhões de fãs, para serem embaixadores de marcas e criadores de conteúdo patrocinado. Em teoria, uma pessoa que tem uns 3 milhões de seguidores usando o produto da sua marca funciona muito mais do que se ele fosse demonstrado por uma que soma 1500. PEINNN…. Será mesmo? Segundo Ryan Berger, o tal microinfluenciador tem muito mais controle de quem o segue e possui uma audiência que é mais dedicada e engajada. Ele, inclusive, adianta uma tendência: a dos nanoinfluenciadores. Para Berger, eles fazem um trabalho efetivo e o lance seria encontrar essas pessoas por meio da tecnologia, fazendo um trabalho de rastreio mesmo. 

Sobre o tal “marketing de influência”, tema que está em pauta e não é de hoje, o sócio da Hyper alertou que muitas marcas usam as plataformas para postas fotos e informações, mas que o marketing de influência mesmo ainda é baseado no mundo real, e acontece nos investimentos que as empresas fazem e nos eventos que elas produzem. 

É claro que, na ocasião, muito se discutiu sobre o futuro, e Sarah Flynn, da Thirty Five Venture, questionou se os influenciadores de hoje pensam no que querem daqui pra frente, uma vez que esse mundo está em constante mudança. Sarah opinou que é importante pensar na longevidade das carreiras, avaliando o que é viável como forma de ganhar a vida e sustentável a longo prazo. Ela acredita que as mudanças vão continuar acontecendo de forma constante, com coisas nascendo e morrendo a cada instante. Nomes interessantes para estudar e seguir. 

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Escrito por Gustavo Giglio

Updater, sócio do UoD, diretor de marketing/novos negócios.

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