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Serviços de assinaturas começam a cansar o consumidor

Com a chegada da Apple TV+, mais um serviço por assinatura foi anunciado. Cheio de recursos e nomes de peso para a criação de conteúdos originais, a Apple chega dando voadora nos serviços já existentes. O que mudou foi a apresentação de um combo, causando um alvoroço em todos os demais serviços de streaming (áudio, vídeo e leitura) já existentes.

E como ficamos em relação aos canais e conteúdos originais que já acompanhamos? Pela primeira vez, os serviços de tv por streamings nos Estados Unidos estão produzindo mais conteúdos originais do que as redes de tv aberta e a tv à cabo. De acordo com o relatório da FX Networks divulgado neste mês, 495 séries originais de roteiros foram ao ar em 2018, 160 deles foram executados em serviços de streaming, (sem contar reality shows ou programas infantis) em comparação com redes de tv aberta (146) e tv à cabo (144).

A disputa pelos números dos cartões de créditos está causando um cansaço neste modus operandi e está sendo comparada a nova corrida do petróleo do século XXI. O Boston Consulting Group chama essa disputa de “o campo de batalha de US $ 30 bilhões”.

Stranger Things no Netflix, This is Us na Amazon, Vingadores e um mundo na Disney +, The Handmaid’s Tale no Hulu, Youtube Premium, Spotfy, Deezer, Google Stadia, PSN, Xbox, Windows 360, Adobe, Planos de telefonia, Nuvens, Revistas, Jornais, Academias, Pontos de cartões. Os assinantes estão ficando malucos com tantos serviços pagos, principalmente quando chega a fatura do cartão, se tornando um hábito malicioso para que possamos acompanhar as tendências a qualquer custo. No final das contas assinar um pacote é um bom negócio, mas estamos em um tempo onde os catálogos exclusivos evidentemente são pagos e não queremos nos livrar das nossas séries e playlists favoritas, nos obrigando a manter a assinatura de vários serviços simultaneamente.

Estamos alugando o mundo, com centenas de micropagamentos que no final das contas estão começando a pesar. A Amazon chegou a ter um serviço chamado Dash Buttons que por meio de assinaturas ou pagamento online era possível receber vários produtos, até o sabão em pó, direto na sua casa. O serviço já foi descontinuado.

Dashs da Amazon, já descontinuados

A Apple não parece reconhecer essa sobrecarga de assinatura, na verdade ninguém, e no meio de tudo, saindo de uma cartola mágica: Foi apresentado o Apple Card, um cartão de crédito que promete uma melhor gestão orçamentária.

No universo dos streamings, ninguém sabe quantos serviços de o mercado pode suportar. Você pagaria por Três? Cinco? Dez? Como disse o CEO da FX, John Landgraf em 2015, que previu que tínhamos chegado a um ponto de pico da TV e demais serviços de streaming. “…uma bolha de programação original que logo vai explodir…”. É claro que nem todo mundo sobreviverá a essa guerra, então a pressão para sair na frente com conteúdo original, elenco estelar, além de séries e filmes de sucesso é uma arma poderosa para estes serviços pagos.

Com mais de 100 milhões de assinantes globais e um orçamento de conteúdo original de US $ 8 bilhões (todos riram quando a Netflix anunciou o colossal investimento), a Netflix conseguiu se tornar uma bomba nuclear no meio dessa guerra e conquistar muitos prêmios apesar de vários conteúdos questionáveis. Possui uma história cinematográfica com a fracassada tentativa de venda dos seus negócios para a Blockbuster (vai até ganhar um documentário), além da expertise adquirida com a magnífica UX – Experiência do Usuário, nadando sozinha de braçadas até agora, mas perderá em breve grande parte do seu acervo para a Disney + (que comprou tudo).

Todos nós temos um orçamento, preocupações financeiras, tetos e séries que amamos. Após a guerra dos pacotes de assinaturas, talvez haja um vencedor ou alguns, talvez não, mas neste momento o cenário está se formando e a batalha vai começar em breve. Por hora, melhor prepararmos os bolsos.

fonte, fonte, agradecimento ;).

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Caio Fischer

1 comentário

Serviços de assinaturas começam a cansar o consumidor — Update or Die! | O LADO ESCURO DA LUA 9 de abril de 2019 at 7:24 AM

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