Um drone desfibrilador para emergências médicas

Mais que lindas filmagens em viagens e casamentos ou invadir espaços aéreos restritos, cada vez mais se descobrem novas aplicações para drones, um dos desejos de consumo de sua próxima viagem à B&H Photo Video ao exterior.

Em Ruanda, a empresa Zipline já atua com a entrega aérea de sangue e outros insumos médicos a partir de um centro de distribuição que permite atingir, em apenas meia hora, regiões do país que antes teriam que esperar 4 horas pelos suprimentos, como contou este outro post do Update or Die.

Na Suécia, o Instituto Karolinska desde 2014 vem testando uma versão de drone que incorpora um desfibrilador portátil em sua estrutura para atendimentos de emergência em pessoas que sofreram um ataque cardíaco.

Enquanto uma ambulância pode levar (lá), em média, 10 minutos para chegar a um indivíduo, estima-se que uma rede de drones, voando a mais de 100 km/h, poderia fornecer atendimento em apenas 1 minuto.

Um ganho enorme de eficiência, ainda mais considerando que uma pessoa tem as chances de sobrevivência reduzidas em 10% a cada minuto que passar sem atendimento (reanimação cardiorrespiratória, a popular massagem cardíaca, ou desfibrilação). O idealizador do drone afirma que este ganho de eficiência elevaria, em alguns casos, de 8% a 80% as chances de sobrevivência.

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JC Rodrigues
JC Rodrigues (jcrodrigues.net) é mestre em Comportamento do Consumidor (com estudos sobre carros autônomos e seres artificiais), palestrante, especialista em storytelling, negócios digitais e impacto da tecnologia no comportamento humano. Professor de Storytelling e do MBA em Comunicação Digital na ESPM, tem uma pug chamada Maya, publicou quatro livros sobre comportamento e tecnologia e, durante as crises de abstinência, escreve artigos despretensiosos a respeito da interação entre o ser humano e máquinas.
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