21.2 C
Sao Paulo
20/11/2019
Sem categoria

Mais propósito para um mundo que vai mal

Impacto social tem sido um assunto presente aqui no Lions, porque o mundo vai mal. Os consumidores pedem que as marcas assumam compromisso de maior protagonismo, já que a mídia poderia ter assumido este papel, mas se omitiu. Fato é que todos nós podemos escolher o “bem”, nem que seja optando por marcas que fazem o “bem”.

Neste tema, queria trazer 2 painéis que me tocaram de alguma forma. O primeiro teve a participação do fantástico John Legend, cuja história de luta por protagonismo diante de uma sociedade racista, já é reconhecida. O artista tem sido uma voz forte, ao compartilhar depoimentos impactantes, sobre as diversas vezes que foi parado pela polícia, simplesmente por ser negro. Legend, que já tem inúmeros projetos sociais, com presidiários (já falamos aqui) e ONGs, acertou uma parceria com P&G, com o objetivo de desconstruir masculinidade tóxica que ainda permeia nossa sociedade, através de talks conjuntos e campanhas, que trazem homens em papéis culturalmente ocupados por mulheres, espie um exemplo:

Aliás, vale o registro dos parabéns para a P&G, que tem assumido papel super importante ao convidar, através de vários movimentos, criativos a “reimaginarem a criatividade pelas lentes do amor e da humanidade”. Por fim, fomos presenteados com uma apresentação linda de John Legend, que arrancou suspiros da platéia. Confira:

CANNES LIONS I JOHN LEGEND

Outro painel que, como previsto, arrebatou meu coração, foi o que juntou Dove e Shonda Rhymes (mente por tráz de “Grey’s Anatomy”, “Scandal e “How to Get Away With Murder”, dentre outros), no palco do Palais. Esta é uma parceria já de longa data (veja aqui) que cá esteve para falar da urgência das marcas corrigirem a falta de representatividade das mulheres na propaganda, já que 70% delas alegam distanciamento do que tem sido retratado.

Uma das ações incríveis que Dove já implementou, em parceria com Getty Images, foi a de disponibilizar milhares de fotos de “mulheres reais”, produzidas em 30 países, para que marcas pudessem usar, assumindo assim o papel de um parceiro ideal, disposto a redefinir padrões e incluir perfis costumeiramente deixados de lado, já que estereótipos são um “shortcut” na criação publicitária.

Neste mesmo caminho, Shonda Rhymes afirmou que seus seriados ganharam força e fãs, porque os castings são feitos por um olhar diverso, tornando as histórias mais reais, com familiaridade de contexto e identificação de perfis. A escritora ainda complementou que, além de necessário e humano, a representatividade é bom para os negócios, pelo alto engajamento que produz.

Posts Relacionados

A geração Z acabou com a identidade nacional

Gustavo Giglio

25 de 33: os resultados das apostas de Karan Novas para o Cannes Lions 2019

Jacqueline Lafloufa

The New York Times arremata 2° Grand Prix em Cannes

Jacqueline Lafloufa

Comente

Ad Blocker Detected!

Refresh