Tecnologia

40 anos do Walkman!

Ah, que saudade. Tive anos de uma relação íntima com esses aparelhos e as centenas de fitas K7.

Na última segunda-feira, dia 1º de julho, o walkman completou 40 anos. O primeiro reprodutor de música portátil do mundo nasceu em 1979 pelas mãos da Sony e, se hoje tem cara de produto arcaico, na época surgiu causando uma verdadeira revolução na indústria musical. 

O dispositivo reproduzia fitas cassetes (K7), que armazenavam músicas – não muitas (45, 60 e 90 minutos – mas essas eram muito caras). E, como ele também permitia gravar coisas nas fitas “virgens”, virou objeto necessário para jornalistas, por exemplo, que podiam gravar suas entrevistas de forma prática para ouvir e decupar depois. 

É claro que, apesar de ter sido revolucionário na época, o Walkman também tinha uma série de problemas. Era a fita que enroscava em alguma coisa e estragava a qualidade das músicas, a falta de praticidade que era rebobinar a fita (uma caneta Bic bem ajudava!), a pilha que acabava rápido (eu ganhava de presente de aniversário e Natal: pilhas!). Também tinha a gravação feita direto da música tocando na rádio que acabava registrando locuções, vinhetas e a propaganda junto…

A história do surgimento do Walkman pode soar até meio egoísta. Prestes a viajar a negócios para o exterior, um dos fundadores da Sony, Masaru Ibuka, queria ouvir música com fones de ouvido durante o trajeto e, então, solicitou ao seu time de desenvolvimento que criasse uma versão estéreo simples, apenas de reprodução, do gravador portátil da Sony TC-D5. A criação foi o protótipo do que, futuramente, seria lançado no mercado como Walkman. 

O primeiro modelo, chamado Walkman TPS-L2, surgiu no Japão e, posteriormente, passou a ser vendido em todo o planeta. Ao longo dos anos 80, a Sony lançou outros diversos modelos do dispositivo, como o WM-2, WM-20 e a evolução deste aparelho, o WM-109, que somou mais de 20 milhões de unidades vendidas. 

O que muita gente não sabe é que o nome Walkman foi patentado pela Sony, mas esse virou um daqueles casos em que o nome da marca acaba se tornando sinônimo do nome do produto. Tipo Nescau, Danone, Gillette e por aí vai (a figura de linguagem: metonímia). Walkman passou a ser o nome utilizado para qualquer modelo de toca-fitas portátil disponível no mercado. 

Mais tarde, com o declínio da fita cassete e a ascensão do CD no fim da década de 80, a Sony lançou, em 1988, o item que viria a substituir o Walkman – o Discman D-20 – este, usado para reproduzir CDs. 

Discmans… devo ter estragado uns 12 também…

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