Somos todos criativos?

Até aqui a evolução provou que a raça humana conseguiu desenvolver essa característica de maneira mais eficiente. Entretanto, há indícios de “atitudes criativas” por todo o reino animal. De forma geral, acredito que o ser humano é “um bicho” que deu certo, por assim dizer.

A combinação de elementos biológicos mais o acaso resultaram numa espécie senciente, que criou coisas; e mitos sobre essas coisas. Do ponto de vista e da perspectiva humana, sim, a criatividade é só nossa. Mas, resta saber se também todos os humanos, por essência, são criativos.

Acredito que há uma fagulha em cada cérebro que nasce. Digo cérebro porque na verdade somos uma massa gelatinosa e faminta por informações, conectada a membros externos, que foram desenvolvidos e aperfeiçoados, com o passar do tempo, para servir a essa coisa que pensa. A confusão bioquímica “criada” pelo planeta pode ter gerado uma espécie que veio a ser nossos ancestrais. Esse jeito da natureza de fazer as coisas parece procurar equilíbrio, mas também, ao mesmo tempo, muda as regras para se adaptar às pressões de um universo bipolar, matando enquanto dá mais energia para criar mais vida.

Criatividade é uma mania da natureza.

Se a gente olhar ao nosso redor, vamos ver que existe algo “inteligente” governando a vida de forma geral; se adaptando ao caos que é a química desse planeta. Numa busca constante para criar mais vida, baseada no que já temos, mas sempre de uma forma diferente e melhorada.

Todos nós, de alguma forma, possuímos o que chamamos de criatividade, mas nem todos podem ou querem desenvolve-la; depende do momento, das circunstancias, da condição física, e de um punhado de variáveis para determinar se uma pessoa conseguirá atear fogo ao seu volume de combustível criativo.

É tudo uma loteria.

Ela [a tal criatividade] está lá, guardada no íntimo de nossos cérebros, codificada em nosso DNA, que foi herdado de um infinito campo de combinações. Poderá ficar dormente e morrer com quem a carrega ou ser despertada ao sabor da história e seus caprichos. Ninguém pode prever isso. Então, se somos filhos de uma natureza “inteligente”, somos, de alguma forma, todos criativos; mas nem todos seremos despertados, como nem todas as sementes que carregam uma possível árvore dentro de si, realizará esse “sonho” um dia.

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William Barter
Consultor de marketing e autor do livro "Imaginação: A Arma Mais Poderosa do Universo". Idealizador do projeto Crie & Ative, que oferece cursos e palestras sobre criatividade em escolas e empresas.
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