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19/11/2019
educação

Você sabe perguntar?

Você já deve ter ouvido alguém falar, em algum momento, que a é mais importante do que a resposta. Realmente, este é um fato.

A pergunta é um questionamento e tem uma expressiva influência na resposta. Para uma pessoa fazer uma pergunta corretamente, precisa ter muito mais conhecimento do que quem somente responde.

Quem não sabe perguntar, não sabe nem qual é sua dúvida! Fica inerte em relação ao novo, ao conhecimento que poderia ter. Se torna aquele silêncio ensurdecedor, a pessoa que é um ponto de interrogação ambulante, que não sabe nunca por onde começar.

Quando você se torna um perguntador, percebe que o mundo se abre e quer melhorar em sua nova jornada de perguntas. Começa a perceber que perguntadores têm níveis e que perguntas possuem tipologia.

Perguntar corretamente facilita nossa vida e saber os tipos de pergunta qualifica nosso conhecimento. Veja a seguir alguns deles!

Perguntas de conhecimento: são aquelas que nos ajudam a saber informações, fatos e datas. Exemplo: Quando foi…? Quem descobriu…?

Perguntas decompreensão: nos fazem refletir sobre as coisas, ajudam a comparar, reconhecer e perceber ideias centrais. Exemplo: Qual é a diferença? Como podemos selecionar…?

Perguntas de aplicação: são as que nos ensinam a produzir algo em etapas, conhecer processos e saber normas. Exemplo: Em qual sequência…? Como ordenar do maior para o menor?

Perguntas de análise: são de um grau mais complexo, porque investigam motivos, causas e consequências de algo. Exemplo: Por qual motivo…? De que forma é possível…?

Perguntas de síntese: ajudam a prever situações, generalizar fatos e tirar conclusões. Exemplo: O que aconteceria se…? O que poderíamos fazer para…?

Perguntas de avaliação: coletam opiniões, estabelecem valores e revelam juízos para determinado assunto. Exemplo: Em sua opinião, o que podemos…? O que seria mais adequado para …?

Quando perguntamos aleatoriamente, nem sempre recebemos a resposta que desejamos. Por isso é tão importante ser consciente sobre o que perguntar e, mais importante ainda, como fazê-lo.

Na próxima vez que for fazer uma pergunta, reflita sobre o que realmente precisa saber e ficará mais fácil elaborar a questão que o levará à sua resposta de maneira mais precisa!


por Janaína Spolidorio

Especialista em educação formada em Letras, com pós-graduação em consciência fonológica e tecnologias aplicadas à educação e MBA em Marketing Digital. Ela atua no segmento educacional há mais de 20 anos e atualmente desenvolve materiais pedagógicos digitais que complementam o ensino dos professores em sala de , proporcionando uma melhor aprendizagem por parte dos alunos e atua como influenciadora digital na formação dos profissionais ligados à área de educação.


2 comentários

Kátia Rocha 31/10/2019 at 1:09 PM

Pena que na escola não há um estímulo real pra que essa habilidade seja desenvolvida.
Ao contrário: quando o menino pergunta muito, especialmente se for no fim da aula, ele é esculachado pelos colegas e vai incutir em sua mente que perguntar é um incômodo, uma inconveniência. Que triste!

E aquela clássica pergunta dos professores, “alguma dúvida?”, não é exatamente o melhor método para se formar bons perguntadores, né?

Reply
Wagner Brenner
Wagner Brenner 31/10/2019 at 11:38 AM

Perguntas carregam essa fama de ser recurso de confusos. O que se esquecem é que a confusão é o primeiro passo da aprendizagem real, não a da memorização (um mal que começa na escola por pura sobrevivência), mas sim aquela movida pela curiosidade genuína. Só fica confuso e só faz pergunta… quem quer de fato quer aprender! Vamos perguntar!

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