Por que os comerciais do Super Bowl 2020 ganharam ‘teasers’ no digital?

Um relatório em janeiro de 2019 descobriu que os anunciantes que “vazaram” seus anúncios completos do Super Bowl – na Internet – antes do big game não tenderam a ganhar muita força nas mídias sociais – levando empresas a reconsiderar se as publicações valiam a pena. Apenas a Pizza Hut e a Bud Light obtiveram alguma tração viral por meio de reportagens antes do jogo – a Pizza Hut estava expandindo a entrega de cerveja na época, e a Bud Light recebeu 17.900 menções nas mídias sociais por uma promessa de dar cerveja de graça à cidade que venceu o jogo.

Apenas duas marcas daquele ano, Bud Light e Mercedes-Benz, receberam mais de 5.000 menções sociais antes do jogo. A estratégia de reter pode render dividendos virais, dadas as tendências das mídias sociais entre os fãs de futebol: um estudo de 2017 descobriu que 78% dos fãs se envolveram nas mídias sociais durante o Super Bowl em si. Este também é o terceiro ano do #BrandBowl do Twitter, que coroa os vencedores entre as marcas que geram mais engajamento no Twitter durante o jogo.

Se por um lado não vale divulgar toda a peça nas redes sociais, este ano de 2020 deixou claro que criar prévias e conteúdos extras, ligados ao interesse do evento, geram uma exposição orgânica e espontânea grande, uma vez que bem feito, planejado e apoiado pela base que já confia na marca online.

Você mesmo pode conferir as leituras dos plays nos vídeos de youtube das marcas, alguns dos vídeos já ganharam milhões de views.

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Julio Moraes
Julio Moraes é empresário e atua na área de estratégia e planejamento em Marketing & Digital há mais de 16 anos e conta com trabalhos em mais de 20 empresas nacionais e internacionais. Atualmente vivendo e trabalhando em Los Angeles e com trabalhos ganhadores do EMMY® - The Television Academy e indicados ao HFPA® Golden Globes.
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