Repensando a produtividade para uma nova década

Não existe caminho fácil para gerenciar pessoas, projetos e vida pessoal. Mas aqui conto um pouco dos apps e ações que ajudam a manter a ‘vida no flow’.
Disneys Moscow Officesnbsp
Disney’s Moscow Offices

Assim como Wagner publicou aqui como foi readaptar em um ano sem precedentes, sigo a linha indicando um pouco das minhas próprias indicações que uso – e deixei de usar – para fazer a tecnologia trabalhar a meu favor – além de ajudar a manter minha saúde mental em dia.

Mas antes…

Um pouco de contexto. Tenho diversas responsabilidades, e compartilho abertamente que escrever por aqui faz parte do meu ritual de relaxamento, como um meio para minha mente divagar, ser curiosa e compartilhar. O que vou compartilhar é exatamente o que me ajuda a me manter produtivo, (um pouco) no trabalho e na vida pessoal. São dezenas de projetos, com um bocado de meses de antecipação, agenda organizada que prevê variações e o mais importante, meus momentos de relaxamento e diversão.

Trabalho com digital e entretenimento, então vai perceber que alguns são de necessidades – e não julgue que todos os aspectos é de meu único gerenciamento, tenho pessoas fantásticas me ajudando seja a base deles aqui, ali ou acolá. Então, pegue seu ingresso, prepare-se, e vamos dar uma volta rápida por uma parte da minha mente (um jeito de dizer que o texto está cheio de links e easter eggs).

Para facilitar no texto, quando ver indicativo de serviço, software, cloud, etc, será denominado de “app”.

Como deve ser

Dizer até logo para um app antigo pode ser fácil ou exaustivo, nos últimos anos eu mesmo precisei ver, rever e repensar a necessidade de sempre acompanhar a “mais nova rede social” para entender como seria a evolução. Venho da época em que o Orkut foi a primeira rede social no Brasil a ser considerada como algo relevante para o mercado de trabalho, enquanto o US e UK já criavam cases de musicais com MySpace. Arctic Monkeys, Lily Allen, Sean Kingston, Kate Nash? Todos nasceram daquela página cheia de gifs brilhantes que a nossa telinha de tubo adorava demorar a aparecer.

Para evitar já a exaustão, durante os anos eu sempre fiz esse ação de limpeza digital para controlar melhor o que eu mesmo tinha acesso, e – felizmente ou não – eu entendo que sempre estarei em algumas redes apenas para acompanhar, estudar ou para compartilhar um pouco com as pessoas sobre trabalho, vida ou (neste ano) pandemia. Já em 2020 o que mais fiz de maior relevância foi tomar o controle de volta das minhas redes:

  • Controlar o conteúdo que aparece em minha timeline.
  • Revisar meus likes e fluxo de informações.
  • Dividir o que vejo em cada rede, de acordo com o que oferece de melhor para minha vontade ou necessidade.
  • Repensar a quantidade de tempo dedicado para usar no tempo que preciso e quero, jamais além. Acredite, uma semana fora do Facebook você sente que saiu de férias e retorna para algo que pode esgotar emocionalmente.

Entender o básico dos algoritmos – e como impacta sua vida – é importante caso quiser se manter nas redes.

Já o item mais importante que precisei controlar esse ano foi o smartphone.

  • Controle de avisos e push.
  • Controle de ligações e mensagens.
  • Controle de vezes (e prioridade) de olhar e-mails.
  • Deletar apps que tomam conta da atenção.
  • Deletar apps que não entregam boa experiência seja para mim ou para terceiros impactados – exemplo: alguns apps de entrega.
  • Separar bem o que é de vida pessoal e profissional.

Não significa que deixei de usar as funções do meu smartphone, mas que comecei a usar de modo que melhor me serve e não o contrário. É nocivo querer acompanhar notícias em um mundo de 2020.

Aqui é importante apontar – assim como citado no post do Wagner – o quanto nosso viés de opinião (“bias” em inglês) impacta o que consumimos de tudo, e precisamos aprender o como ser o receptivo dentro do mais neutro possível, e assim criar nossa opinião com base em fatos e informações.

O que mais se foi? Agora, por definitivo, o consumo de conteúdos “disruptores do futuro” (stop talking, please!) que fizeram e ajudaram todo um mercado de comunicação. Mas agora o mundo exige um pensamento criativo, tecnológico, expansivo como mais e novas temáticas, extremamente empático e mais consciente do que nunca.

Now, some good news

Agora direto para a lista de o que mais usei este ano, considere o mix de pessoal, estudo e trabalho, com destaque em asterisco para o que uso no pessoal – e um conteúdo extra para o app “do ano” (que mais me ajudou).

Redes e Canais Sociais:

Reddit*, Discord*, Tiktok*, Pinterest*, WT Social* e Medium* + GitHub, Telegram, Behance, Twitter, Vimeo, Youtube e LinkedIn. (além de, infelizmente, Instagram e Facebook).

Produtividade:

Notes*, Apple News*, Grammarly*, FLiP*, Google Drive + Docs*, LastPass* e Apple Calendar* + Microsoft Project, Google Calendar (backup), Zoom, Skype, Google Meets, Krisp, MindNode, Inoreader e Office 365.

Entretenimento:

Streamings: Meu “Field of work” então virtualmente testei um bocado e mantenho alguns. Meus favorítos no momento são Disney+ e Apple TV+ (e alguns poucos menores). Jogos salvaram o momento diversão em 2020, e Nintendo Switch foi uma ótima escolha. Além dos apps do Mario no iOS. Para curtir música, Spotify e Apple Music fazem todo o trabalho. Infelizmente foi difícil manter o fluxo de leitura neste ano, mas Kindle e livros físicos são mais do que necessários.

Estudo:

Masterclass, Coursera, Skillshare e Codecademy – além do meu estudo pessoal de trabalho. Com o tempo, entendi a importância de expandir a curiosidade para acompanhar as mudanças gigantes que chegam logo a frente, seja em inteligência artificial, realidades mistas, novas aplicações de tecnologia em geral ao nosso redor e como tudo isto impacta nossa vida de modo comportamental, emocional e prático.

Saúde Mental e “Manutenção Corporal” (risos):

Calm e Insight Timer são apps que me ajudam, além de uma boa terapia semanal para ajudar na compreensão do mundo lá fora. Sou uma pessoa que faz checkups sazonais (invisto em medicina preventiva), então, exercícios – ações – que pedi para ser adaptado por um professor para eu fazer em casa, ajuda a manter em dia o que preciso. Além daquela boa dose diária de vitamina D do nosso querido Sol.

That’s Life

Hoje temos também casa inteligente que, com Alexa ou Siri, existe a oportunidade de facilitar lembretes, agendas ou gerenciar coisas do dia dia como, preparar o café nos horários, gerenciar as luzes, travas de portas, som, tv, ajuda com pets, etc. E aos poucos começo a me integrar nisto também.

Nisto tudo acima, o que aprendi com o tempo de trabalho foi a aprender a delegar, desenvolver meus skills gerenciáveis e humanos, criar o processo em parceria, confiar nas pessoas envolvidas, no processo, nas informações de resultados de cada um, e ser honesto sobre expectativa, capacidade e entrega com todos. Aprendi a ser colaborativo, com pessoas ao meu redor e comigo mesmo.

Com o tempo, obviamente, vou repensando de acordo com meu trabalho, necessidade e evolução de vida. Em cada momento vamos readaptando, geralmente, enxugando bastante do que não faz mais sentido, deixando a vida mais leve e tranquila.

E para você, como o início da próxima década se parece?

Julio Moraes

Julio Moraes é executivo da área de estratégia e criativo em marketing, digital e entretenimento há mais de 17 anos, tem na bagagem trabalhos em mais de 20 empresas nacionais e internacionais de diversas áreas. E hoje, vive e trabalha em Los Angeles, como Executive Creative Director, e leva na mochila prêmios como Critic's Choice Awards, EMMY® e OSCARS®, além de indicados ao Golden Globes® e BAFTAS®.

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