André Abujamra é o embaixador da primeira plataforma de NFT musical do Brasil, o Phonogram.me

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https://youtu.be/YlSeGvbNkfA

Se você está acompanhando o burburinho na internet (especialmente no Clubhouse), você provavelmente se deparou com um tal de NFT. Para quem não entendeu, vou tentar resumir:  NFT (Token Não-Fungível) é uma espécie de contrato no blockchain que garante que um arquivo digital é original e que você tem direito sobre ele. Isso tem transformado a arte online em única, com vendas em galerias de artes online usando cripto moedas e arrecadando milhões em dinheiro “real” ou “digital” (para entender melhor, aconselho você ver esse vídeo).

 

O músico André Abujamra vendeu o que foi considerado o primeiro NFT musical brasileiro, em parceria com Uno – um artista plástico, expert em crypto art – e agora ele aparece no vídeo como embaixador da plataforma que estreia no Brasil pra revolucionar o mercado da música, a Phonogram.me.

O mercado musical é regido por gravadoras, selos, produtores fonográficos e até músicos que são donos dos fonogramas e lucram com eles, sejam em plays nas plataformas de streaming, em rádios, tvs, etc. Simplificando bastante o conceito de como ele funcionava até pouco tempo: as gravadoras investiam em artistas para colocá-los no seu “casting” e passavam a ter uma espécie de sociedade com eles nos seus fonogramas. Às vezes, a gravadora chegava a pagar adiantado o lucro que o artista pode vir a ter com os plays da sua música. E assim a roda girava – o artista tendo seus ganhos pra investir na criação dos seus projetos, e a gravadora viabilizando e apostando no sucesso desse artista.

 

Agora, com essa nova plataforma, você (sim, você mesmo!) pode comprar os direitos de um fonograma para chamar de seu. Ou então, comprar parte desse fonograma – e de vários outros – e se transformar em uma espécie de gravadora-pessoa-física, apoiando e investindo na carreira dos seus artistas favoritos.


Quando você compra o NFT desse fonograma, você ganha também o “passe” dele na vida real, isso é, você passa a
ganhar em cima de quase tudo que ele fizer parte. Se ele tocar no Spotify, na rádio, em um evento ou até em um programa de TV, você ganha a parte do seu share dos royalties (e olha, se tocar na TV, por exemplo, você pode ganhar uma bela graninha, né?). Ou seja, agora você se tornar um verdadeiro investidor em música – o que, na minha humilde opinião, é um investimento muito mais legal.

Além disso, o phonogram.me, diferente dos Marketplaces gringos, permite que você escolha como vai receber sua parte do share: seja em cryptomoedas ou em Real. O que pode tornar esse investimento muito mais palpável dependendo do seu interesse.

Eu sei que existem várias outras questões, como o artista ganha com isso? Os músicos que fizeram parte da gravação podem vender a parte deles? E e os direitos autorais? Bom, tudo isso vai estar mais detalhado aqui no site da plataforma.

Para mim, o mais interessante dessa plataforma é a descentralização do mercado fonográfico, permitindo alavancar artistas quase como um stockmarket, só que o principal ativo é a música. O que você acha disso? Qual músico brasileiro você quer investir?

Iris Fuzaro

Produtora e videomaker. Viaja o mundo fazendo músicas e documentando tudo com o seu projeto Le Tour Du Monde, um álbum gravado nas ruas de diversas cidades do mundo.

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I.A. agora consegue gerar rostos falsos, que sabe que têm tudo para te agradar (e influenciar?)

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