globo


Não achei a playlist por aí, então montei uma pra gente, com as Top 50 da lista para servir de trilha para o post.

O próprio fato de uma lista com as “melhores músicas de todos os tempos” ser “completamente refeita” é a prova de que não existe uma lista assim, tão definitiva.

Em 2004, a Rolling Stone publicou sua lista das 500 maiores músicas de todos os tempos. É uma das histórias mais lidas da história da revista, acessada centenas de milhões de vezes no site. 

Mas muita coisa mudou desde 2004.

Naquela época, o iPod era relativamente novo e Billie Eilish tinha três anos de idade. E por isso eles decidiram fazer um reboot total na lista. 

Para criar a nova versão da RS500 (não são 500 reais, é a sigla da Rolling Stone 500), foi convocada uma votação com mais de 250 artistas, músicos e produtores – de Angelique Kidjo a Zedd, Sam Smith a Megan Thee Stallion, M. Ward a Bill Ward – bem como figuras do indústria da música e os principais críticos e jornalistas. Cada um deles enviou uma lista com suas 50 músicas favoritas de todos os tempos os resultados foram tabulamos.

Como comentei lá no alto, a lista acabou ficando mais interessante como retrato do gosto vigente do que uma lista definitiva do melhor da produção musical humana. Ou seja, acho que no fim a lista serve mais para mostrar o que é considerado música boa hoje em dia do que para cravar um best of da produção musical da humanidade.

Pessoalmente ainda me surpreendo que ainda exista um mainstream tão forte (e ao mesmo tempo tão ruim do ponto de vista de qualidade musical) na música, apesar da oferta de mais de 50 milhões de músicas ao alcance de um clique. As pessoas ainda continuam consumindo boa parte da música de forma passiva e por influência de grupo e interesse da indústria, como sempre foi. Só que a qualidade baixou muito dos anos 70 prá cá (sim, sim… na minha opinião). Claro que a maioria das músicas são ótimas, mas não tão ótimas quanto as das décadas anteriores.

Como foi feita a lista

Quase 4.000 canções receberam votos. Enquanto a versão de 2004 da lista era dominada pelo rock e soul antigos, a nova edição contém mais hip-hop, country moderno, indie rock, pop latino, reggae e R&B. Mais da metade das músicas aqui – 254 ao todo – não estavam presentes na lista antiga, incluindo um terço do Top 100. O resultado é uma visão mais ampla e inclusiva do pop, música que continua reescrevendo sua história a cada geração.

E aí? Gostou da lista?

Comente

Você também deve gostar destes