Você está viajando de carro por estradas lindas do campo, quando avista um pasto cheio de vacas e, entre elas, tem uma vaca roxa.

Image by kordula vahle from Pixabay
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O que você faz? Liga pro seu psiquiatra para ajustar a medicação? Tira o telefone do bolso e tira uma foto? Faz um vídeo e pública nas redes sociais?

Esse é o comportamento que o efeito Purple Cow proporciona. É quando você vê algo tão fora do comum que precisa contar pras pessoas e, mais importante, não consegue tirar aquilo da cabeça.

Criado em 2002 por Seth Godin, autor do livro “Purple Cow: Transform Your Business by Being Remarkable” e um dos profissionais mais influentes no marketing, o conceito de Vaca Roxa surgiu como um atributo desejável para as marcas serem notáveis.

O conceito não é novo e, ainda nos dias de hoje, vejo muitos profissionais e marcas utilizando ele. Com maior entendimento da estratégia, conseguimos inclusive nomear marcas que parece que são posicionadas a partir do efeito. E foi com a Vaca Roxa na cabeça que eu imaginei uma situação alternativa:

Você está viajando de carro com os amigos. Ou andando pelo estacionamento de um shopping ou supermercado. E, no meio de tantos carros e informação visual, você avista um fusca azul.

O que você faz? Eu imediatamente daria um soquinho no braço da pessoa ao lado. Porque essa é a brincadeira do fusca azul: viu um fusca azul, dá um soquinho. É uma tradição, se você não agir de imediato, quem receberá o soco é você.

E se, ao invés de posicionarmos nossas marcas como Vacas Roxas, posicionarmos elas como fuscas azuis? Indo além de ficar na cabeça das pessoas, mas instigar o público a tomar uma ação imediata?

Falando nisso, você conhece a origem da brincadeira do Fusca Azul?

Reza a lenda que ela foi criada, muito sem querer, por Henry Ford, no início do século 20. De acordo com a lenda, os carros fabricados pela Ford eram pintados apenas na cor preta, pois secava mais rápido, o que agilizava a linha de produção. Até que, em um lindo dia de 1914, aconteceu um erro que fez a tinta sair com um leve tom azulado, foi ao ver o carro meio azul que Henry deu um leve tapinha nas costas do responsável pela tinta, iniciando a brincadeira.

Outra lenda tem relação com o apelido do carro nos Estados Unidos. Lá, o fusca é chamado Beetle, que também significa besouro. Além disso, o carro foi popularmente apelidado de Bug, ou seja, inseto. Diz a lenda que a brincadeira começou com amigos “esmagando o inseto” no braço uns dos outros, sempre que avistavam um fusca.

Qual a origem oficial da brincadeira? Eu honestamente não sei. Mas o efeito, com certeza, existe e é forte. E foi pensando nisso que eu lancei a máxima: em terra de Vaca Roxa, seja um Fusca Azul.

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