Chegar num consenso sobre a definição de criatividade é bem difícil. Enquanto uns acreditam que o conceito está relacionado à capacidade de criar coisas novas a partir do zero, outros entendem que o ato criativo consiste em replicar e combinar coisas já vistas antes com um olhar próprio (eu fico no segundo time).

A Teoria das Estações de Ônibus de Helsinki surgiu no meio artístico – mais precisamente entre fotógrafos – e nos traz uma analogia perfeita pra explicar o processo criativo. Na capital da Finlândia, as estações iniciais de ônibus ficam concentradas no centro da cidade, e todos os ônibus passam pela mesma rota, fazendo as mesmas paradas nos primeiros quilômetros. Somente a partir de um determinado ponto as rotas começam a se dividir, e cada ônibus segue seu caminho rumo ao destino final.

O que essa teoria tem a nos ensinar?

Muitas vezes quem está iniciando no processo artístico busca referências para produzir os primeiros trabalhos. Logicamente, isso é bem diferente de plagiar. Mas quando essas pessoas veem seus trabalhos sendo negados ou comparados ao de outros autores, acabam desistindo e “descendo do ônibus”. O que acontece depois pode ser um tanto previsível: eles retornam à estação inicial e se deparam com o mesmo caminho. Bem desanimador, eu sei.

O segredo está em seguir em frente. Encare as críticas construtivas, aprenda com os erros e permaneça no ônibus só mais um pouquinho. Sua vida pode estar prestes a mudar.

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