Ano após ano, escolas do Brasil inteiro concentram esforços e direcionam seus recursos para emplacar bons resultados em avaliações como o ENEM e vestibulares. Porém, a prática de vender acesso ao ensino superior tem suas armadilhas. A escolha por ingressar em uma universidade deveria ser um objetivo do estudante, e não da escola. E a imposição desta escolha tem custado a saúde dos jovens e a qualidade do próprio aprendizado.

A competição é superestimulada. A maioria das escolas tradicionais está orientada para a exposição de conteúdos e realização de exames. Prática que condena o erro e que impõe grande estresse sobre os estudantes em desenvolvimento, acarretando problemas de desmotivação, ansiedade, baixa-autoestima e mais graves, como a depressão.

Consequentemente, uma escola voltada para o desempenho e para as melhores notas ignora aspectos fundamentais da educação, como os listados pela UNESCO: aprender a ser, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a conhecer. Ou seja, as escolas supostamente transferem o conhecimento, mas não preparam para a vida.

Novos caminhos e novos parâmetros

Há lugares no mundo em que as escolas superaram estes modelos (que datam desde a era industrial). É o caso da Finlândia, que aboliu as notas, provas e séries. No lugar delas, estabeleceu a transversalidade do conhecimento, os objetivos específicos de cada aluno e a avaliação processual. Com isto, o país já alcançou as posições mais altas nas avaliações mundiais de educação.

Todas estas mudanças estão relacionadas com a busca inédita pelo bem-estar dos estudantes, com a qualidade do aprendizado, com a cooperação e com a felicidade do ser humano.

Esta escola de Jundiaí, no interior de São Paulo, que há três anos também transformou sua prática e construiu sua própria metodologia, agora passou a adotar a Felicidade Interna Bruta como indicador para o sucesso e qualidade.

No último mês de outubro, disponibilizou para todos os seus estudantes uma pesquisa com cerca de 30 questões, em que cada um deveria avaliar em escala de 1 a 5 (em que 1 é pouco e 5, muito), os seguintes parâmetros: Ambiente de Confiança, Bem-Estar Físico, Social e Ambiental, Oportunidade de Crescimento e Desenvolvimento e Pertencimento, Participação e Liberdade Para Fazer Escolhas.

Veja abaixo os resultados obtidos:

felicidade interna bruta

De acordo com a escola, como primeiro resultado, não poderiam estar mais FELIZES. “Agora temos parâmetros concretos para perseguir e aprimorar com trabalho. A felicidade dos alunos é sentida nos seus projetos, nas suas conquistas, nas relações e no envolvimento de todos”, enfatiza o grupo de educadores responsáveis pelo projeto.

* Responda você também ao Felicitômetro neste link e descubra o quanto a sua escola te faz feliz.

1 comment
  1. Felicidade Interna Bruta!
    :D
    Que golaço! Que maravilha!!!

    Meu felicitômetro explodiu só de saber que isso existe em português!
    <3

    Por um Brasil com mais Santa Felicidade, Batman!

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