Tem muita HQ, filme, livro e game que homenageia a obra de Howard Phillips Lovecraft. A lista é gigante e, logicamente, nem tudo é bom ou presta a homenagem de maneira legal. No entanto, sempre aparece algo que se destaca; é o caso de SOURCE OF MADNESS.
O game é um roguelike que gera o cenário e as criaturas de maneira procedural, ou seja, cada vez que você faz uma run no jogo, o ambiente e os inimigos mudam. Tecnicamente, é impossível você experienciar uma mesma tela duas vezes.
Detalhes técnicos de lado, SOURCE OF MADNESS me ganhou pelo caos de gameplay, ambiência, sonorização, referências ao trabalho lovecraftiano e arte nitidamente inspirada no trabalho do polonês Zdzisław Beksiński.
O trailer a seguir mostra um pouco do climão da parada:
Propositalmente o jogo possui um gameplay punitivo onde, muitas vezes, você fica perdido numa maré de criaturas e precisa dar seguidos dashes para achar uma área em que pode ficar usando poderes de diferentes anéis. Como bom roguelike, prepare-se para perder um bom tempo nas primeiras runs acumulando energia para dar upgrade numa (complexa) árvore de habilidades.
SOURCE OF MADNESS não é daqueles jogos que agradam muita gente. A arte gera uma ambientação um pouco opressiva e – no caso do Nintendo Switch – jogar na tela pequena pode não ser muito prático.
Eu estou jogando, adorando e já preenchi quase metade das habilidades para fluir melhor nas fases.
#GoGamers