Hackear emoções: por que a saúde mental é tão importante nos dias de hoje?

Temperamos nossos experiências com muito mais Chronos do que Kairós. Vivemos o tempo com muito mais números do que sensações.

No último episódio do CrieAtive+ Podcast aprendi algo muito interessante.

Durante a conversa com meu amigo Gabriel Matos, ele usou a expressão “sobramos apenas nós”.

Achei incrível esse olhar sobre a realidade atual.

Depois de todos os mecanismos inventados por nós serem totalmente digitalizados, ficamos apenas nós e as máquinas.

O que acontece agora?

Somos máquinas orgânicas que se emocionam e elas são máquinas digitais que não choram.

Somos sedentos por prazeres e fortes emoções e elas são viciadas em informações.

Somos dependentes da nossa imaginação e as máquinas ainda têm muito a aprender com a gente.

Gabriel disse que “sobramos apenas nós”, e agora é preciso um olhar para o que há de mais sofisticado no universo. Pelo menos até onde sabemos.

O interior de um ser humano é um lugar cheio de possibilidades. Talvez por isso tenhamos tanto medo de passear pelos corredores de nossos próprios pensamentos.

Talvez a imensa escuridão que chamamos de ignorância nos assuste tanto por que é difícil imaginar onde ela termine.

Temperamos nossos experiências com muito mais Chronos do que Kairós. Vivemos o tempo com muito mais números do que sensações. Damos mais importância ao relógio do que ao coração.

As oportunidades para viver experiências transformadoras no tempo Kairós são massacradas pelo peso do tempo Chronos.

É preciso hackear nossas emoções. É preciso olhar para um universo cheio de espaços, recheado de galáxias e vida inteligente que há dentro de nós. A viagem pode parecer perigosa e o tempo talvez não esteja do nosso lado, mas lembre-se de que a imaginação não viaja à velocidade da luz, ela vai muito mais rápido.

Então, talvez seja muito mais divertido olhar para dentro de si, abraçar a aventura de se tornar o protagonista da sua própria história e não ter medo de suas emoções.

Elas são o combustível que a imaginação usa para viajar para aos lugares mais distantes da sua mente.

Máquinas precisam de informação, mas você só precisa de motivos. Valorize a sua saúde mental. Desacelere, então você vai entender o que significa romper a velocidade da luz.

Consegue imaginar?

William Barter

Consultor de marketing e autor dos livros "Criatividade: Em Busca de Significado Para o Ato de Criar" e "Imaginação: A Arma Mais Poderosa do Universo". Pós-doutorado em Curiosidade Mórbida pela Life University.

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