Beijo do Gordo: o adeus a Jô Soares

Jô Soares era um dos maiores humoristas brasileiros e deixa um legado de revolução para o humor nacional.
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Jô Soares faleceu hoje cedo no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O artista que tinha 84 anos e estava internado há mais de um mês, não resistiu ao tratamento. José Eugênio Soares deixou um legado na dramaturgia, literatura e TV. 

O motivo da sua morte ainda não foi divulgado. De acordo com o G1, a cerimônia de despedida será íntima e terá apenas familiares e amigos mais próximos. 

Jô, como era conhecido artisticamente, nasceu no Rio de Janeiro em 1938 e abandonou a carreira de Diplomata para se dedicar à TV. Veja agora alguns dos momentos mais importantes do Jô e os motivos pelos quais ele será inesquecível à arte brasileira. 

Antes algumas curiosidades: Ele namorou a atriz Claudia Raia, teve um filho que faleceu aos 50 anos e fazia Charges, muitas delas censuradas durante a Ditadura Militar.

O Humor começa a aparecer

Entre 1967 e 1971, Jô ganhou o programa de destaque “Família Trapo” onde era roteirista com o, também, humorista Carlos Alberto de Nóbrega. Nesta mesma série, tempos depois ele ganhou o papel do Mordomo Gordon. 

Em 1970, assinou com a TV Globo e estreou na emissora com “Faça Humor, Não Faça Guerra”. Além destes, passou por outros programas até estrear o Viva o Gordo (maior ícone de sucesso humorístico da sua carreira). 

Jô, o apresentador

Em 1987, Jô não renovou contrato com a Globo e decidiu ir para o SBT. Começou a apresentar um programa de entrevistas. O “Jô Soares onze e meia” ficou no ar por 11 anos. Segundo Jô, esse estilo de arte era o que mais lhe dava prazer. Ele afirmou que se sentia vivo conversando com os entrevistados. 

No ano 2000 ele retornou à Globo e ficou no ar até 2016 com “O Programa do JÔ”. Este modelo de programa se tornou um marco na televisão brasileira. 

Jô, o literato!

Além da TV e do humor, JÔ Soares era também um escritor nato. Além de publicar crônicas Nos jornais “O Globo” e “Folha de São Paulo”, ele lançou livros aclamados: “O Astronauta sem Regime”, “O Xangô de Baker Street”, “O Homem que matou Getúlio Vargas”, Assassinatos na Academia Brasileira de Letras e As Esganadas. 

Beijo do gordo

Ao longo de sua carreira na televisão, Jô ficou marcado por alguns bordões. Entre eles, o “beijo do gordo”. O humorista usava essa frase em seu programa para se despedir do público. 

Despedir-se de Jô Soares é, para muitos fãs e artistas, um momento de lembranças, tristeza e saudade. Durante toda a sua carreira, Jô fez história, lançou artistas, tirou do marasmo uma população que carecia de sorrisos leves. Certamente, o artista se tornará imortal no coração daqueles que acompanhavam sua carreira, seus feitos e sua contribuição. A nós, fica um “muito obrigada” por revolucionar o humor, o talk-show e a vida de inúmeros brasileiros. 

Redação

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