Criatividade: o que o medo significa para você?

A criatividade assusta. E é exatamente esse o seu papel. Caso contrário, não acontece nada de realmente novo.
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A entrevista foi toda pautada em sua capacidade criativa e como poderia revolucionar aquela empresa. Quando terminou, ela saiu vibrante da sala de reuniões, enquanto digitava uma mensagem para a sua fã número 1: “Fui contratada, mãe!”.

A garota tinha sangue nos olhos.

Em seu primeiro dia, ela chega de voadora, cheia de energia.

– Vamos fazer isso, aquilo e isso aqui também!

Todos da equipe olham para ela. Veem-se flashes seguidos de trovões. É preciso buscar abrigo, entender quem controla o clima e quando é a hora certa de fugir da tempestade.

“Conheci alguns gênios com quem era tão difícil trabalhar que tive que deixá-los ir embora”, diz Ed Catmull. “Por outro lado”, continua, “alguns de nossos funcionários mais brilhantes, agradáveis e eficazes foram demitidos por empregadores anteriores por não serem nada disso”, finaliza o presidente da PIXAR.

As empresas estão prontas para serem “criativas”?

Fala-se muito sobre o assunto mas sabe-se muito pouco sobre criatividade.

Olhamos para ela com um tipo de encantamento que mistura medo e estranheza.

Sabe quando a gente leva um susto tão grande que acaba rindo de nervoso? É bem isso.

A criatividade assusta. E é exatamente esse o seu papel. Caso contrário, não acontece nada de realmente novo.

Sim, eu sei. Talvez você esteja pensando: isso é muito radical!

Sim, é!

Criatividade pressupõe terremotos, tempestades, inundações, dor e desespero. Não literalmente, mas culturalmente.

Essas revoluções necessárias são o único remédio para um futuro inevitável.

Existe um cenário nebuloso, sobre o qual é quase impossível fazer previsões.

O futuro envia mensagens truncadas e temos apenas o presente para decifrá-las. E como fazer isso usando os mesmos métodos antigos que nos trouxeram até aqui?

Estamos todos em busca de um jeito de sobreviver como pessoas e empresas, nesse dinâmico e admirável mundo novo.

Sabemos que isso só será possível com criatividade, mas essa bendita dama é terrivelmente assustadora para a maioria das pessoas.

E aí?

Estamos acostumados com o predefinido, o pronto para uso, no conforto de nosso tempo e espaço. Qualquer coisa fora disso significa um grande problema.

Eu li recentemente um material do Google, disponível em seu canal re:Work que gosto muito e acredito ser valioso para quem deseja mergulhar nessa aventura de levar a criatividade a sério.

Eles falam dos cinco importantes pontos necessários para se ter uma cultura organizacional saudável, preparada para as grandes revoluções que a criatividade sempre gera.

Leia com atenção!

1 – Segurança psicológica: podemos correr riscos nessa equipe sem nos sentirmos inseguros ou constrangidos?

2 – Confiança: podemos contar uns com os outros para fazer um trabalho de alta qualidade no prazo?

3 – Clareza: as metas, funções e planos de execução em nossa equipe estão claros?

4 – Significado: estamos trabalhando em algo que é pessoalmente importante para cada um de nós?

5 – Impacto: de alguma forma, o trabalho que fazemos é importante para a nossa comunidade, a nossa cidade ou para o mundo?

É simples, poderoso, complexo, humanizante e necessário.

Um ambiente em que há confiança mútua, segurança para a troca de ideias, clareza em tudo o que se faz, significado no nível pessoal e coletivo é tudo o que precisamos para criar revoluções criativas.

Essas 5 perguntas acima fazem toda a diferença para uma empresa que deseja fazer alguma diferença.

O mundo implora por novidades criadas por pessoas, não por máquinas ou pessoas que pensam como máquinas.

O espírito colaborativo é o único jeito de se rebelar contra o individualismo que mata a criatividade logo no seu berço.

Estamos todos com medo. Temos receio do futuro e do presente. Temos pavor do que a criatividade pode fazer com a nossa zona de conforto pessoal, profissional e corporativa.

Ela tinha sangue nos olhos.

A garota da nossa história foi demitida pelos mesmos motivos que lhe deram aquele emprego.

Mas, isso não a incomodou. Pelo contrário. Ela saiu de lá para abrir seu próprio negócio e criar uma cultura de trabalho onde todos pudessem contribuir com liberdade e somar.

Não estão à prova das intempéries da vida, o que é impossível, mas, juntos, lidam com todos os aprendizados mais complicados, o que usam como fertilizante para novas ideias.

Ao contrário de esperar o futuro dizer alguma coisa, a gente pode inventá-lo usando o medo como inspiração e não como freio.

O que o MEDO significa para você?

William Barter

Consultor de criatividade em cultura colaborativa educacional e empresarial.

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