SXSW: os próximos passos do Bitcoin

O valor e a opinião pública do bitcoin parecem oscilar com certa volatilidade: há quem ame, quem odeie e aqueles que sabem que, independentemente dos seus sentimentos a respeito, a criptomoeda é algo irreversível.

Em comum, todos esses grupos têm o “desconhecimento” — porque embora muita gente entenda o conceito e as dinâmicas da moeda virtual, pouca gente está acompanhando de perto a evolução do setor, que descentralizou o capital e conseguiu criar transações financeiras irrastreáveis.

Todos os prós, os contras e os avanços da criptomoeda serão abordados no palco do SXSW, que abre o microfone para os maiores especialistas do mercado explicarem um pouco da revolução que a moeda virtual simultaneamente enfrenta e impõe.

Para dimensionar a relevância desse bate-papo, vale lembrar que, até dezembro de 2018,  32 milhões de carteiras virtuais foram criadas, e 5% desse total correspondem a usuários em terras norte-americanas. Por questões de privacidade, muitas pessoas optam por operar mais de uma carteira virtual, de modo o número de usuários é bem menor que o montante de contas: cerca mais de 13 milhões. Quando falamos apenas de usuários ativos, esse número cai para 7 milhões.

Em uma pesquisa divulgada pelo Bitcoin Market Journal, 2,3 milhões de pessoas fazem uso da criptomoeda para pagamentos e transferências, enquanto 4,8 milhões de usuários usam a moeda digital como investimento, esperando lucrar com a compra e venda de bitcoins — quase como o mercado de ações.

Ainda de acordo com o BMJ, a criptomoeda está em ascensão sobretudo em países cuja economia enfrenta algum tipo de crise — e, “pasmem”, o Brasil é um deles, junto com Venezuela e Colômbia.

Enquanto ainda arranhamos a superfície da complexidade que é o universo das moedas virtuais, muitas coisas vêm acontecendo nos bastidores; e é preciso tentar acompanhar os processos para antever e se preparar o bolso e os negócios para a grandes transformações: porque o dinheiro virtual vai cobrar caro o preço de qualquer ignorância.

Uma sugestão para começar a “tatear” esse assunto é assistir a íntegra do TED Talk dedicado ao tema.

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Eloa Orazem
Sobreviveu ao retorno de Saturno, mas não o fez intacta: se (des)fez em pedaços ao longo do caminho, e agora tenta montar um quebra-cabeça pessoal que faça algum sentido. As dúvidas e as mudanças perdoam a carreira -- Eloá é jornalista há dez anos, e tem passagens por revistas, sites, televisão e rádio.
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