Dormir bem para viver mais: um superpoder subestimado

Já faz alguns anos que Arianna Huffington, depois de despencar com o rosto em uma mesa de trabalho por conta de noites mal dormidas, passou a clamar que dormir também é uma forma de alcançar o sucesso. Se você não estiver assim tão preocupado com sucesso, quem sabe se preocupe com o seu tempo de vida? 

Segundo Matt Walker, neurocientista e cientista do sono no Google, se privar de sono é quase como um ‘suicídio homeopático’. Em seu TED Talk, ele explica que dormir mal pode causar um déficit de 40% na geração de novas memórias, reduzir em 70% as células do sistema imunológico, além da potencial conexão com diversos tipos de câncer e até mesmo distorções do seu código genético (!) A situação é grave a ponto da Organização Mundial da Saúde ter considerado o trabalho em terceiro turno como um provável carcinogênico, por conta da disrupção do padrão de sono (!!). 

Para alguém aficcionado pelas estatísticas de sono do meu Fitbit e com tendência a um comportamento mais coruja, ficou a provocação: será mesmo que vale a pena virar a noite para entregar aquele projeto, ou assistir a só mais um episódio daquele seriado que estou maratonando, se o impacto for deixar o Alzheimer ou a demência chegarem mais cedo? Se a sua resposta também for não, Walker tem duas dicas básicas: tente dormir e acordar nos mesmos horários sempre (o Fitbit tenta ajudar com isso); mantenha o quarto de dormir mais frio, em torno dos 18° graus (um desafio para o Brasil); e lembre-se que o ‘contador do sono’ reseta todas as noites – ou seja, não adianta dormir mais aos finais de semana para compensar as noites mal dormidas durante a semana.

Boa noite, e boa sorte.

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Jacqueline Lafloufa
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