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Sao Paulo
19/11/2019
Cinema

Você riu do anão?

Coringa, um filme para destruir a forma como qualquer pessoa pensa sobre si mesma.

Você riu do anão? Então, vá procurar uma terapia. Sua situação é séria e você precisa de ajuda.

Sim, o filme de Todd Phillips é uma obra de arte. Chato demais ouvir as pessoas dizendo que a violência que ele mostra é desconfortável e perigosa. Perigoso é… bom, deixa pra lá. Todos sabemos o que é perigoso nessa nossa sociedade.

Assisti a cada minuto imerso em uma expectativa singular. Jamais estive em uma perspectiva tão avassaladora de entender a mente do ser humano. E não se engane, a loucura mais bizarra e estarrecedora não é a de Arthur, o personagem de Joaquim Phoenix.

O roteiro entrega de bandeja um Raio-X de nossas piores mazelas como seres humanos. A loucura está explícita e muito bem documentada em cada cena, revelando o que ela pode fazer com qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade.

O louco da história não é o Coringa, definitivamente.

Ele é o resultado de uma psicose social sistêmica. A sua condição é subestimada, renegada e esquecida, dando origem à sua desgraça épica. Ele cai de paraquedas naquilo que qualquer pessoa chamaria de puro acaso, e, no final, entende-se que uma sociedade que ama e defende doentes mentais como seus mártires é tão cruel, maniqueísta e pervertida quanto seus ídolos. Adoramos apenas aquilo que se parece com nossos próprios sonhos.

Se você riu na cena em que o anão sofre por temer por sua própria vida diante de uma porta que não se abre, você é tão doente quanto o personagem que temíamos ser capaz de tirar-lhe a vida.
O roteiro está o tempo inteiro tentando revelar o que há de mais sombrio em cada um de nós.
Arthur não é o vilão aqui. Ele serve apenas de catalisador em uma mistura química que contempla todas as nossas convicções como cidadãos de bem que pensamos ser. Afinal, esse meio social no qual acreditamos ser o lugar perfeito onde é possível viver nossos sonhos e aspirações pode ser o nosso próprio inferno.

Talvez você não consiga entender o que eu estou tentando dizer. Tudo bem. Mas tente, assim que puder, avaliar a realidade ao seu redor. Não vou dar dicas e nem mesmo fórmulas. Basta olhar com um pouquinho de paciência. Você acha, realmente, que está tudo bem e que a vida que você vive é a melhor versão possível do que esperava que fosse?

Temos inveja “mortal” de gente que tem coragem de se mostrar sem máscara; de gente que não tem mais paciência de fingir ser quem não mais conseguem ser. Suportamos apenas aqueles que ainda seguem suas vidas usando capas e maquiagens, capazes de mostrar apenas uma porção da sua própria essência.

O Coringa é apenas uma peça ficcional, não se engane. Violência há em todos os lugares e em tons e níveis muito piores e mais próximos que imaginamos. Mas, seria bom aproveitar para refletir sobre quem somos e o que queremos dessa nossa existência. Estamos enlouquecendo um pouco a cada dia, sem perceber que a beira do abismo está também cada vez mais próxima. Não há loucura no personagem de Arthur. Nenhuma que não tenha sido colocada lá, pelas mãos das pessoas que deveriam ter tomado conta dele. A falta de cuidado com nossas crianças, hoje, e o desprezo com o meio ambiente (não resisti) acarretará um preço impagável para um futuro muito próximo.
O filme é só uma obra de arte. Um chamado para que a nossa geração pense nos estragos terríveis que estão sendo feitos na mente das pessoas que um dia revidarão contra um mundo com o qual não se identificam.

Pessoas são fontes de surpresas doces e maravilhosas, mas também de tragédias que botam fogo em tudo e fazem a realidade se perder no horizonte. O preconceito é uma desgraça que apenas aumenta o poder destruidor de uma verdade inflamável que nunca tarda em mostrar a sua força.

Assista com o coração aberto, e não ria do anão. Se rir, procure ajuda terapêutica, rápido! Eu vou fazer isso, porque não resisti e ri alto, para minha fatídica tristeza….

48 comentários

CARLOS ALBERTO BRITO DE LIMA 15/11/2019 at 2:30 AM

Concordei com 98% do texto sai com vontade de falar ou escrever exatamente o que vc descreveu aí em cima, vejo na periferia e vejo no centro de São Paulo não só cenários como tbm personagens como o coringa, e a cena do anão para mim foi uma provocação do ator para nos fazer parecodi9com o coringa, ou seja, mesmo após uma morte tão pesada a gente riu categoricamente segundos dps, se a gente ri assim logo dps de um episódio assim, Quem somos nós para classificar o coringa como louco

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Bauducco 11/11/2019 at 11:19 AM

Óbvio que eu ri do anão. A cena foi montada pra fazer rir. Quem não riu do anão só pode ser uma pessoa desprovida de sentimentos humanos, um psicopata tão doente quanto o personagem principal, que tem medo de expor o que sente com medo da represália de seus pares moralmente superiores. Você não riu do anão e saiu do cinema se achando um anjo na Terra, alguém iluminado com a empatia suprema de se botar no lugar do diminuto ser que não existe. Você não riu do anão, mas sentiu vontade de rir, mas como você é um homem melhor, segurou essa vontade feia e suja e naquele momento já começou a imaginar o texto em que apontava o dedo para as pessoas feias e sujas que riram do pobre anãozinho. Vai se tratar, maluco!

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FABRICIO 25/10/2019 at 12:27 PM

OK! Isso é a maior baboseira q li em tempos(mentira, direto vejo coisas do tipo).
Veja bem, do meu ponto de vista e superestimar essa galerinha q fica 100% d um filme esperando uma piadinha. Tenho certeza q a maioria q riu foi por causa disso – pq querendo ou não, por mais q o filme tinha um “filtro” nessa cena, passou-se tbm uma ideia de cena cômica.
Eu não dei um único sinal d risada genuína, fui ri quando td mundo riu e pensei q seria legal seguir a galera. No entanto, a cena me gerou uma curiosidade do crl!! o q eu mais queria ver era o q o Arthur ia fazer com o anão, ja q com um maluko enorme ele fez o q fez.

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Anônimo 20/10/2019 at 4:01 PM

Que texto idiota ! Claro que aquela cena é terrível, mas todos sabemos que é um filme e que realmente não aconteceu. Esse pessoal que romantiza o politicamente correto, que leva tudo a sério até mesmo em um filme de ficção é que tem que procurar uma terapia.

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Anônimo 20/10/2019 at 11:25 AM

o alívio cômico ta na vítima pedir ajuda ao assassino pra fugir, e o assassino ajudar, n tem nada psicológico nisso

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Anônimo 18/10/2019 at 10:55 AM

Novo modo de polarizar pessoas: “riu do anão vs. não riu do anão” tsc. tsc… a sociedade está podre, mas postagens como essa não estão ajudando nem um pouco.. rsrsr

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Matheus 19/10/2019 at 1:30 AM

Não é questão de polarizar, mas sim entender a situação que o filme quer passar. Como o próprio Arthur falou, humor é subjetivo, e se vc escolhe rir de uma deficiência, sinto em lhe informar que aquele filme não te acrescentou nada.

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Ele 17/10/2019 at 8:17 PM

Não merece nem meu comentário, sua visão é dessa de politicamente e vitrinismo. Zuado

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Cristhiano Saud 17/10/2019 at 4:02 PM

Ri Litros! Pala Eterna! E daí?

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leticia 17/10/2019 at 6:59 PM

eu ri tb. Alias, eu ri porque entendi a piada.
Foi ironia, ele trancou a porta fez aquilo e depois mandou o anão sair.. ai a ironia o anão não alcançava na tranca. isso foi super irônico e eu adoro uma ironia.
Mas dava pra ver que ele não iria matar o anão, estava decidido a isso quando falou pra ele sair.
Nesse filme acredito que é o “nascimento” do curinga, no caso ele não tava totalmente louco ainda, pq a metamorfose tava acontecendo.

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Saulo Louzada Lessa 17/10/2019 at 6:40 AM

“O objetivo da arte é levar-nos ao conhecimento de nós mesmos, pela revelação de todos os nossos pensamentos, até o mais secreto, de todas as nossas tendências, virtudes, vícios, ridículos e, portanto, contribuir para o desenvolvimento de nossa dignidade, para a perfeição de nosso ser. Não nos foi dado banquetear-se com quimeras, intoxicar-nos com ilusões, enganar-nos e enganar-nos com miragens, como entendem os clássicos, os românticos e todos os seguidores de um ideal vaidoso; mas para nos livrar dessas ilusões perniciosas, denunciando-as.”

Pierre-Joseph Proudhon

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Macgyver Freitas 17/10/2019 at 3:21 AM

A reflexão sobre a reação a uma cena cômica numa atmosfera de violência, é muito valida. Mas o autor do texto só colocou umas coisas óbvias, precisamos de políticas de bem estar social, e pra além disso só teve umas conclusões sem sentido e a tentativa de convencer o leitor sobre seu ponto de vista pela estratégia “se vc discorda é pq n foi capaz de entender”

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Eu 17/10/2019 at 12:19 AM

Eu não conseguir rir, assisti dublado (esperando o legendado na net) e percebi que a voz era do Gigante Léo (conheci ele no Casto Brothers UTC) e fiquei muito orgulhoso por ele velho, tipo, ele atuou tão bem que percebi o desespero dele que nem deu vontade de rir e sim de aplaudir, ator pra krlho, mas msm se não fosse ele eu não conseguiria, muita tensa aquela cena, qualquer movimento ou atitude errada ele iria ter o mesmo fim do colega, fiquei em choque.

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Anônimo 17/10/2019 at 12:09 AM

Discordo veementemente desse posicionamento! O perigo que a cultura pop/geek traz ao mostrar um vilão puramente sádico no aspecto de um homem comum e colocá-lo num pedestal, para a interpretação de pessoas facilmente influenciáveis no nicho de homens brancos membros de channers e qualquer outro fórum de haters/preconceituosos de internet, é extremamente nocivo à sociedade. Esse texto disse que o filme é “apenas uma obra de arte”: não nos esquecemos de que a arte é um dos maiores pilares para influência da construção das atitudes de pessoas dentro de um contexto social. Sabemos que a interpretação mais correta do filme é não romantizar o Coringa, mas, convenhamos que tentar justificar sua história e, principalmente, colocá-lo em um rótulo de cidadão comum que só se tornou psicopata apenas por culpa de terceiros é, no mínimo, preocupante, tendo em vista milhares de indivíduos já se familiarizando e, pior, se identificando com alguém que tem prazer pelo caos e pela destruição.
Não me surpreende ver que no Dogolochan (o mesmo fórum que o homem que cometeu o atentado de Suzano participava) já estão convocando outro massacre na UniCarioca, inclusive, fazendo referências ao filme do Coringa e ao Bolsonaro, porque eles querem ser conhecidos como o vilão do filme, cuja interpretação distorcida e equivocada os levaram a pensar que poderiam ser como ele.
O texto que você postou é bem fraco, no que diz respeito à argumentação, são pensamentos reduzidos a simplismos, levando apenas em consideração uma ótica. Precisamos refletir um pouco mais sobre o perigo sim que a violência inserida na realidade da ficção da obra nos apresenta.

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Edirlei 16/10/2019 at 11:33 PM

Cara, adorei seu texto. Demonstra um pouco da raiz do coringa do filme, de uma mente destruída por uma sociedade distorcida e superexposta. Esses que criticam podem espernear, xingar, dizer que é exagero, mas tenho certeza que seu texto causa em todos uma “coceirinha” de verossimilhança com o que vivemos.
Percebo que sua análise da cena do anão foi para causar incômodo, mais do que nos alertar. Da mesma forma que a cena para o filme. A cena do anão veio para causar o distanciamento do personagem, nos trazendo para o mundo real. Bertold Brecht fazia muito no teatro. Te trazer à realidade. Ninguém queria o anão morto. Sua morte levaria o personagem a uma “irracionalidade” que não seria interessante para o personagem.
O público ainda tentava diger a morte da mãe. O ápice da loucura construída ao longo do filme. A cena nos trouxe à realidade. A ironia da cena serviu para isso. Um homem comum, no lugar do anão, não faria o mesmo efeito. Parabéns pela análise!

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William Barter 18/10/2019 at 2:53 PM

Obrigado pela lucidez Edirlei! O caos que foi causado já era esperado…. Normal numa sociedade que cultiva o ego como única fonte de alguma alegria possível… Vlw pelo comentário!

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Koscakera 16/10/2019 at 10:44 PM

Não vem lacrar não bonitão. Puta texto fraco, tendencioso e de baixa análise. Alívio cômico, já ouviu falar? Coringa é um VILÃO. Não caga no filme não.

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Bárbara Gualassi 18/10/2019 at 6:26 PM

alívio cômico em cena gore, onde o cara acaba de ver o amigo ser brutalmente assassinado por seu outro amigo e está literalmente perturbado e apavorado k entendi

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Anônimo 22/10/2019 at 9:16 AM

Sim, comédia é subjetiva amiga, pode ser uma piada leve ou uma piada totalmente pesada, mas no contexto faz graça, ponto.

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Lucas 16/10/2019 at 8:29 PM

Eu tava lendo e pensando “quanto exagero”… Até terminar. Pior que nem cheguei realmente a rir da cena, mas achei cômica. Digo, não ri dele tentando abrir a porta, mas ri dele pedindo pra abrir a porta.

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Lucas 16/10/2019 at 8:23 PM

haha

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Anônimo 16/10/2019 at 7:51 PM

Cuidado. Seu texto é pretensioso, saudosista e perigoso: coringa, Joker, arthur que seja, é deliberadamente um vilão. Além de supervalorizar um filme mediano, com uma boa atuação entretanto, o autor aqui mostra supervalorizar uma perspectiva alheia ao filme. Se fosse necessário forçar uma crítica social no filme, esta é bem clara: autoridades relapsas quanto a saúde mental da sociedade, todo o resto de pretensões quanto a este filme é um equivoco, é palavra de fã e do outro lado da moeda, pessoas mau intencionadas, portanto nada que o coringa faz é para ser relevado e sim considerado parte de sua psicopatia, a insanidade de um vilão não deve ser posta em cheque e lê-lo da perspectiva de um anti-herói é um perigo imenso. Agora o ponto final é que o personagem central é referência à uma sociedade insalubre e degenerada em que está inserido, Gothan City pouco ou pouquíssimo pode ser comparada à realidade das sociedades que ela alegoriza.

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Anônimo 16/10/2019 at 7:52 PM

Ah, eu não ri do anão.

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Jucelino 16/10/2019 at 7:02 PM

Gostei muito do seu texto e me fez lembrar da obra do Bergson sobre o riso. Para o filósofo a justificativa do porquê rimos é sempre frente a uma realidade distorcida, isto é, rimos daquilo que não é comum. Na situação do anão, rimos, rimos alto, porque aquela realidade não é (não parece ser a nossa). De certa forma, isso mostra o quanto estamos alienados no nosso mundo, ou naquilo que escolhemos fazer parte, ou não, dele.
Obrigada pelo texto.

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William Barter 18/10/2019 at 2:56 PM

Jucelino, vlw pelo comentário… o filme é uma ode ao “riso”, e ele está o tempo todo em perspectiva… ainda precisamos aprender muito sobre isso. Inclusive eu mesmo, e muito! Abs

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kin 16/10/2019 at 6:47 PM

Eu ri cada segundo da sena do anão ksadjhajdka exatamente por n saber se ele ia ou n matar o cara

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Moana 16/10/2019 at 6:38 PM

Olha .eu compreendi perfeitamente seu texto,gostei muito.E sim a cena do anão é muito engraçada mas ao mesmo tempo senti tristeza ao pensar que ele não teria a menor chance de viver se assim Arthur fosse pra cima dele,afinal as portas e todo o resto do mundo não foi planejado para nenhuma deficiências e no caso da cena fosse qualquer situação de perigo,como o anão iria se salvar?.Não achei lixo seu texto de forma alguma.Eu assisti o filne com a mesma sensação que voce teve.A maior violência desse filme é o papel de palhaços que fazemos sendo esfregado na nossa cara.Pessoas que fingem nos escutar,fingem ser compreensivas.Pra mim tem algo antes dentro do filme,afinal ele ja esteve no manicômio por algo que não se lembra,porém esse filme mostra uma pessoa sendo moldada por nós mesmos mesmo que sem “sentir”.Um soco no estomago esse filme.Nem precisa de Batman.

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William Barter 18/10/2019 at 2:58 PM

Legal Moana. Mt bom saber que há sensibilidade na sua análise… sim, não precisa de Batman rsrs… basta o coringa pra nos mostrar o quanto precisamos de algum tipo de ajuda… e quanto mais violentos nossos comentários, mas trágico é a situação a ser resolvida… obrigado pelo comentário! 🙂

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Kalicky Soares 16/10/2019 at 5:19 PM

Foi como se eu tivesse lido um aterro sanitário. Texto lixo. Você definitivamente não sabe escrever e nem tem mentalidade pra assistir filmes de ficção. Entendeu quase tudo errado e o pouco que entendeu, tbm foi errado.

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Silva 16/10/2019 at 4:11 PM

As pessoas dizem que riram de alívio porque “sabiam que ele não iria morrer”. Até ele não sair por aquela porta eu não tinha certeza nenhuma de que ele não iria morrer. Poderia o coringa simplesmente ter decidido matá-lo. Devido à tensão e ao fato de que não costumo rir de piadas em cima de deficiências de pessoas, eu não ri. Até me questionei se não levo tudo tão a sério demais, pq quase todos riram no cinema, mas depois do ponto levantado nesse post, acho que ok continuar problematizando, na verdade, é necessário.

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William Barter 18/10/2019 at 3:02 PM

Silvia, a não problematização da realidade faz com que ela se torne cada vez mais insuportável… e esse mesmo fato inibe qualquer vontade de mudar a própria realidade… foda! rsrs
chamam o coringa de psicopata… interessante ele ter deixado o anão ir embora… qual psicopata de verdade perderia uma chance de saciar sua sede por morte?
Obrigado pelo comentário! 🙂

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Luiz Reis 16/10/2019 at 2:43 PM

Sério esse texto? Autodidata e consultor? é tipo coach?

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Marcia Ferreira 16/10/2019 at 1:05 PM

Bom, se for por essa linha de pensamento, as pessoas deveria procurar terapia desde os filmes do Tarantino, que tem essa mesma linha.

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Homero Mattos Jr. 16/10/2019 at 12:20 PM

ponha-se no lugar do anão naquele instante. e, depois, em todos os outros. se quiser.
a vontade de ‘fugir d’isso tudo’… e as ‘portas que não abrem’…
quando se é criança então…

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Wagner 16/10/2019 at 10:27 AM

“Não importa o que fizeram com o homem, mas sim o que o homem fez com o que fizeram com ele.”

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Marcio 16/10/2019 at 1:18 AM

Texto non sense. A cena foi genial.

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gsutavo 15/10/2019 at 6:34 PM

que análise sem sentido, a cena foi pensada pra quebrar o gelo em meio a tanto caos, só isso

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Anônimo 15/10/2019 at 5:03 PM

hahahahahahahahahahaha,, melhor cena, a mais engraçada!

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Bruno Capella 15/10/2019 at 4:25 PM

“O riso é colocado em perspectiva o tempo todo durante o filme.” Exatamente isso. Fica totalmente constrangedor rir de qualquer cena no filme, porque é um soco a cada segundo. Mas eu também ri do anão, pelo alívio de que ficaria vivo…mas é isso, a linha entre o trágico e cômico é além de tênue.

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William Barter
William Barter 15/10/2019 at 4:53 PM

Exatamente, Bruno! Boa sacada…. vlwww

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Alexandre 15/10/2019 at 5:57 PM

Pois é…! Rir, como o personagem de Arthur mostra bem, não é necessariamente um reconhecimento do cômico. É possível rir por tantos motivos, inclusive de puro nervoso. No título tava ótimo! Mas a sua convicção de que rir do anão denuncia a necessidade de um diagnóstico por terapeuta, pintou de cores fortes demais uma reação bem comum nos cinemas… Todo mundo precisou desse riso para uma descarga emocional importante, até porque, a violência da cena que antecede o riso, pedia muito esse momento de alívio…!

A propósito, adorei a crítica!

Reply
William Barter
William Barter 15/10/2019 at 7:38 PM

Legal seu comentário Alexandre….
O interessante de um filme como esse é que vai gerar infinitas leituras, até porque mexe com o íntimo selvagem de todos nós….
e nessa hora não existe lei para dizer o que é certo ou errado…. usei a cena do anão para botar fogo e ver o incêndio pegar mesmo… queria ver como as pessoas reagiriam… e foi exatamente como aconteceu no filme: caos total. Cada um gritando por algo que muitas vezes nem entende bem, mas quer participar de alguma forma…
Foi uma experiência enriquecedora pra mim… aprendi muito… vlw por participar da discussão! abs

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Georges Duarte 15/10/2019 at 3:15 PM

Vc não riu do anão? Então vc é chato pra caralho. Sou de esquerda, repudio quem usa o termo mimimi, mas nem por isso temos que sensibilizar e problematizar em cima de tudo.

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João Victor 15/10/2019 at 4:35 PM

Amigão quem está problematizando aqui e você mesmo… Aparentemente você não leu o texto por completo ou teria notado o parágrafo final onde ele fala que riu alto.
Se não quiser ler o texto todo acho válido, afinal ninguém é obrigado, mas se for comentar principalmente se for algo negativo acho bom ler o texto completo primeiro.

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Anônimo 17/10/2019 at 10:32 AM

Cara
Eu ri da cena
Achei engraçada mesmo
Acho que a intenção da cena era mesmo ser engraçada
E era um riso nervoso também
Pois eu torcia pela vida do Anão
Talvez o diretor quisesse criar um momento em que a plateia ri sentindo agonia
Assim como o personagem do Coringa

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Jeff 15/10/2019 at 6:25 PM

Como sempre o Mimi Mimi

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marcio 15/10/2019 at 2:25 PM

o surpreendente é cômico, ficamos preocupados com o destino do anão e sentimos um alívio em saber que definitivamente ele nao iria morrer. Oq acontece apos o fato esclarecido eh uma surpresa engracada, acho normal rir foi uma cena genial.

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William Barter
William Barter 15/10/2019 at 2:35 PM

Genial mesmo Márcio!
Exatamente por isso que a coloquei em perspectiva. O riso que ocorre quando vemos um ser humano, que não sabe se vai morrer, tentando escapar da cena do crime mas não consegue por uma questão de deficiência física é trágico. O riso é colocado em perspectiva o tempo todo durante o filme. Ele ocorre em situações estranhas para todos nós, e nós mesmos sorrimos em situações que ainda achamos normais, mesmo que sejam terríveis, apenas por estarem em uma tela de cinema.
Obrigado pelo comentário!

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