Adeus Facebook? Conheça a nova rede do fundador da Wikipedia: sem fake news, com privacidade

Tivemos acesso a nova “WT:Social”, do co-fundador da Wikipedia, para você decidir se vale ou não investir seu tempo e conteúdo em mais uma rede. Tudo contra a ‘fake news’, será que funciona?

A nova rede social WT:Social (parente da Wikipédia), é uma repaginação do antigo WikiTribune, um site de notícias em que os voluntários escreviam e selecionavam artigos sobre notícias amplamente divulgadas, revisando, checando fatos, sugerindo possíveis alterações e adicionando fontes de outros canais. Jimmy Wales, co-fundador da Wikipedia, anunciou o site em abril de 2017 como um site com fins lucrativos, não afiliado à Wikipedia, e até outubro de 2018, o WikiTribune empregava jornalistas com formação estabelecida na profissão que pesquisavam, distribuíam e relatavam notícias.

E ontem, 5 de novembro, foi anunciado uma nova era para a plataforma, que lembrava um pouco o HuffPost. Wales publicou em um blog post que o WikiTribune agora será WT:Social, assim tornando-se uma social e migrando para uma plataforma de software totalmente nova de criação própria e construída do zero – abandonando o WordPress como âncora de programação.

Cheguei à conclusão de que o maior problema que gera mídia de baixa qualidade é que ela é meramente suportada por publicidade e que as redes sociais que fornecem tanta distribuição também são meramente suportadas por publicidade. O Facebook, o Twitter e outras redes sociais geram receita com base no tempo que você fica no site deles olhando e clicando em publicidade. O envolvimento é priorizado em detrimento da qualidade“, diz Wales no post.

O fundador destaca que a rede é uma idéia completamente única e um pouco louca: uma nova plataforma de rede social editável em colaboração. Sim, significa que você pode editar publicações de outras pessoas. Mas falamos melhor logo abaixo.

TESTAMOS

Para entrar na rede você precisa fazer seu cadastro https://wt.social/, diretamente ou via um link de convite. Após isto, você tem a opção de compartilhar com amigos ou pagar – colaborar com uma doação – para a manutenção da plataforma.

Enviei o convite para um grupo de Social Media e, tão logo, a fila de mais de sete mil pessoas se tornou em “bem vindo”. Foram literalmente três pessoas para “abrir as portas”.

Você tem um perfil pessoal, pode criar um SubWiki (que seriam como os “grupos”), mas as similaridades terminam por aqui, não existe mais nada do que têm costume de outras redes, é focado em notícias, não amigos. Nada é privativo e você não ganha poderes administrativos de nada que cria – apenas seu perfil. Não existem páginas especiais ou algo do tipo. E digo tudo isto pelo modo que foi anunciado por algumas empresas: Não vai competir com o Facebook. Quer corrigir a era das fake news nas redes sociais, e questiono se vão conseguir em grande escala.

A plataforma ainda está em pleno vapor de…. Produção! Sim, ainda estão adicionando funcionalidades, corrigindo bugs, e pedindo ajuda da comunidade não só para feedback, mas tudo o que quiserem oferecer.

A ideia principal é a de você criar seus grupos, divulgar notícias e obter colaboração de pessoas que podem corrigir o texto do seu post e adicionar links de referências de locais seguros.

CUIDADOS

Não é para qualquer um, e não indico ainda testar a plataforma, ela não conta com separações por localização e ainda não têm – e não deve ter no futuro próximo, um Termo de Serviço e Privacidade. Até o momento a sessão “About US” tem três pequenos textos e é isto o que fala sobre privacidade de dados:

WikiTribune wants to be different. – We will never sell your data. Our platform survives on the generosity of individual donors to ensure privacy is protected and your social space is ad-free. WikiTribune can only be successful if our community will continue to grow. Sign up, support us, invite your friends, spread the word. We want you to take part in our revolution.

É basicamente uma rede social para quem já entende, gosta e mantém um plataforma no estilo de Wikipedia.

Vamos acompanhar a evolução mas, de início, é bem similar a uma startup embrionária e que não se preparou para dezenas de questões e preocupações de se gerenciar uma rede social Já existem, por exemplo, reclamações de falta de controle de qualidade, a empresa não usa  IA e conta com voluntários, receita para problemas futuros, posts de má qualidade, artigos de auto-venda e inutilidades.

Caso tiver interesse de visitar, pode usar um link clicando aqui.

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Julio Moraes
Julio Moraes é empresário e atua na área de estratégia e planejamento em Marketing & Digital há mais de 16 anos e conta com trabalhos em mais de 20 empresas nacionais e internacionais. Atualmente vivendo e trabalhando em Los Angeles e com trabalhos ganhadores do EMMY® - The Television Academy e indicados ao HFPA® Golden Globes.
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