(Não são só) Influenciadores que estão virando commodities

Com a pasteurização de formatos, conteúdo, posicionamento e jeito de se comunicar, as marcas que contratam influenciadores acabam decidindo pelas parcerias com base apenas no preço cobrado.
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Tem rolado entre alguns especialistas em estratégia digital a discussão de que influenciadores estão se tornando commodities. Segundo eles, a maior parte de quem tem muitos seguidores e vinha conseguindo monetizar sua audiência, principalmente no Instagram, perdeu a capacidade de se diferenciar.

Com a pasteurização de formatos, conteúdo, posicionamento e jeito de se comunicar, as marcas que contratam influenciadores acabam decidindo pelas parcerias com base apenas no preço cobrado. Aparentemente, criou-se uma fórmula que padronizou o mercado e criadores de conteúdo estão deixando de lado suas especificidades para se adequarem a um possível modelo de sucesso.

Por outro lado a pandemia jogou luz sobre os criadores que têm conteúdo realmente útil a oferecer a seus seguidores. Pessoas que compartilham seus conhecimentos, são autênticas e possuem repertório que vá além do lifestyle, viagens e festas, passaram a se destacar.

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Marcas um passo atrás

A questão é que, como sempre, as marcas parecem estar ainda mais atrasadas que os criadores. Apesar da movimentação em torno do marketing de conteúdo estar rolando há anos, poucas já perceberam a real importância que o conteúdo tem para criar diferencial e ganhar o coração (e o bolso) de seu público.

Mesmo as empresas que investem em conteúdo acabam produzindo de forma padronizada, sem mostrar realmente a que veio. A fórmula aplicada ainda é muito mais baseada em estratégias de venda do que em construção de relacionamento.

O que as pessoas a frente dessas empresas parecem não levar em consideração é que é muito mais fácil vender para pessoas que já estejam envolvidas com sua marca, não apenas por questões técnicas, mas por questões emocionais.

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Histórias movem o mundo e podem mover sua marca

Produtos e serviços com nível de qualidade semelhante, se não estão respaldados por marcas que tenham uma comunidade profundamente engajada, competem por preço. Por outro lado, uma empresa que investe na construção de uma identidade autêntica, no relacionamento e no envolvimento com sua comunidade, tem clientes sempre desejosos pelo seu próximo lançamento.

Isso não é feito mostrando apenas que seu produto é melhor tecnicamente, afinal, isso é cada vez mais difícil de se comprovar, mas sim contando histórias que ajudem a criar vínculos emocionais com as pessoas. 

Contar histórias é se posicionar, despertar sentimentos e se conectar com o outro de forma mais profunda. Essa conexão será a gota d'água para influenciar a decisão de compra do seu cliente, além de tornar o valor percebido por ele maior do que apenas o preço cobrado.

Um dos maiores exemplos de uma marca construída com base em boas histórias é a Apple, que a cada lançamento tem fãs que defendem a empresa a qualquer custo e filas de pessoas dispostas a pagar milhares de dólares por produtos com pouquíssimas mudanças em relação a versão anterior.

Sua empresa está se tornando um commodity e compete apenas por preço?

Pense nisso: se quiser estar sempre correndo atrás de clientes, fale bem dos seus produtos. Se quiser que os clientes corram atrás dos seus produtos, conte histórias.

Vivian Vianna

Estrategista de comunicação especialista em conteúdo, trabalha há 12 anos com posicionamento de empresas no ambiente digital. Super curiosa, estuda incansavelmente tudo o que tem a ver com o assunto. Na Tailor Made Content, cria estratégias de conteúdo e reputação digital para empresas.

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