Outback: como se diferenciar com tantas marcas no metaverso?

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Temos duas notícias para o mundo dos games. Uma boa e outra desafiadora, para não dizer ruim. Existe um número cada vez maior de marcas desenvolvendo projetos e ações em ambientes virtuais. Por um lado, isso é incrível porque frequência e volume geram aprendizados. No entanto, se as estratégias não forem consistentes, é muito fácil desgastar formatos e fazer mais do mesmo.

Como um apaixonado pelo mundo dos games e pelo conceito de metaverso, venho tomando cada vez mais cuidado ao analisar algumas ações. Prefiro, sempre que escrevo sobre, entender o que há de diferente ou um pouco mais sofisticado do que apenas replicar formatos no mundo virtual. Recentemente, em um papo que tive com a Olivia Merquior, criadora do Brazil Immersive Fashion Week, ela disse que existe uma limitação ao criar experiências no metaverso. “Se você vai ter uma loja no metaverso, coloca logo o Michael Jordan para vender o tênis. Crie experiências incríveis”.

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Personagem do Outback no Cidade Alta (Crédito: Reprodução)

E não é que faz muito sentido? Pois bem, o Outback lançou ontem, seu primeiro restaurante virtual e foi no servidor Cidade Alta. Ok. Legal. Mas além disso, a marca associou a ação à CCXP Worlds, um dos maiores eventos da cultura geek no mundo, que ocorre no próximo fim de semana. Interessante também. Ela ainda vinculou a ação a descontos no iFood para quem cumprir algumas missões. Importante, o consumidor precisa encontrar algum valor agregado. Mas aqui veio a cereja do bolo. A marca criou, no ano passado, na CCXP Worlds, uma história em quadrinhos e, neste ano, transformou os personagens em skins dentro desse universo.

E aqui vem a conexão: não é apenas um restaurante em um jogo, mas uma série de mecânicas e narrativas que dão vida e movimento a uma ação.  A Cris Berna, gerente de trade marketing do Outback, explica isso muito bem: “nosso objetivo é seguir explorando tendências e ampliando a participação em segmentos da cultura pop e dos e-sports, elevando a régua da experiência dos usuários.” É sobre isso, elevar a régua. Antes de desenvolver qualquer ação no Cidade Alta ou em outros servidores, pense muito bem naquilo que pode gerar valor e não apenas gerar PR.

Luiz Gustavo Pacete

Editor de tecnologia e inovação da Forbes Brasil e head de conteúdo e inovação da MMA Latam, fez parte do lançamento da Fast Company Brasil como editor-contribuinte de martech. Especializado em Inovação pela ESPM e em jornalismo digital pela Universidade de Navarra, tem passagens por veículos como ProXXIma, Meio e Mensagem, Istoé Dinheiro e Revista Imprensa. Também cobriu alguns dos principais festivais de inovação, entre CES, SXSW e Websummit.

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